<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281</id><updated>2012-03-08T02:00:36.067-08:00</updated><title type='text'>Blog do Raimundo Sodré</title><subtitle type='html'>Blog de crônicas e poesias de Raimundo Sodré e outras artes</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>301</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-4050591193977863157</id><published>2012-03-08T01:33:00.004-08:00</published><updated>2012-03-08T02:00:36.081-08:00</updated><title type='text'>crônica remix- amazonas</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Na beira do Amazonas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;O Amazonas é o maior rio do mundo. Em tudo. Em volume d’água (a vazão média, considerando a contribuição alternada dos afluentes, é de 200 mil metros cúbicos por segundo); em extensão (a última medição, utilizando a mais avançada tecnologia, levou a nascente do Amazonas até os paredões do nevado de Mismi, no Peru,&amp;nbsp;&amp;nbsp; tecendo assim, uma tirazinha de lonjura a mais que o dadivoso Nilo); É grande também em encantos, descobertas, alegrias. Decisões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Em Macapá, o rio Amazonas é majestoso. Desenha ao norte um braço que acaricia, pacifica, afaga os dias e as noites da Fazendinha, mas que também se agita em marés irrequietas e implacáveis lançantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Foi num final de tarde. De vento forte, ondas indomáveis, areinha saltitando aos olhos...sol se pondo lá longe...às margens mágicas do Amazonas, foi: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Os olhos da minha companheira algo oblíquos, como os de Capitu, fitavam um ponto no horizonte, ali pros lados doirados donde se punha o sol. Era um olhar distante e ao mesmo tempo perto. Um olhar que se perdia, ao léu, que se perguntava, que mergulhava nas profundezas da dúvida. Mas, logo se achava em certezas, se encontrava em futuros e me iluminava com aquela cintilação âmbar, com aquele fulgor rigoroso e comovente. Naquela tarde, tecíamos os delicados fios da nossa história. &amp;nbsp;Ponderações foram exercitadas. Estávamos no calor da juventude, cheios de desejos, ávidos por liberdade, apressados e irresolutos. Animados com uma fita K7 que tínhamos da Janis Joplin e que curtíamos, insanamente, entre quatro paredes; satisfeitos com a norma diária de não formalizar contas a ninguém e seguros de nos termos intensamente um ao outro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Mas tínhamos a história, a tecer. Eu era ‘amamãezado’. E isso era um problema. Tinha um chamego com minha mãe. Era um grude, uma devoção. Minha companheira sabia que o compromisso assumido, provado e apregoado, iria impactar diretamente nesta relação, como de fato, ocorreu: minha mãe ficou enciumada que só ela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Outros fatos nos aperreavam a alma. A idéia de constituir família, a formação de um lar, a lida diária para prover o sustento. Estes detalhes eram coisas longínquas para nós que, à época, éramos felizes com uma rede e um toca-disco, bens computados, exclusivamente, como as nossas mais estimadas posses. As coisas teriam que mudar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Havia, porém, decisão naquele olhar que vagava mapeando os contornos do horizonte e desafiava o mosaico prateado do arrebol. Quando volvia a mim aquele olhar, depois de uma viagem por aquele lugar incerto onde o céu engole o rio-mar; quando minha companheira voltava para mim, aqueles olhos cor de mel, ela inundava meu coração com uma mensagem de carinho (e este doce olhar me vale até hoje, mais do que a pedra mais aquilatada que se possa lapidar).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Nosso primeiro filho começou a nascer naquele dia. A revolução das águas, a mística do meio do mundo, os grãozinhos de areia irritando os olhos e fazendo minha companheira chorar (pelo menos foi esta explicação que ela deu para as lágrimas que, aqui e ali, lhe caíam à face). Naquele tempo, não se usava dizer “discutir a relação”, de qualquer forma, estávamos às margens do extraordinário rio Amazonas, decidindo a nossa vida. Teríamos um bebê, nos apresentaríamos de fato e de direito à sociedade, contornaríamos uma ou outra cena de ciúme da mamãe, criaríamos vergonha e começaríamos a comprar umas coisinhas para o nosso lar. Isso foi há 18 anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;(Neste 8 de março). Pensei num presente. Resolvi dar (à minha companheira), a lembrança daquela tarde maravilhosa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;O Amazonas é o maior rio do mundo. Em tudo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-4050591193977863157?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/4050591193977863157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/03/cronica-remix-amazonas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4050591193977863157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4050591193977863157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/03/cronica-remix-amazonas.html' title='crônica remix- amazonas'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-448729810551730349</id><published>2012-03-05T16:16:00.002-08:00</published><updated>2012-03-05T16:16:49.724-08:00</updated><title type='text'>crônica remix- Elenira</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 153.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Elenira &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Elenira trabalha no centro. Há anos suporta o gênio azedo do português proprietário da padaria. Já se acostumou com ele. Às vezes estoura a paciência com tanta encheção de saco do galego e acaba afogando suas mágoas num cantinho qualquer perto dos grandes fornos entre fôrmas e massas disformes e úmidas. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Esta, porém, não é a regra. Na maioria das vezes, resigna-se por ali mesmo. Engole o choro e continua a aviar pedidos, a passar troco, a emitir tíquetes fiscais e a ouvir sua AM preferida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Não aceita Vale Refeição: ordem do dono. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Apega-se sem pudores a um comportamento lívido, líquido, leso...serenamente louco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Mora nos arrabaldes mal iluminados e violentos durante a madrugada. Evita sair à noite. Teme a luz artificial e os movimentos mórbidos de notívagos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Não é religiosa. Mas anda a procura de um Deus. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Acha atraente o discurso caloroso, convicto, apaixonado de determinadas igrejas. Quer um Deus. No entanto, abandona as possibilidades de conversão quando começa a novela das oito. É fã de Tarcísio e Glória.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Quer um Deus e não crê nos homens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Casou tarde, com um guarda de segurança gordo, comilão. Divorciado. Casou só no civil. Não queria perder o próximo capítulo da novela e nem o padre aceitou celebrar o casamento de um divorciado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Não faz mal, Não espera tanta coisa na vida. Quis um Deus, casou-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Ao fim do dia, após o capítulo inédito, senta-se à beira da cama e abandona os chinelos (com pinos magnetizados, última salvação para um velho problema de coluna) sobre o tapete de retalhos coloridos, tecido por ela mesma. Volta-se para o marido sonolento e o convida para o amor. Ele aceita numa complacência caduca. É o seu. Impassível, preguiçoso, mas só seu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Elenira é uma pessoa recatada. Não se expõe. Além dos parentes próximos, poucos participam do seu mundo: uns vizinhos, uma comadre e, por forças das circunstâncias, o português. Não se enleva. Às vezes parece ser sombria, sóbria demais. O seu mundo parece estar reduzido às percepções mais primárias. É mulher e gosta de amar. Faz amor – diz sempre assim “fazer amor” – todos os dias com o marido à beira da degenerescência. A sua austeridade não compreende nenhum dia sem ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Abandona os recatos quando o momento é de amor. Não faz sexo. Acha o termo pecaminoso, ruidoso. A vida não se resume a sexo. Não gosta de sexo nem das derivações. Detesta a palavra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Fazer amor. Amar, amor, gosta assim. Amar, amor. E morre de felicidade todas as noites sob um teto sem luz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Tem todos os discos do Roberto Carlos, mas gosta mais daquelas músicas de antes. No Natal, junta-se à família e faz a festa ao som do novo lançamento do rei. É um instante em que ela se mostra mais. Natal. Toma vinho branco e dança com os sobrinhos pequenos. Não tem filhos. Para quê? Por que tê-los?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;O Natal é o dia em que ela se permite sair à noite e ficar até tarde na rua. Assume o clima de festa, controla o medo e tolera a hipocrisia natalina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;...Elenira, a outra, morre crivada de balas às margens de um igarapé amazônico. A lenda diz que foi partida ao meio por uma rajada de metralhadora após derrubar o adversário com um certeiro tiro na testa. Elenira, a outra, é estrela que ilumina as noites esperançosas e sedentas de justiça. Elenira, a outra, não teve tempo de receber os nossos galanteios e nem de amar. Amar, amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Elenira, a outra, gosta também. Amar, amor. Eleniras são mulheres, são mães, são filhas e irmãs delicadas. Amam e ouvem a música do ‘Reiberto’. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Eleniras morrem na luta...Mas não se conhecem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-448729810551730349?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/448729810551730349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/03/cronica-remix-elenira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/448729810551730349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/448729810551730349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/03/cronica-remix-elenira.html' title='crônica remix- Elenira'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-5420468159958385774</id><published>2012-03-02T19:04:00.002-08:00</published><updated>2012-03-02T19:04:40.539-08:00</updated><title type='text'>crônica da semana- feriadão</title><content type='html'>&lt;div class="yiv89450847MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Ora, quem diria!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv89450847MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Depois, depois! Depois vão dizer que Coalhada é isso, que Coalhada é aquilo...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv89450847MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Mas v’umbora ver se não é pra tirar do sério.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv89450847MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Quatro dias em Algodoal só contemplando. Tudo na maior tranquilidade, na mais perfeita quietação de espírito.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv89450847MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Agora na hora de pegar o beco...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv89450847MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Éramos seis. Pra suportar essa galera, só um carrão. Embarcamos, então, na primeira van da quarta-feira de cinzas. Foi a conta. Toda a paz do feriadão, a partir daquele instante, perigou escorrer pelo asfalto. Logo de prima, tivemos que nos bater (literalmente) com o acervo de carapanãs do veículo. Um mundaréu de mosquitos. Foi uma luta. O sofrimento só acabou quando estávamos adiante de Marapanim, já com o sol alto.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv89450847MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Quando pensamos em dar um soninho, foi que reparamos no condutor. Sem querer maldar. A primeira coisa que chamou a atenção foi a envergadura do cidadão. Nada contra os cheinhos, não fosse o fato d’ele exceder em muito o espaço a ele destinado na singela cadeira de motorista. Nada contra, a não ser o fato do ‘jarrão’, no (já torturante) trajeto entre Marapanim e Belém ter subvertido todas as leis de trânsito e atropelado o bom senso.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv89450847MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Comodidade, só a dele. Minha cunhada, coitada, que havia dedicado a noite anterior a conhecer os segredos do bar do Varela, teve que ficar de olhos bem arregalados voltados para o grandãozão. Quem disse que dormiu. O sonzinho dele não deixou. Até pediu que ele baixasse o volume, mas largou mão porque uma outra preocupação lhe perturbava. O dito Dom Bolinha não usava o cinto de segurança. Aqui, acolá, quando avistava uma barreira, atravessava o cinto, mas quando varava lá adiante, largava o bichinho ao esquecimento. E haja minha cunhada espetar-lhe, mas pela altura do som e pela reação apática aos reclamos, suspeito que além de espaçoso, era surdo. Isso ainda diz pouco do que ele era capaz. Faixa contínua, acostamento, lombadas não eram empecilhos para ultrapassagem.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv89450847MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Eu até que queria dar um soninho também, mas o que gosto mesmo das viagens é a aventura, a surpresa. Investigo tudo, observo. Encontrei na tagarelice de minha filha, Amaranta Maria, a parceira perfeita para uma viagem divertida e cheia de descobertas. Conversamos, inventamos histórias sobre os lugares que passamos, comemos bolacha Maria com suco. A última coisa que eu queria era me estressar. Mas quando ofereci um pouco de suco para a minha cunhada e ela me voltou com um olhar de fogo, percebi a tensão que nos envolvia. O sujeito rodou metade de Castanhal falando ao telefone. Não teve quem o fizesse desligar.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv89450847MsoNormal" id="yui_3_2_0_1_13307437730962055" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_13307437730962054"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;A gota d’água foi quando subiu uma garota na saída de Castanhal e começou uma prosa animada com o fofão (aí percebi que ele não era surdo. Ainda bem. Já pensou se precisasse se comunicar &amp;nbsp;em Libras?). Nessas alturas do campeonato a van que não poderia levar ninguém em pé, já estava com o corredor apinhado de gente que ele pegou na estrada (outro tilte da minha cunhada). Daí em diante, fiquei inquieto. Estava ali toda a minha família. Minha mulher, meus dois filhos, além de uma sobrinha e minha cunhada. Estávamos nas mãos de um irresponsável robusto que não estava nem aí pra ele (não usava cinto) que dirá pra gente. Faltou pouco para o meu coração satânico, aquele que bate destrambelhado e me transforma o ânimo, revoltar-se.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv89450847MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Contou para a manutenção da paz, a minha fase zen, do amor e da compreensão e, sobretudo, um engarrafamento monstruoso que a gente pegou no trevo de Mosqueiro e que reduziu velocidades, desacelerou corações, sufocou instintos e aplacou emburrações. Ora, quem diria, um engarrafamento do bem!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-5420468159958385774?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/5420468159958385774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/03/cronica-da-semana-feriadao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5420468159958385774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5420468159958385774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/03/cronica-da-semana-feriadao.html' title='crônica da semana- feriadão'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-368437808674342216</id><published>2012-02-29T14:02:00.002-08:00</published><updated>2012-02-29T14:02:47.218-08:00</updated><title type='text'>crônica remix- acre</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Mexeu com o Acre, Mexeu Comigo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Olha, cortar o gás, arengar com a Petrobrás, fechar a cara e ficar emburrado na reunião com os diplomatas, tudo bem. Mas, pô! Mexer com o Acre, não. Mexeu com o Acre, mexeu comigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Sou filho de seringueiro. Nasci no interior do ‘interlan’ das brenhas do rio Xapuri, lá pra dentro. Sou do Acre assim como Carlão, o nosso medalha de ouro no vôlei; Adib Jatene, aquele que toca o nosso coração mais intimamente; Zé Vasconcelos, um humorista completo; Enéas, o candidato rapidinho; Jarbas Passarinho, o revolucionário de 64; Armando Nogueira, um cronista com estilo; Chico Mendes, o herói da floresta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Assim como Marina, a nossa doce Ministra, sou do Acre, e não entendo a bronca do Presidente da Bolívia, Evo Morales (não compreendo este nome. Conheço Ivo e Eva, mas Evo...Tenho pra mim que foi o homem do cartório que errou) com a minha terra natal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Uma zanga que se revelou deselegante quando não atentou para o valor que o povo acreano tem para a história do Brasil (e da Bolívia!). Evo pode ter a intenção nacionalista que quiser, mas daí dizer que o Acre foi trocado por um cavalo, já é querer avacalhar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;A pesquisadora Cleusa Maria Damo Rancy, em seu livro “Raízes do Acre” nos conta que a presença brasileira no Acre data de 1850, através dos coletores de drogas “em busca de novos produtos das héveas”. Destas empreitadas, destaca-se a contribuição de Manuel Urbano da Encarnação, amazonense, conhecido como o “descobridor heróico da primeira seringueira no Purus”. Por aí a gente tira: a seringa (da Bolívia) é nossa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;E por causa da seringa as terras acreanas foram sendo conquistadas, pelos brasileiros. E com tal decisão que em 14 de julho de 1899, o Acre tornou-se irresponsavelmente independente, pelas mãos do aventureiro Luiz Galvez Rodriguez de Arias, e, mais tarde, conscientemente, organizadamente, sob o comando militar de José Plácido de Castro. Assim, a partir de 5 de agosto de 1902 o povo acreano lutou bravamente contra o domínio boliviano na região (e contra a total apatia do governo brasileiro).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Quando o Barão de Rio Branco entrou em cena para as ações diplomáticas na região, os seringueiros do Acre formavam uma nação livre. A intervenção diplomática veio ratificar as conquistas do homem da floresta. E daí, o seringueiro decidiu. Decidiu ser brasileiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;O tratado de Petrópolis assinado em 17 de novembro de 1903 assegura a possessão brasileira sobre o Acre. Os termos do contrato rezam uma reparação financeira à Bolívia e ainda, uma passagem para o mar (o que viria a ser mais tarde a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, aquela em que cada dormente representa uma vida).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;O que nos trouxe o Acre, meu querido Ivo, aliás, Evo, foi a coragem do seringueiro, foi o sangue derramado pelos meandros da floresta, foi o devaneio de Galvez, o heroísmo de Plácido de Castro; uma pitada de talento na diplomacia de Rio Branco, alguns tostões de indenização e uma ferrovia que ceifou uma quantidade enorme de vidas. Se isso se equivale a um cavalo, para os bolivianos, aí, mexeu comigo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-368437808674342216?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/368437808674342216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-remix-acre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/368437808674342216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/368437808674342216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-remix-acre.html' title='crônica remix- acre'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-298776030837187928</id><published>2012-02-24T17:13:00.002-08:00</published><updated>2012-02-24T17:13:57.815-08:00</updated><title type='text'>crônica da semana - gourmet</title><content type='html'>&lt;div class="yiv832251456MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Varanda gourmet&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv832251456MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;De vez em quando a gente vê nos comerciais, empreendimentos anunciando a tal da varanda gourmet. Esta é uma sacada (permitam-me o trocadilho) da indústria imobiliária para sanar um problema antigo, uma velha dor de cabeça que atormentava os moradores de condomínios verticais; a incerteza de um lugar para o churrasquinho de domingo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv832251456MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Pode até ser que a invenção tenha vindo de um dos nossos gênios na concepção do ambiente. Mas minha amiga Cristal Tobias, que é ambientalista defensora das areias de Algodoal e uma alma simpaticíssima, tem uma versão para a origem das atuais varandas fumegantes.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv832251456MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Ela nos conta que tinha uma amiga que esquentava muito a moringa toda vez que ia fazer uma programação na área de lazer dos conjuntos em que morava. Nunca conseguia uma vaga. Mudava de condomínio, recebia promessas de mil maravilhas, mas quando a coisa cambava para o salão de festas, era a mesma explicação enfastiada. E ela, sem agenda, sem esperança, sem saco. Passou, passou e aquela reunião com churrasquinho, aquele aniversário com língua de sogra, sempre eram desviados para a casa da própria sogra. Era ralado!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv832251456MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Até que um dia compraram um apartamento com sacada. Saíram do aluguel. Não podiam mudar mais. Era um investimento alto. As soluções teriam que vir dali. Na primeira investida: Lista. Tinham que entrar na lista de espera. Foi aí, que ela teve uma ideia.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv832251456MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Deu um rolé pelos empórios do Ver-o-Peso, juntou três ou quatro peças, chamou um cunhado que entende dessas coisas e montou uma churrasqueira num cantinho da sacada. Decidiu: não ia mais se submeter às listonas de espera. A satisfação daquele desejo atávico, incontrolável e já quase doentio, haveria de ser ali mesmo naquela quina.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv832251456MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Tudo pronto para a redenção, para a libertação total daqueles constrangimentos. Chamou a mãe, a sogra (era a forra), Pôs as latinhas pra gelar, salgou a carne, cortou umas calabresinhas pros meninos, umas asinhas de frango pro maridão, arrumou a mesinha com toalha nova. As coisas, ‘tudinho’, no jeito. Só que apareceu o desmancha prazer do cunhado com a má notícia. Iriam ter problemas com a fumaça. O vizinho do andar de cima com certeza não iria gostar daquela fumaça empestando a sala dele. Ela quase que tem um piripaque. Mas mulher, a gente sabe, não desiste fácil (‘as soluções teriam que vir dali’). Não contou conversa. Dois minutos depois, estava na porta do vizinho convidando toda a turma ali de cima para uma reuniãozinha de congraçamento, um momento de descontração. Sim, poderiam levar os meninos, a empregada, o cunhado. Todos estavam convidados. Se isso lhe garantia o churrasco, a quantidade de pessoas, não era problema...Desceu e acendeu o fogo. Não sabe explicar a felicidade daquele momento. Casa cheia, carne ardendo, marido chupando ossinhos de frango, molecada tuitando e melecando as teclas do computador com as mãos engorduradas. Emoção e êxtase. Vizinho porre dormindo no sofá.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv832251456MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;A confraternização virou rotina. Domingo, feriado...salgava a carne, cortava a calabresinha, as asinhas...apertava a campainha e convidava o vizinho de cima...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv832251456MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;E a invencionice ganhou simpatizantes. O vizinho de baixo montou também uma churrasqueira no cantinho. E, nesse caso, ela e toda a tropa eram os convidados.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv832251456MsoNormal" id="yui_3_2_0_1_1330132289839162" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1330132289839159"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Assim, oficiosamente, sem desenho ou maquete, foi concebida a ideia da varanda gourmet. Hoje, há refinamento e glamour entre a “sala e o espaço externo do apartamento”. Mas isso, acontece nos prédios novos. Naquele, continua o congraçamento, a confraternização vertical, vizinho no sofá... Isso foi Cristal que me contou lá, nos ermos de Algodoal.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv832251456MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-298776030837187928?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/298776030837187928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-da-semana-gourmet.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/298776030837187928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/298776030837187928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-da-semana-gourmet.html' title='crônica da semana - gourmet'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-4126474519498334948</id><published>2012-02-22T15:13:00.000-08:00</published><updated>2012-02-22T15:13:07.014-08:00</updated><title type='text'>crônica remix- paulo barros carná</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;E põe mágica nisso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Não foi à toa que a Unidos da Tijuca foi campeã do carnaval. Demonstrar que a mulher é capaz de executar o feito extraordinário de mudar de roupa em segundos, só pode ser obra da mais graciosa magia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;E põe mágica nisso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Animava-se em mim, um fio de esperança quando, a um piscar de olhos, as bailarinas trocavam os modelitos à frente da escola e despontavam para o mundo imediatas e gentis. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Coisa de artista mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Só na cabeça do Paulo Barros e nas raias insondáveis da fantasia é que uma bênção dessas é possível. Só mesmo protegida pelos poderosos argumentos da magia é que se pode sugerir tamanha graça se consumar, porque aqui em casa...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;No domingão, é um pé pra acontecer d’eu ficar tiririca com&amp;nbsp; ‘las linãs’ da minha vida. Mesmo que agente combine tudinho, tem uma hora, que a coisa emperra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Destaco o domingo, porque é um dia mais relaxado, dia de ‘no stress’. Tem a praça da República, a feirinha de artesanato, um showzinho no anfiteatro, água de&amp;nbsp; coco, Bar do Parque, almoço fora...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;A gente até que se avia logo, eu e o menino. Coloco a minha farda de domingo (uma camisa, uma bermuda e uma ‘percata’, conjuntinho renovável impreterivelmente a cada liquidação de janeiro). Passo rapidola o pente no cocuruto (sabe, vejo que sou um dos poucos que sou fiel àquele pente vendido ali na beirada do Ver-O-Peso, de plástico azul-bem-clarinho-que-dobra-chega-faz-curva- quando-arratado- sobre- o- cabelo e que nem Flamengo é) e já tô pronto. O filho, nem pente usa, é da turma dos desgrenhados. Dispensamos o café e aguardamos lá na frente, num pé e noutro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Mas as duas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;A mulher, pisa, pisa, abre gaveta, fecha gaveta, sobe, desce, sai pra fora, entra pra dentro e não tá nem aí para os vícios da linguagem ou do adorável gênero. Reclama com a menina, diz ‘já vou’, quando grito ‘umbora que já vai dar dez horas’, lá da frente. Se engancha na beirada do rack, procura o maldito par daquela sandalinha rosa, constrói estilo, pinta uma idéia, desfaz tudo ‘que estava até bonito’ segundo a minha opinião lá de longe, resmunga alguma coisa e afirma taxativa, que não entendo nada. Nessa hora faço uma incursão ao front para ver como estão as coisas. E fico passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;A filha pega uma escova e fica, fica, dizque penteando o cabelo (sempre acho que o que ela faz é continuar um soninho selvagemente interrompido), quando torna, abre gaveta, fecha...ralha com a mãe e me desmonta com um olhar ameaçador. Vou-me embora de novo lembrando que ‘se houver algum show lá na praça, a essa hora, já tava no finzinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Passo na cozinha e pego um bico de pão com café, porque ninguém é de ferro e procuro rumo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Quando enfim, está todo mundo etiquetado, e já pegando o norte da diversão, volta tudo. Cadê as carteirinhas da meia-passagem. Ninguém sabe aonde deixou e a casa é posta abaixo. No vácuo, a menina empinima com aquele shortinho bacaninha e opta por um balonê (que eu, na minha ignorância, acho cafonérrimo), mas segundo a mãe, ‘deixa, deixa, ela é bebê ainda’. As duas usam um batom estranho sem cor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Saímos na batida da campa. Da minha programação só acho possível o Bar do Parque e um almoço na sequência (porque os filhos logo na largada anunciam que estão com fome. Dou uma bronca dizendo que a culpa é deles mesmos, porque eu já estava pronto desde que tempo e a gente poderia ter aproveitado que acordamos nove horas da madrugada, para tomar um café reforçado num supermercado desses do bairro, mas agora não dá mais, porque o domingo já está indo). Dali até à praça, como se todos houvessem comido abiu, ninguém fala nada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Animava-se em mim, um fio de esperança quando, a um piscar de olhos, as bailarinas trocavam os modelitos, no mundo ideal da Sapucaí. Mas quite, só truque. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;‘No stress’, no entanto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-4126474519498334948?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/4126474519498334948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-remix-paulo-barros-carna.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4126474519498334948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4126474519498334948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-remix-paulo-barros-carna.html' title='crônica remix- paulo barros carná'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-8372627702031003171</id><published>2012-02-17T16:02:00.000-08:00</published><updated>2012-02-17T16:02:19.017-08:00</updated><title type='text'>crônica da semana- vieses</title><content type='html'>&lt;div aria-label="Corpo da mensagem" class="msg-body inner  undoreset" id="yui_3_2_0_1_1329523145057123" role="main" style="background-color: white; color: #454545; margin-bottom: 22px; margin-left: 29px; margin-right: 24px; margin-top: 25px; overflow-x: auto; overflow-y: hidden; word-wrap: break-word;"&gt;&lt;div id="yiv1915569978"&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_1_1329523145057120"&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_1_1329523145057117" style="color: black;"&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_1_1329523145057114"&gt;&lt;div class="yiv1915569978MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Vieses&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1915569978MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Às vezes acompanho os movimentos dele, a fala, os olhos cor de mel, uma zanga, um contentamento. Coisas só dele. Do eu dele, do mais íntimo e recôndito dos pensamentos dele, e me perco em resignadas exclamações: “meu filho, meu próprio filho, quem diria”.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1915569978MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Segunda-feira, vai fazer 16 anos. E sempre me surpreendendo. Encanta-me profundamente essa história de um outro ser, de uma vida derivada da gente. Mas não a mesma. Animus, verve, opiniões e intenções diferentes. O valor da (pro) criação se realiza nas assimetrias, se eleva na diversidade, na sinuosidade das gerações.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1915569978MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;A característica física mais observável que temos em comum é a negritude (e para por aí, já que o menino é um teba d’um preto linheiro e eu sou um baixola barrigudinho). Além do fenótipo, entendo que a reedição de um ferino senso de humor é um traço da alma que nos aproxima. À parte estas interseções, nos enviesamos declaradamente. Tirando estes detalhes, somos meio extremados. Diferentes. Ainda bem.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1915569978MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Confesso que demorei para aprender isso. Sou do tempo da planificação, das reproduções de normas sem muito questionamento. E até, deixo escapar aqui, confundia as coisas. Achava que um assentimento educado aqui, ou uma conivência elegante ali, sugeria a total sujeição do meu filho aos meus anseios. Mas dia desses, tive que revolver, remexer drasticamente os meus conceitos. Caí na real.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1915569978MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;(Estávamos empenhados em tomar partido, efetuar escolhas, definir projetos para o futuro do adolescente Argel. O pobrezinho, no canto, tentando agradar ao paizão aqui. Nem maldei que as ações estavam sendo realizadas de um jeito a atender aos meus desejos. Argel de Assis entrava na história somente como objeto, não dava um pio, não lhe era permitida a chance de ser o sujeito do seu destino. Devo dizer que não fazia isso por mal. Era uma conduta, até então, normal pra mim. Atendia a uma forma tradicional de agir. Até que um dia, ele me chamou no canto, rasgou a maior seda pra mim, disse que me admirava pra caramba, que eu era um exemplo e tal e coisa, e coisa e loisa, mas que ele não era a minha cópia fiel. Tinha uma outra pegada, objetivos próprios. Alertou-me que eu estava traçando os caminhos dele, moldados ao meu jeito de caminhar. E que não era dessa forma. Ele não andava com os meus pés. Andava os pés dele. Via com os olhos dele. Ouvia com os ouvidos dele. Podia sim, colocar os sentidos, o talento, a energia &amp;nbsp;dele, a serviço de um projeto que ele mesmo arquitetasse e que lhe coubesse de acordo com suas posses. Este dia foi um recomeço para nossas vidas. Daí, os meus suspiros: “meu próprio filho, quem diria...” faz questão da liberdade. Pai d’égua isso. O valor da (pro) criação se realiza na possibilidade de forjarmos pessoas melhores, bem mais elaboradas que a gente. Sinto-me orgulhoso de ter ajudado na formação de uma pessoa que reivindica&amp;nbsp; ser livre. Permito-me ser metidão. Admito que esta conquista, na relação pai e filho, me dá uns pontinhos na minha empreitada de pai).&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1915569978MsoNormal" id="yui_3_2_0_1_1329523145057111" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1329523145057108"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Ah, tem a paixão pela bola: tenho uma coisa comigo. Um repente instintivo. Não posso ver uma bola que me vem logo aquela vontade insubmissa de fazer umas artes. Coisa minha, de moleque livre da Pedreira. Se estiver assistindo a uma partida e a bola escapulir pro meu lado, faço meu repertório de firulas, e só depois é que devolvo pra galera. Não resisto. Dentro de mim, bate um coração bola. E sabe, Argelzinho, nem somos tão enviesados assim, a paixão pela bola é algo que a gente pode assinalar sem errada: “tal pai, tal filho”. A bola te faz livre, mas também nos ata, nos atraca, nos atarraxa. E eu acho é bom.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-8372627702031003171?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/8372627702031003171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-da-semana-vieses.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/8372627702031003171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/8372627702031003171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-da-semana-vieses.html' title='crônica da semana- vieses'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-6272155267552187540</id><published>2012-02-16T15:44:00.002-08:00</published><updated>2012-02-16T15:44:46.474-08:00</updated><title type='text'>crônica remix-nascido a</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nascido em 4 de junho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Naquele silencioso dia de junho, o meu amigo Sérgio Kleinfelder Rodriguez que, penso eu, com um sobrenome desses só pode ser descendente injustiçado de um poderoso e malvadão conde da média Catalúnia, largou-se sereno sobre o sofá. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;A manhã estava molhada de chuva fina. Os morros lá pros lados da vila operária transpiravam alvas fumacinhas surdas, a quietude e o torpor do dia nos traziam fortes e indefensáveis lembranças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Éramos muito jovens. Paulo Sérgio, Carneirinho, Fernando (lirico) Perdigão, Bolão e a família Bolota, Rosinha...Rosinha, índia insurreta, de ofuscante sorriso...Rosinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Estávamos engatinhando na vida. Desterrados. Ausentes e solitários naquele início friorento de junho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Sérgio Kleinfelder aquietou-se no sofá e, divisando um ponto distante, inalcançável, sem sons ou imagens, quedou-se às lágrimas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;O dia 4 de junho era exatamente o dia do aniversário dele. E ali, perdido nas reentrâncias da selva rondoniense o nosso inquebrantável catalão não suportou a distância da família. Entregou-se ao sofrimento e à tristeza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Saudades...Saudades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;E como dói! A saudade, já se sabe, “mata a gente”, no início refrigerado de junho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Ô diazinho para se sentir saudade é quando o frio desce. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;O clima ajuda. Pode reparar: há, realmente um certa inércia, uma íntima letargia quando o frio desce.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Em Rondônia, como em todo o extremo ocidental da Amazônia, faz frio. As baixas temperaturas começam pelo mês de maio e se estendem até agosto. Os dias de frio são salteados. Não são ininterruptos, não. São entremeados por períodos de intenso calor. E são mais graves quando as temperaturas no sul caem consideravelmente. Eu diria que Rondônia pega as raspas de inverno do Brasil meridional. É um ventinho gelado que desvia do planalto central, se infiltra pela planície pantaneira e atinge as baixas latitudes pelas calhas dobradas dos rios Madeira e Guaporé. (Lembro de um dia especial, o 24 de maio, dia de Nossa Senhora Auxiliadora. É feriado em Rondônia e nos tempos que passei por lá, era batata: a temperatura ia lá pra baixo neste dia, coisa de 8, 10 graus. Ah, eu me empacotava todo, e como era feriado, não saía de casa nem a ‘bufete’).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;O friozinho, porém, tem caminho limitado. Não chega até aqui no Pará (o que é uma pena). Aliás, não desce o vale do Madeira além de Humaitá. A friagem seca se dissipa por ali em meio à grandiosidade úmida da floresta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Este larilari meteorológico talvez explique as baixas temperaturas que ocorrem nesta época do ano &lt;st1:personname productid="em Rond￴nia. Mas" w:st="on"&gt;em  Rondônia. Mas&lt;/st1:personname&gt; não explica o calor latente, o rumor fremente, o grito reprimido que brandia no coração daqueles garotos, no dia 4 de junho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Todos nós éramos muito jovens. Paulo Sérgio, Carneirinho, Fernando (lirico) Perdigão, Bolão e a família Bolota, Rosinha... Índia insurreta, de ofuscante sorriso...Rosinha, índia arredia, indomável discípula do Marechal Cândido Mariano. Índia que não se entrega, que não se adestra e que fugiu de mim para a mata amiga. Floríndia: Rosinha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Éramos muito jovens, solitários e ausentes naquele início de junho geladinho lá pelos ermos ocidentais do Brasil. Carentes de um mimo, um agrado, um afago, ‘uma qualquer coisa cândida’ a nos rodear, um brinquedinho desejado para encher de alegria o coração do aniversariante. Mesmo assim, acreditávamos no amor e num futuro feliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Ledo engano alimentado pelo frio rondoniense. Vinte e seis anos depois, o solão de meio de ano me bate à porta, nos arredores abafados de Belém do Pará, para me lembrar que felicidade (como aquela desejada em 4 de junho) é brinquedo que não tem.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-6272155267552187540?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/6272155267552187540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-remix-nascido.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/6272155267552187540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/6272155267552187540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-remix-nascido.html' title='crônica remix-nascido a'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-6112551174697476857</id><published>2012-02-14T15:27:00.002-08:00</published><updated>2012-02-14T15:27:38.599-08:00</updated><title type='text'>crônica remix- aguerra do</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A Guerra do Fogo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;A descoberta do fogo foi um grande passo para a humanidade. Só não entra na minha cabeça como os nossos antepassados conseguiram produzir o fogo esfregando um pauzinho no outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Se eu tivesse nascido há uns 100 mil anos, eu tava na roça. Não ia me garantir sem uma caixa de fósforo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;O filme A Guerra do Fogo, no entanto, mostra bem direitinho, para incrédulos dependentes como eu, a saga de nossos ancestrais para dominar o fogo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;A Guerra do Fogo é uma produção franco-canadense de 1981. Tem roteiro de Anthony Burgess e direção de Jean-Jacques Annaud. Não apresenta um cast de colunáveis, mas também, se lá houvessem, não ia adiantar de nada porque a caracterização dos personagens, resultante de uma impecável maquilagem, macaqueou os atores com tal zelo que, nem que a gente prestasse bem atenção, daria pra reconhecer algum famoso. Exceção feita ao Ron Perlman que se deixa revelar em algumas seqüências, principalmente naquelas em que está comendo aqueles piolhinhos pré-históricos catados do próprio corpo, coisa bem ao estilo de um outro personagem que ele fez, o Salvatore, &lt;st1:personname productid="em O Nome" w:st="on"&gt;em O Nome&lt;/st1:personname&gt; da Rosa (aquele que comia ratos...argh!).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Na trama, uma reflexão sobre a linguagem. Uma brilhante abordagem sobre os modelos de comunicação primitivos que prescindiam da palavra ou, no máximo, se reduziam às mínimas articulações vocálicas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Alinhavada pela linguagem gestual, pelos urros e grunhidos, a aventura do homem primitivo é contada como uma busca incessante pelo domínio do fogo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Num contexto entrecortado por conflitos tribais em disputas selvagens pela posse da chama provedora, lampejos emocionais imputados aos Neanderthais primitivos (como a descoberta do riso e da paixão) e apimentado por uma discutível afinidade genética entre os Neanderthais e o homem moderno, a trama se desenvolve condensada, inerte, amarrada aos instintos dos personagens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;E são os toques reveladores da superação humana e os itens naturais responsáveis pela preservação da espécie, que são tecidos pelo diretor do filme com extrema ousadia e precisão (já pensou, contar a história de duas tribos e suas relações distintas com o fogo, num enredo que não se utiliza de uma palavra sequer? É coisa de gênio).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Assisti ao filme em 1989. Lembro bem do ano porque era época de eleição. A Globo entrou com A Guerra do Fogo, logo após a propaganda eleitoral. E por saber a data, desconfio do teor de verdade do ferino comentário feito por um amigo que diz que eu fui um dos seis fiéis telespectadores que viram o filme até o final. Que maldade! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Argumenta o meu amigo, que é um filme cabeça não muito fácil de assistir, por isso a debandada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Para mim, o filme é perfeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;E quer saber, não éramos seis, não. Uma galera estava ligada na telinha, naquele dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Fiquei maravilhado com o filme. Só que depois daquela exibição, não mais ouvi falar dele. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Ouvi assim, em conversas com amigos, em comentários e resenhas, mas, notícia de outra exibição, necas. Alguns até me diziam que tinham visto anunciar no Corujão para tal dia, mas, eu ia atrás e nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Até que, este ano, consegui, na internet, uma cópia em DVD do filme. Tô todo pávulo. De vez em vez repasso uma cena e reflito sobre as suas conseqüências históricas (como a cena de amor paleolítico entre os personagens principais). E, não disse que muita gente tava ligada, naquele dia? Tenho uma lista interminável de pedidos de empréstimo do DVD. Para diversão, trabalhos acadêmicos, debates...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;O filme tem o seu quê didático também. Ensina até a fazer o fogo. Só que com gravetinho eu não dou conta não...Tem um fósforo aí?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-6112551174697476857?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/6112551174697476857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-remix-aguerra-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/6112551174697476857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/6112551174697476857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-remix-aguerra-do.html' title='crônica remix- aguerra do'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-5255040345132099525</id><published>2012-02-10T18:00:00.000-08:00</published><updated>2012-02-11T02:20:23.269-08:00</updated><title type='text'>crônica da semana- te sossega</title><content type='html'>&lt;div class="yiv2142486213MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Te sossega, pequeno, cria termo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv2142486213MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Às vezes, a gente se vê em situações-limites em que uma decisão precisa ser tomada, um jeito nas coisas tem que ser dado, Uma definição para os haveres tem que vingar. Nessas horas bate o nervoso.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv2142486213MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Cada um de nós tem seu calibre para esses momentos. Reações historicamente medidas. Mas na maioria das vezes, a nossa resposta foge à regra, não é previsível. Reagimos intuitivamente e quase às cegas da razão.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv2142486213MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Dia desses, me vi, com dizia minha mãe, encalacrado. Pressão por todos os lados. Medo e solidão. Mas tinha que ser eu mesmo na parada. E me virei nos trinta. Virei, mexi, e ainda, segundo minha mãe Luzia, pintei os canecos. Fui varando, resistindo às intempéries. Embora eu tivesse que me aviar ligeiro, ainda deu pra me perceber, me observar. Atinar para a minha batida de nervosinho.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv2142486213MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Descobri que, quando me ‘vejo no calor da luta’, eu me dano a comer. Quanto mais aperreio, mais fome. Uma fome sem sentido, às avessas e inexplicável. Nesta empreitada recente, para dirimir o sufoco, em poucas horas, enquanto maquinava soluções, acabei com o meu frugal jantar da semana (que se constituía em dois pães, meio pacote de bolacha, uma banana e uma banda de mamão). Andava um pouquinho, dava uma mastigada. Uma ligação, dúvidas incessantes, estresse e mais uma volta pela cozinha. Até um tabletinho de chocolate espanhol que havia ganhado da minha cunhada e que guardava como relíquia, foi no embalo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv2142486213MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Pra gente que está à deriva, é difícil criar termo. Não dá pra controlar o vento nem as ondas, e o usual é sucumbirmos aos tiques. É quase impossível para o ente, sossegar.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv2142486213MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;As manifestações são as mais diversas. Eu, meio que viro um avestruz e como de um tudo. Outras pessoas dispersam a tensão com expressões físicas ou emocionais.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv2142486213MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Minha amiga de trabalho Paty, por exemplo, mexe o pezinho. Ela sobrepõe os pés de forma que o pé que fica embaixo toque sutilmente o chão com a ponta do sapato. Funciona como alavanca. Dali, vem a força para vibrar todo o conjunto de panturrilhas e calcanhares em movimentos verticais acelerados. Para cima e pra baixo. E sem que ela se dê conta da maratona. De cá do meu cantinho penso: “ihhh, tá pegando ali pra’quele lado”. Disparo uma água-com-açúcar verbal qualquer e atenuo o clima com uma pergunta apaziaguadora: “e este pezinho balangando aí?”. Um esforço, faço, para que tudo fique na mais perfeita calma. E para que minha companheira de trabalho se sossegue, crie termo e produza, mas produza na paz.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv2142486213MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Mas a manifestação que mais me impressionou, dessas ‘sem’querências’ nervosas, foi a da minha amiga Indy, num seminário que fizemos lá no curso de Geologia.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv2142486213MsoNormal" id="yui_3_2_0_1_1328923862106160" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1328923862106157"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Havíamos de dissertar sobre um livro clássico e na hora o professor sorteava qual o capítulo exploraríamos. Ou seja, tínhamos de dominar todos os capítulos. Quando chegou a hora dela, a Indy desabou. Foi impressionante. Postou-se a frente do quadro e não controlou as lágrimas. Chorou, falou palavras desconexas de escusas, de desculpas e ponderações. Tentava explicar aquela situação inexplicável. Mas aquela cena, aos poucos foi se transformando numa sinfonia ao contrário e demonstrando o quão maravilhosa é a nossa mente. De um&amp;nbsp;&lt;i&gt;alegro&lt;/i&gt;&amp;nbsp;convulsivo, Indy migrou para um&amp;nbsp;&lt;i&gt;adágio&lt;/i&gt;&amp;nbsp;adocicado. Sem que ninguém a interpelasse ou a amparasse, Indy parou de chorar, enxugou as lágrimas, abriu seu apontamento. Venceu o medo de falar em público, o tema complexo e deu um show. Nos brindou com &amp;nbsp;uma das mais competentes apresentações daquele dia. Superou-se, Indy. Aquietou-se, criou termo e ao final do seu trabalho, nos emocionou a todos.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv2142486213MsoNormal" style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-5255040345132099525?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/5255040345132099525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-da-semana-te-sossega.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5255040345132099525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5255040345132099525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-da-semana-te-sossega.html' title='crônica da semana- te sossega'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-1742535027052639285</id><published>2012-02-08T15:54:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T15:54:13.225-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Este ano, tô a fim. Há um astral, mesmo que tímido ainda, pairando sobre o nosso carnaval de rua, mas reconheço ser um astral animador anunciando ‘a festa da carne’, e diante do clima,&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;já fiz uma jura: vou para a avenida do samba.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;A Escola vai ser da Pedreira, é claro. Talvez duas, se o preparo físico de jogador de porrinha permitir. Vou tentar me arriscar também num bloco de empolgação. E se tiver um por aí bem ao estilo &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;revolucionário do velho Agüenta o Tombo, vou que vou com tudo (é um tombo pra cá/é um tombo pra lá...).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;O problema é com que roupa eu vou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Perdoem-me os diretores de harmonia, mas não tem cristão que me faça vestir aqueles balangandãs multicoloridos, aqueles acessórios, tão carinhosamente idealizados pelos nossos talentosos carnavalescos e que, verdadeiramente, enriquecem as fantasias. Não. Não tem quem faça.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Das alegorias de mão, me poupem: os deuses da folia reclamam as mãos soltas para louvá-los. Adereços e penachos que atentam contra a lei da gravidade, nem vem... Chapéu estilizado que ocupe uma das mãos com a missão menor de equilibrá-lo no cocoruto, eu dispenso: nada de coreografia “moça do leite condensado”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Sobre os ombros, negatofe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Nem resplendor de papel laminado, ou arco-íris de isopor, tampouco asinhas emplumadas que ficam entesando a gente na inglória missão de fixá-las. Não. Não quero nadica. Na avenida, meus queridos diretores, eu quero ser livre. Quero esvoaçar pagão sobre o asfalto e mostrar no pé a ginga de moleque pedreirense &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e o samba que habita meu espírito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Também nem tanto, né!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Não vou pleitear um lugar no nicho libérrimo que é a ala dos de sunga e brilho. Eu, heim! Com essa barriguinhazona e esses gravetos (vulgo canela fina), nananina. Não quero ser alvo de comentários populares do tipo “que coisa reeedícula”. Pelos mesmos motivos, declino de uma tanguinha na ala dos Tembé. De tanga? Ah, ah, ah, ah...Olha que as coisas vão sobrar...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Devemos nos entregar a liberdade momesca, mas devemos, também, manter o mínimo de lucidez para evitar a bizarrice. Devemos lembrar que haverá, lá na frente, uma rígida quarta-feira de cinzas a nos esperar com o caderno de contas na mão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Deus Baco que me livre e guarde, em contrapartida, do alto dos carros alegóricos. Ali, sobre aquela plataforminha tremelicante segurando aquela varinha bêbada, e bêbado eu! Lá pras altura eu é que não vou me abalar. Lá em cima, não abriria nem os olhos, que dirá o samba no pé.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Mas taí: um chapéu Panamá, uma camisa listrada, uma calça de cetim... a sapatilha prateada, a barba por fazer, que tal? Ah, de passista, tipo malandro carioca de gestos leves e faceiros (um desafio para os meus sessenta e poucos quilos, admito), eu vou. Livre para alçar vôos sobre as luzes da avenida, para acariciar o povo animado da arquibancada da Aldeia Cabana, para reverenciar o meu povo da Pirajá, bem localizado, à beira da calçada. Obediente para pedir a bênção dos deuses, livre para desenhar no chão da Pedreira, o meu coração de sambista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Legal, de passista é que eu vou. Livre para me entregar à poesia do carnaval. Com a confortável possibilidade de, foi-não-foi, fazer par com uma alucinante mulata, com o mistério, com o desejo, com a ilusão e com os sonhos de carnaval. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Ah, fazer par com a maravilhosa mulata...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Sim, eu vou de passista. Mesmo que seja em sonho, é de passista que eu vou.&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-1742535027052639285?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/1742535027052639285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/1742535027052639285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/1742535027052639285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html' title=''/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-7111994806848848065</id><published>2012-02-03T18:19:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T18:41:40.388-08:00</updated><title type='text'>Crônica da semana- vai querer...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #454545;"&gt;Vai querer decidir?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_1_132832127806098" style="background-color: white;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #454545; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #454545; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #454545; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Dia desses, eu me vi aperreado. Peguei uma virose que me amofinou às pampas. Antes, a gente se curava desses banzos, logo, logo, com a ‘piula do mato’, (as famosas bolinhas plúmbeas&amp;nbsp;&lt;span style="color: #2f2f2f;"&gt;"purgativas à base de cabacinha desenvolvidas pelo doutor cirurgião Mattos, no final do século 19”&lt;/span&gt;). Era tiro e queda. Não tinha errada. A gente botava tudo pra fora. Mas hoje em dia, sabe como é. Temos que dar fôlego aos convênios. Abalei-me a Belém para uma consulta.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #454545; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Foi em cima, foi embaixo, aquele velho soro, tira a pressão aqui, a temperatura acolá, um captoprilzinho debaixo da língua, um ‘enzame’ de sangue rapidola, só pra não perder o embalo...passa o dedinho na luzinha, deixa tudo pago e... não é que tornei. Deixei o hospital e estava tão entusiasmado com o meu pronto restabelecimento, que resolvi voltar a pé pra casa. Aprumei pra pegar a sombra do Bosque.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Mas não tem a porqueira do capiroto pra a atentar? Antes de vencer a primeira esquina, quando atravessava a calçada de um posto de gasolina, um desajustado do juízo passou como um raio, tirando um fino nanométrico de mim. Do jeito que vinha na Almirante Barroso, o sulfuroso entrou no posto. Nem um bi bi de buzina deu. O desgramado só não me levou por inteiro porque Deus não quis. Meu nome não estava na lista dos indicados a ter com o Pai, naquele santo dia.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Meu Jesuscristinho do meu coração, eu sei que é pecado mortal. Que papai do céu ralha, mas naquela hora me deu um ódio tão grande daquele homem. Uma ira nada santa. Não tô dizendo: vinha de passamentos matizados de palidezes e desânimos. Tinha acabado de pular uma fogueira. Estava respirando e amando a vida, e aquele desditoso por um triz quase me despacha sem quê nem pra quê! Não. Reinei naquela hora esfolar o cara vivo. Esmigalhá-lo sob os pés pra ficar só a pasta. Pô, tenho meus filhinhos pra criar. Minha mulher vai se formar daqui a pouco (e vai rolar muita gelada) tenho viagem acertada pra z’oropa e este um querendo cortar o meu barato. Nananina.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Do trisca em mim, ele parou lá na frente, na bomba, pra abastecer. E cheio da pose. De lá, ficou me tirando, me esnobando.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Fiquei ali, como se fosse uma estátua indignada, ruminando aquela gabolice. Quando dei que meus 1500 milímetros estavam intactos e fora o susto, nenhuma outra pendência me consumia, larguei minha vingança saramaligna pra lá e continuei o meu caminho sem olhar para aquele mundo incompreensível de sal atrás de mim. Porque sou de paz (e também, porque o cara era um teba e ia me dar um trabalhinho ali, na hora do vamos ver).&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Não gosto de violência. Tô aí na rima dos enta, e apenas um fato, na minha biografia retrata um confronto computando socos e pontapés. Foi na adolescência e foi por causa de bola, no campo de piçarra da Marquês. E só aconteceu porque a pariceirada deu muita corda. Atiçaram, os moleques. Fizeram o risco no chão. Puseram a mãe no meio. O meu contendor, coitado, desconversava, ria risos nervosos e se expunha no máximo à disputa ombro-com-ombro sob a descompromissada pergunta “vai querer decidir, vai querer decidir?”&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_132832127806095"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_132832127806095"&gt;Até que fomos jogados um contra o outro, e o pau torou. Eu dei a primeira. Era lei: quem dava a primeira ganhava a luta. Até separarem a gente, o mundo era apenas uma sugestão para mim. Não via nada, não ouvia nada, não sentia nada.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Dali fui pra casa com o olho roxo, o beiço por acolá de inchado, zonzo, em suma, todo escambimbado. Peguei um carão da mamãe e um castigo de não ir para as matinês do Paraíso por dois domingos. Até hoje não entendo como fui considerado o vencedor daquele briga. Mas enfim, era a lei.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-7111994806848848065?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/7111994806848848065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-da-semana-vai-querer.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7111994806848848065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7111994806848848065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-da-semana-vai-querer.html' title='Crônica da semana- vai querer...'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-8112894291739386078</id><published>2012-02-01T15:02:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T15:59:41.310-08:00</updated><title type='text'>crônica remix- uma pedra</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;UMA PEDRA NO MEU CAMINHO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;O meu primeiro mineral foi um diamante. Apareceu rolado, do leito de um pequeno curso d’água que corria no fundo da vila em que eu morava, na Pedreira. Encontrei a pedra, enquanto atalhava, pelos quintais lamacentos, o caminho que levava a um campinho, ali na baixa da Pedro Miranda. No início da tarde, havia arriado um pampeiro daqueles e a enxurrada tinha entulhado o pequeno igarapé com uma diversidade de detritos e muita areia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Quando eu e minha patota cruzávamos o igarapezinho, avistei ali, insubordinando-se em meio àquele monte de areia, o meu precioso. Categórico, absoluto. Imponente, provocante. Luzindo decidido, a oferecer-se para mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Nos tempos em que achei um diamante, o meu bairro tinha um quê de bucólico e produzia em si, prazerosos argumentos árcades: Era a Pedreira do Samba e do Amor. Aquela pedra apareceu para mim, no tempo em que os primeiros mistérios apresentavam-se atraentes, velozes. Ora inocentes, ora condenáveis (mas sempre mistérios, e sempre atraentes). Surgiu no meu caminho quando eu era um garoto que usava suspensórios, bermudas da “Jaú Júnior”, não chamava palavrão e acreditava na ilusão de ter nas mãos, um diamante que nem aquele do João, o virtuoso personagem do Tarcísio Meira, na novela “Irmãos Coragem”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Mas tudo flui, previne o filósofo grego, desde a antiguidade. O mundo, as coisas do mundo, são dotados de movimento eterno. E aquela tarde foi ganhando outro sentido. Ajustando-se aos caprichos (nem tão caprichosos) da razão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Tudo se movimenta, tudo muda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;A minha Pedreira de outrora exibe-se agora, mais pelo medo e pela solidão do que pelos prazeres do samba e do amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Os quintais lamacentos povoados de &lt;i&gt;chamichuga&lt;/i&gt; não resistiram aos ataques da especulação imobiliária. Do campinho onde a minha patota esbanjava &lt;i&gt;caté&lt;/i&gt;, com a bola no pé, erguem-se agora, dois desengonçados xeno-espigões. E os cursos de água que animavam de surpresas as nossas tardes assumem, desgraçadamente, a vocação para esgoto a céu aberto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Depois daquela tarde chuvosa, a minha ilusão foi posta à prova. As minhas impressões submeteram-se às avaliações técnicas. As minhas fantasias sucumbiram ao rigor científico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Dali em diante, a minha pedrinha, sob a luz da verdade, ganhou status de grão arredondado, agregou dimensão de seixo, revelou-se em brilho vítreo e definiu-se transparente. Ganhou identidade atômica no silício e no oxigênio e um nome: quartzo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Daquele passado, nos quintais da Pedreira, até aqui, o meu diamante, sob as amarras inequívocas dos conceitos, transubstanciou-se em quartzo. É como se, ao longo do tempo, a minha carruagem fosse, inevitavelmente, se transformando em abóbora...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Hoje, o garoto que varava os quintais, resigna-se, por fim, consolado pela consciência do homem maduro. Sem ressentimentos ou traumas porque acode-me, providencialmente, a psicologia quando diz que dentro da gente, respira, subversivamente, uma criança. Portanto, embora no meu presente, eu reconheça que aquela pedra que cruzou o meu caminho, numa tarde chuvosa da Pedreira de antes, era, na verdade um quartzo, no fundo da minha alma, resiste a convicção infantil a certificar: era um diamante. O meu precioso diamante. E quer saber, mais belo, mais brilhante e mais bonito do que qualquer outro já imaginado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-8112894291739386078?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/8112894291739386078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-remix-uma-pedra.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/8112894291739386078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/8112894291739386078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/02/cronica-remix-uma-pedra.html' title='crônica remix- uma pedra'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-7841317963865325895</id><published>2012-01-27T16:08:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T07:52:45.803-08:00</updated><title type='text'>crônica da semana - Olê, olá</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;b&gt;Olê, olá, Belém&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #454545;"&gt;Nesse finzinho de janeiro, mês que se comemora o aniversário de Belém, quero fazer uma homenagem a este pequeno que é incorrigível, destrambelhadamente apaixonado pela mangueirosa. A música dele, todo ano a gente canta: “Olê, olá, Belém/minha namorada que me trai também...nem bela e nem formosa/cabocla desajeitada e pequenina/simples como a beleza de uma rosa/mundana que não pertence a ninguém”. Um samba, uma confissão de amor que, tenho pra mim, figura entre as três declarações mais mimosas que a cidade já recebeu (as outras duas, entendo que estão contidas nos versos de “Flor do Grão Pará”, do Chico Sena e no poema inspiradíssimo de Adalcinda Camarão, “Bom dia, Belém”).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #454545;"&gt;Não somos íntimos. São contadas as vezes que nos topamos teti-a-teti. Uma vez na escada do prédio da Biologia, na UFPA, onde evidenciou-se a impressão de que nos conhecíamos de algum lugar, e nada mais que isso. Uma outra vez num happy hour com poesia, num dos pontos chiques da cidade. E ainda a última, no lançamento do livro do poeta Renato Gusmão. Poucas vezes. Mas plenas de agradáveis surpresas. Credito este vago de encontros aos caprichos do tempo e das oportunidades (porque escapamos de conviver mais intensamente naquela época em que ele, o compositor já consagrado, Alcyr Guimarães, lançou seu olhar dadivoso para o nosso ‘Grupo Musical Hera da Terra’. Foi um tempo bacana. Alcir participou de alguns shows, produziu, se interessou, aproximou-se da Déia Palheta, uma das nossas estrelas...fizeram trabalhos juntos. Mas olha só a arte do desencontro, eu fazia parte do grupo, só que nessa época, estava fora de Belém, na lida pelos ermos da floresta. Perdi).&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #454545;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #454545;"&gt;Sou fã. Do cantor, do compositor, do amante das artes. Do mestre. Mas sou fã, mesmo, do cara, do camarada, do amigo Alcyr. E muito pela surpresa dos raros encontros.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #454545;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #454545;"&gt;&lt;b style="background-color: transparent; text-align: justify;"&gt;Naquele happy hour, por exemplo, fiquei besta de ver como o Alcyr é franco no termo e no traço. Nunca tínhamos nos falado. Estávamos numa mesa com vários ilustrados (e eu era só um pão de sal em meio a tantos croissants), mas ele se ajeitou ali do meu lado, me deu ibope. Trançou conversas, contou ‘causos’. De prima me chamou pelo nome e sobrenome, fez-se presente numa folga tal que, se um desavisado abstraísse aquela cena, intuiria que nos conhecíamos desde a mais tenra infância. Agora ‘mire e veja’ a minha pavulagem. Passei dias com cara e jeito de metidão só porque tinha encarreirado uma prosa com o grande Alcyr Guimarães, pelas quebradas da Matinha.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1327707148402141" style="background-color: white; color: #454545;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="background-color: transparent; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1327707148402141"&gt;Ele é assim mesmo. Chama atenção pela humildade. No lançamento do livro do Renato, este detalhe no caráter do Alcyr aflorou novamente. O espaço estava lotado, cadeiras ocupadas. A gente vê, nessas horas, o frigir das vaidades. Eu, pra frente que sou, fui me enfiando, ganhando terreno, me aquietei num cantinho. Peguei meu autógrafo e fiquei por ali apreciando as atrações da noite. Quando olhei pra trás, encostado numa coluna, em pé, silencioso, discreto, quem me estava? O mestre. Só saiu de lá quando alguém demandou um violão e ele prontamente se ofereceu pra tocar. Retirou-se (desconfio que foi lá no Jurunas buscar a viola) e quando voltou, pôs-se à disposição para acompanhar os cantores e as cantoras que iriam dar as canjas da noite. Achei aquela sequência de discrições bem postadas e entregas desmedidas, uma revelação. Uma lição.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #454545;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="background-color: transparent; text-align: justify;"&gt;Lamento não poder ter e haver com o Alcyr mais vezes. Sorver, mais frequentemente, um tiquinho do talento e da candura dele. Mas esta distância dócil e indolor, acaba nos unindo. Algo nos faz perto. Olê, olá, Alcyr, amamos Belém.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-7841317963865325895?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/7841317963865325895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-da-semana-ole-ola.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7841317963865325895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7841317963865325895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-da-semana-ole-ola.html' title='crônica da semana - Olê, olá'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-7791256630469796592</id><published>2012-01-26T13:37:00.001-08:00</published><updated>2012-01-26T16:07:44.818-08:00</updated><title type='text'>crônica remix - a parede</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A parede da memória&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Estive aí pensando sobre a capacidade que a gente tem de lembrar das coisas. Acho que por causa do enredo daquela novela da Globo na qual a trama se desenrolava a partir do roubo de uma criança ocorrido em 1968 e (caramba!), uma pá de tempo depois, o rapaz, irmão&amp;nbsp; da bebê raptada, dizia lembrar de tudo, tintim por tintim . Égua da memória!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Eu, por mim, não teria esta competência, mesmo porque tenho uma capacidade reduzidíssima de guardar as coisas. Até eventos acontecidos na biqueira, tipo&amp;nbsp; ano passado ou mesmo ontem de tardinha, já me são um sacrifício lembrá-los.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Aí, ante esta dificuldade, e como eu não tenho traumas &amp;nbsp;c&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;atalisadores como o pequeno da novela, crio uns mecanismos, arranjo uns truques que me voltem à cena.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Vou, digamos assim, tateando créditos, fuçando evidências, embaralhando ficção e realidade, até que a história se mostre coerente, verossímil , daquelas que não tem errada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;E se, no final as coisas se encaixam é porque estão numa lógica. Assim, a história, qualquer que seja, pode até estar longe na memória, fugir um pouco da realidade e ter uma pitadinha de vontades diluídas no mar de nossas frustrações, mas não fica nem um pouco destrambelhada . E esta passagem, eu juro de pé junto que aconteceu:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Era uma noite umedecida pela chuva fina, lá pelos idos de oitenta e poucos. Mês de julho. A debandada para as férias em Mosqueiro esvaziara a minha turminha da tertúlia na New Wave e eu voltava sozinho para casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Ali na baixada da Pedreira, o alagado era um só. Eu tinha que saltear as passadas entre os caminhos de terra firme e os estirões de pontes mal cuidadas que iam desde a Itororó até os altos muros da Escola Salesiana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Grilos cantavam afoitos, pirilampos animados iluminavam tufos alastrados de capim, sapos coaxavam roucos em homenagem ao pampeiro que desabara sobre a cidade desde a tarde e que àquela hora da noite era só uma garoinha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Ninguém na rua, mas eu não tinha medo. Já estava acostumado àquela batidinha noturna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Quando enfim, eu dei na esquina do Centro Auxilium, que susto! Uma nave enorme, de fuselagem reluzente e luzes faiscantes pairava sobre a solidão da Alferes Costa. Flutuava a uns dez, vinte metros de altura, no máximo. Estava bem pertinho de mim. Pela janela, dava até pra ver uns equipamentos de controle e alguns ET’s verdinhos tagarelando e apontando insistentemente para mim. Explodi apavorado: “Égua, moleque, é o Chupa-chupa!” Depois as luzes foram ficando mais fortes, mais fortes, eu ficando encandeado, as luzes ofuscando tudo em volta, eu fui saindo de mim, me entregando a umas sensações estranhas...Depois, os sentidos sumindo...Sumindo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Fui abduzido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Isso aconteceu há pelo menos uns vinte anos. A minha memória, como disse, não é lá essas coisas. Então, que fique claro: a cantoria dos grilos e sapos, os pirilampos animados, os muros altos da Escola Salesiana, o alagado da rua foram mentirinhas criadas para apimentar a história. A solidão&amp;nbsp; da rua, as luzes faiscantes, uma reação apavorada e tudo o mais, são a mais pura verdade. A absoluta verdade. Juro.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-7791256630469796592?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/7791256630469796592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-remix-parede.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7791256630469796592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7791256630469796592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-remix-parede.html' title='crônica remix - a parede'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-6983480272563294812</id><published>2012-01-20T16:42:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T16:42:48.123-08:00</updated><title type='text'>crônica da semana - dois legumes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #454545;"&gt;Dois legumes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_1_1327104763506163" style="background-color: white;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #454545; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #454545; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Ela chegou de vera e, como de costume, antes do Natal. Chegou daquele jeitinho: produzindo aquela textura de sorvete de bacuri no céu. E se estirando, se estendendo pelo dia e varando a madrugada. Preguiçosinha, cadenciada, mimosa e doce.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Como de costume, nos encantamos. Fizemos versos de boas vindas, recitamos prosas sensuais, cantos maliciosos. Registramos cada aproximação com fotos sedutoras, relatos ansiosos, confissões apaixonadas, prazerosas descrições. Trouxe um friozinho bom e grilos ensaiados para cricrizarem as nossas noites. A nossa chuvinha.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;É o tempo dela, diria a minha mãe. Tempo de perder sombrinha e guarda-chuva em qualquer canto, de tirar aquela velha Hering manga-comprida do armário, de reivindicar uma costelinha toda noite... Tempo de esquentar pés com pés e de chamegar...&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Todo ano, o que nós chamamos de inverno amazônico, é a nossa redenção. A nossa forra contra a conta de luz. Alguns meses sem ventilador ou ar condicionado (rá, rá, rá, rá). Mas tem o seu dito porém.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Tempo chuvoso é uma faca de ‘dois legumes’. Rola um revés no retinir reincidente que reina em cada risco de nuvem que rompe, que ruge, que rege o rego do riozinho raso e rude que rodeia nossa aldeia. Parte, uma parte bem considerável de Belém vai pro fundo junto com nossos instantes de contemplação. Passa-se num triz, do contentamento à apreensão quando o nível da água começa a subir além da sarjeta.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;E hoje em dia a coisa está de uma forma tal, que andar com a chinela na mão e a calça enrolada até o joelho não é só prenda de quem mora nas baixadas. Bairros da alta granfinagem, as novas Beléns, e até os aléns da planície (como o eixo da BR) experimentam também este infortúnio.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A minha valência é que, na Pedro Miranda, aquele que já foi um dos pontos mais críticos, que fica entre a Lomas e a Alferes Costa, não alaga mais. Isso me acalenta. Me dá ânimo para acreditar que este exagero de molhado pode sim, um dia ser resolvido. Porque, minha gente, aquilo ali já foi um marzão.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;(Faz um tempinho, já. Ainda cortejava minha companheira Edna. Ah, o amor! Eu me abalava da Mauriti para a baixa da Pedreira toda santa noite. Por agora, era uma provação. Quando chegava na Itororó, a marola já se assanhava ‘lembendo’ a canela. Das duas uma: ou eu encarava, pela direita, a minha futura sogra, que tinha uma venda de cachorro-quente, o qual ela sugestivamente batizara de hot-dog, na esquina da Pirajá, em um trajeto que me garantia umas pontes seguras e poucas chances de entrar na água; ou investia pelo flanco esquerdo, me equilibrando em algumas balaustras, nas grades das casas, nas pontas de escadas, pra não perder o prumo e mergulhar, porque ali, era o puro profundo mesmo. Minha namorada morava na Perebebuí, próximo a mãe, mas não com a mãe. Por aí a gente tira o porquê da minha opção de ir sempre pelo lado comunista da rua, com a água por acolá. Era um estirão de sacrifício, mas eu encarava. Medo maior era o de prestar conta com a fera, ali no hot.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Quando tornava do outro lado, uns quantos sustos depois, já chegava me agoniando. Minha namorada vinha obsequiosa com um punhado de sal e uma faquinha para retirar as ‘chamichugas’ que chegavam de carona na minha perna. Era uma peleja. Mas depois, vinha o friozinho, o pés com pés, o chamego...‘a prenda imensa dos carinhos’).&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A chuva leva e traz. É dinâmica. Se todo ano chove acima do previsto, por que não calçamos as sandálias da humildade e nos empenhamos em redimensionar o tanto ‘previsto’? Talvez nos esmerássemos mais nas artes de prevenção e cuidados com a nossa cidade.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-6983480272563294812?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/6983480272563294812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-da-semana-dois-legumes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/6983480272563294812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/6983480272563294812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-da-semana-dois-legumes.html' title='crônica da semana - dois legumes'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-2200147870122322220</id><published>2012-01-19T15:36:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T15:52:06.854-08:00</updated><title type='text'>Crônica remix - dígrafos</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Dígrafos, Similares e a Pedagogia Moderna&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Este ano foi a colação de grau da minha filha. Da alfa. A menina aprendeu a ler e a escrever e ganhou uma festa robusta com pompas, circunstâncias, look de princesa, entrega de diploma, flashes e chororôs na platéia, tudo sob o aval da pedagogia moderna. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Festa para criança com a suntuosidade dos eventos de gente grande. E eu acho até que a festa é mais para a gente mesmo, os pais (para as tias da escola, para a diretora, para o fotógrafo...) do que para as crianças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Não sei se este tipo de celebração é parte do legado deixado por Paulo Freire aos oprimidos pelo sistema. Só sei que no meu tempo, não era assim. Nem pelo apego à celebração, nem pelos métodos de aprendizado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Quanto ao método, minha mulher me atualiza dizendo que hoje em dia é assim, pelas famílias. Tem a do bê. Ba, be, bi, bo, bu e o bão; e assim por diante. Eles juntam as famílias e vão formando as palavras, na escrita, na leitura, e parari, parará, arremata a minha mulher, deixando escapar um ar de discreta simpatia por estes métodos modernos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;E eu, inquieto, me pergunto: e o ene-agá-nhá, minha flor? E o éle-agá-lhá? E a arte de soletrar? E a sonoridade das construções labiodentais do tipo “vovô viu a uva” e “a uva é de Ivo”?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Antes as palavras surgiam sofridas dos dígrafos: bê...ó, bó; éle...i, li; ene-agá-nhá...Bolinha. Cê...á, ca; esse...i, zi; ene-agá-nhá... Casinha (neste caso, também com o conflito fonético implícito no ésse com som de zê). Éfe, ó...fó; éle-agá-lha...fólha (e partia-se, intuitivamente, para o ajuste no som do ó: fôlha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;A cartilha apontava: &lt;i&gt;A bola é de Mauro&lt;/i&gt;. E até hoje percebo que, mesmo ante a pedagogia moderna, o martírio continua o mesmo, para este érre intrometido de Mauro. Especialmente para este caso, no início da Alfa, minha filha se estressava horrores e dizia “ ah, eu não sei. Às vezes é rá, (como o rá de caramba) às vezes é rá, (como o rá de rato)...ah, eu não sei”, inquietava-se e chutava o pau da barraca. .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Eu acho que a arte de soletrar, hoje, daria bons resultados e ajudaria a desmistificar uns e outros fantasmas fonéticos. A palavra sexo, tão incompreendida, por exemplo, seria dissecada: Ésse, é...Çé. Kê, i...Ki. Cê, cedilha...ó. Çéquiço. Táxi, outra palavra segregada pela pronúncia, seria restaurada: Tê, á...tá. Kê, i...Ki. Cê, cedilha...i. Táquiçi..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Eu tenho a &amp;nbsp;plena consciência da insignificância do meu papel de pai nessa história e, enfim, de que adiantam divagações sobre as “pronúncias pausadas na assimilação das primeiras palavras” (definição do Aurélio para o verbo soletrar), quando o mundo exige a rapidez de uma nova linguagem. E taí, reconheço que, o que é verdade, é que a minha menina, antes da festa e dos badulaques na cerimônia de colação de grau, realmente, antes de tudo, já sabia ler e escrever. E eu &amp;nbsp;aqui, com as minhas preocupações atemporais sem sentido. Admito, forçosamente, estar errado, mas num último fôlego de resistência reitero a teima: antes, caneta Bic, só se utilizava a partir da quarta série. Antes disso, só lápis. Só o lápis indicava o Suave Caminho...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;(* a crônica é de 2006)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-2200147870122322220?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/2200147870122322220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-remix-digrafos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/2200147870122322220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/2200147870122322220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-remix-digrafos.html' title='Crônica remix - dígrafos'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-4092349518329399048</id><published>2012-01-13T16:47:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T16:47:04.080-08:00</updated><title type='text'>crônica da semana- anjos do</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #454545;"&gt;Anjos do arrabalde&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_1_132650151562397" style="background-color: white;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #454545; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #454545; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O título é de um filme do desembaraçado diretor Carlos Reichenbach, rodado nos interregnos licenciosos da década de 1980. Fiz o resgate deste filme, não porque desejo explorar a estética libertária oitentista que fazia vibrar as claquetes do cinema nacional (para isso tem gente bem mais aquele de gabaritada na sétima arte do que eu). Uso do título só porque gosto dele mesmo. Apenas porque me agrada esta intenção angelical de traduzir a fleuma suburbana. Simpatizo com a sonoridade da composição e, claro, por causa deste apelo melodioso contido no título do filme, a mim me apraz a presença de alguns anjinhos que me são ensejados em flashbacks ritmados.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Como naquela tarde, em frente ao colégio Alzira Pernambuco.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Eu estava lá, com a minha geladeira, querendo vender o meu picolezinho. Mas havia por ali, uma pracinha de alimentação diversificada. Tinha merenda pra todo gosto e jeito. O unheiro, ó, fazendo a ‘fanchina’. Vendendo tudo...&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;...O moleque se aproximou, pegou o bolinho mais úmido e brilhoso de óleo, pagou os centavos devidos. Acudiu-se a um papelzinho, acomodou a unha no leito da folha de papel, pressionou. Um filme líquido esparramou-se pelo papel madeirado e forjou em vários pontos uma textura transparente. O puro azeite. Com o esforço, o aluno bandou o salgadinho e expôs ao sol uma mistura amarelada de farinha, umas folhinhas finas e, aqui-acolá, grises pelotinhas de carne gorda. Apossou-se do vidro de pimenta do vendedor e aspergiu sobre a chaga amarela e sebenta, um tanto mais que o suficiente de licor pra ela ficar bem queimosa. Depois, abrigou-se à sombra de um poste e ficou ali, na fissura, comendo com gosto, o salgado. Rendendo, economizando a farofinha. Mastigando com os incisivos, saboreando com a ponta da língua. Salivando.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Tava na ira, o zinho. Envolvido. Até que foi interrompido por um coleguinha: “me dá um pedaço, aí”, rogou o garoto, com um olho deste tamanho mirando o recheio anilinado. O outro, aviou-se rápido na resposta reiterada: “Não, não e não”; no retorno explicativo, “eu já te dei ontem” e na orientação imperativa, “sai fora”. A reação do menino, diante daquela negação tão intensa, foi de ligeiro desdém e de habilidoso deboche: “tá sovinando, né vai enrolar o queixo no vinte da unha, né. Tá pai d´égua. Tu sabes, quando eu tenho eu pago. Tu ainda vem me pedir”. E saiu melindrado, em direção ao portão da escola. Um instante depois, uma patotinha da mais péssima que estava na espreita deu um ‘arreia’ na unha do moleque (ele não tava de salvo). O vinte que ele estava comendo, com deleitoso egoísmo, saltou-lhe da mão e caiu na calçada perto de um cachorro vadio que batia ponto ali. Aí, já era. Os anjinhos dos arrabaldes nos ensinam: não presta sovinar.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Eu também fui um anjinho apegado aos desafios da periferia de Belém. Encantava-me com a desenvoltura dos meninos e me deslumbrava com a noite iluminada.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_132650151562394"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_132650151562394"&gt;Minha avó, foi a primeira pessoa a me apresentar a noite. A me integrar à noite. Em tempos de Colorado RQ, de imagens chuviscadas em preto e branco, de esponja de aço na ponta da antena do aparelho de TV, minha avó deixava aquele encanto eletrônico recente para trás e me levava para o canto da Lomas com a Marquês, para apreciar o movimento. Um divertimento plástico, entorpecente. Os faróis dos carros multiplicando-se em flashes psicodélicos; o vento que minava do igarapé do Zé; os pontos de luz dos postes à base de vapor de mercúrio. O bar Pedra Noventa do outro lado da rua. Um microespaço, o canto da Marquês. As minhas primeiras noites de anjo...os arrabaldes... Belém.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-4092349518329399048?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/4092349518329399048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-da-semana-anjos-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4092349518329399048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4092349518329399048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-da-semana-anjos-do.html' title='crônica da semana- anjos do'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-4713123709655595595</id><published>2012-01-11T16:09:00.001-08:00</published><updated>2012-01-11T16:09:20.331-08:00</updated><title type='text'>crônica remix - o buraco é mais...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;O largo da Palmeira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;A periferia de Belém alimenta a nossa saudade. Define os nossos ressurgentes calores subjetivos. A franja da cidade guarda em si pedacinhos adocicados da história de cada um de nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Mas o que nos identifica como coletividade, o que nos certifica como um conjunto de cidadãos orgulhosos é, evidentemente, o centro. Mais exatamente aquela fatia da cidade que se espraia a partir do Forte do Presépio e se acomoda no interflúvio que se impõe entre o rego do Piry e o alagado do igarapé das Almas (aquele trecho entre o Ver-o-Peso e a Doca).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Neste espaço mágico, visões e conceitos estéticos se encontram nos ‘éles’ de Lemos e de Landi. Geometria moderna e traços medievais se decompõem em pura poesia ‘concreta’. É um espaço plural. Repleto de jóias da criação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Ali, também tenho os meus cantinhos e as igrejas têm um lugar todo especial no meu coração belemense.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Até um dia desses, a minha preferida era a do Carmo. Mas depois que eu vi a igreja da Sé restaurada...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;São importantes, as igrejas, e para mim, elas se destacam não só pelo caráter religioso. Os nossos templos históricos ao mesmo tempo em que se esmeram em suntuosidades arquitetônicas buscando os céus, estabelecem uma linguagem terrena, abraçam crentes e pagãos com suas fachadas acolhedoras. Ao largo das igrejas, percebo uma certa indulgência para com nossos atos e intenções. É normal agregar-se a um grande templo, uma praça verde e libertária. &amp;nbsp;E nela, são reveladas as emoções profanas (como o Fofó de Belém, do Eloy Iglesias) ou reiteradas a fé e a crença (como a concentração para o sacrifício da Corda, no Círio de Nazaré).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;As edificações, portentosas e belas registram-se como igrejas construídas e, como povo em eterna construção. Emergem da ancestralidade como símbolo de uma história santa e pecadora. Animam a nossa fé, e paradoxalmente, atiçam a nossa curiosidade e ratificam nossos medos (será que tem um menino de castigo, duro, com a língua pra fora, com a vassoura na mão porque queria bater na mãe, atrás da porta da catedral da Sé?). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Entendo que há um diálogo, uma energia edificante ladeando nossos prédios históricos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;O conjunto igreja do Rosário/ igreja de Sant’ana é para mim o exemplo mais eficaz desta integração entre as construções. Estão bem próximas. A igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos ergue-se numa esquina da Padre Prudêncio. Uma quadra depois, além do buraco da Palmeira, está a igreja de Sant’Ana. As duas são um brinco. Delicadas. Humildes e dispostas. Entregam-se sem receio à cidade. Na igreja do Rosário, me encanta aquela pracinha, à entrada, quase intacta, preservada, solitária, ordeira, quase um alpendre interiorano. Parece uma redinha da tarde pronta para embalar a poesia e para ouvir os nossos segredos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Do outro lado do buraco, a igreja de Sant’Ana &amp;nbsp;pressionada pelo ir e vir urbano. E é verdadeiramente mais urbana. A pracinha, dissociada da calçada, separada pela rua, é também, convenientemente, desatrelada da inocência. Embora respeite o gradil da igreja de Sant’Ana, a pracinha é alegre e libertina, algo como um brando arremedo da carioquíssima Cinelândia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;As duas igrejas, parece que se complementam em prodigalidades e carências. Existem para serem parceiras. São construções estética e socialmente siamesas. Necessitam de um diálogo constante. Eu não sou arquiteto, nem nada, mas se pudesse apitar alguma coisa, jamais separaria Sant’Ana da igreja do Rosário dos Homens Pretos. Jamais levantaria um muro feio e frio entre as duas. Jamais. Mesmo que para isso, tivesse que eternizar o antigo largo como o, já referendado, buraco da Palmeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-4713123709655595595?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/4713123709655595595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-remix-o-buraco-e-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4713123709655595595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4713123709655595595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-remix-o-buraco-e-mais.html' title='crônica remix - o buraco é mais...'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-3727073867584428373</id><published>2012-01-07T06:30:00.001-08:00</published><updated>2012-01-09T15:01:05.077-08:00</updated><title type='text'>crônica da semana - estralar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Se a farinha ‘estralar’...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Um camarada ibero-europeu veio passar o fim de ano comigo, em Belém. Gente boa pacas. Amigo. Fiz as honras pr’ele. Virei e mexi pelos causos da cidade. O que eu sabia, eu contava direitinho, como por exemplo, os detalhes da fundação de Belém expressos na Cidade Velha. O que eu não sabia, inventei um pouquinho, mas sem exagero e sem culpas (quem mandou roubarem a placa explicativa lá da rampa da Panair?). Buli nos teres e haveres desta metrópole e a tratei como tal. Atinei aos ‘dares e tomares’ desta minha Belém ao mesmo tempo vil e generosa (meu amigo aproveitou o que pôde desta generosidade. Vai voltar para a sua terra com a sacola assim de manga, ó, que ele catou pelos estirões que passamos; mas ao mesmo tempo, decepcionou-o um tanto, a nossa falta de cuidado com componentes históricos pitorescos, como a rampa da Panair). &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Mostrei lugares legais da cidade (não exatamente aqueles mais engalanados, mas os meus cantinhos, aqueles sem os quais não passo). Veropa, na certa. O largo extenso do Teatro da Paz, é claro. As docas refrigeradas, por que não? As igrejas mais bonitas do Landi, indispensáveis. Os bosques verdes onde cantam os sabiás, de toda sorte, agradáveis. A Vila Sorriso e a minha Pedreira, do samba e do amor.&lt;/span&gt; &lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Sobre Icoaraci, vale a pena um teretetezinho, no repente. Nada que me seja estranho. Houve de acontecer outras situações graves e amiúde, comigo. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Fui até o chalé Tavares Cardoso. Era sábado e entendia o recesso e o descanso dos obreiros dali, mas nada que apagasse a memória ou o senso. O prédio é suntuoso, elegante. Só que cheguei fotografando a rua, concentrado e quando dei por mim, estava de través, meio na contramão. Havia passado pelas ruínas da casa do poeta Antônio Tavernard e recebido o severo choque do abandono. Submergi desconcertado de tanta desolação e desapontamento com o trato que dão aos nossos patrimônios artísticos. No chalé, atualmente, funciona a biblioteca Avertano Rocha. Isso eu sabia. Mas só de zanga, perguntei ao guarda, que guardava o prédio, assentado no amplo alpendre, onde ficava o famoso chalé. Ao que ele me respondeu que ali era uma biblioteca, que estava fechada, naquele dia e sobre este chalé, aí, não sabia pra que lado ficava, não. E fui caminhando e ouvindo, dando trela, até ficar de conforme com o sentido da rua, quando me virei e dei de frente para a monstra d’uma placa que anunciava ali, o tudinho da resposta requerida ao guarda. Tudo lá escritinho. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Icoaraci é um lugar pra lá de pai d’égua. Tem potencial turístico. Tem a mimosíssima taberna da Suely, bem na entrada do trapiche; tem uma orla atraente; um parque de artesanato estrategicamente postado no alto das falésias. Precisa se preparar para informar melhor os visitantes. E aquele túnel de mangueiras...&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_132594651466695" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Agora, sobre a Pedreira...mostrei mais emoção do que construção. Mesmo porque, o cinema Paraíso, não existe mais. O café Século XX, já era. A sede do Santa Cruz transubstanciou-se. O Supermercado Metralhadora, aquele que metralhava os preços, é hoje um grande vão em vão. Fomos bater na Feira, então. E eu cuidei de ensinar, detalhadamente, ao meu amigo, que veio da Galícia, como é que a gente faz para experimentar a farinha. A mão em concha assimilando o tantinho certo, a distância correta, a força de lançamento e a pequena elevação do queixo para que a farinha deslize obediente e se acomode entre os dentes. Se ‘estralar’, é das boas. Depois de conhecer as coisas que não mais voltam na Pedreira, eu e meu amigo fomos tomar uma gegé, no balcão do Pisco, porque o sol estava demais aquele, na Pedreira de Belém&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-3727073867584428373?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/3727073867584428373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-da-semana-estralar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/3727073867584428373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/3727073867584428373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-da-semana-estralar.html' title='crônica da semana - estralar'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-3185342358249396898</id><published>2012-01-05T15:44:00.001-08:00</published><updated>2012-01-05T15:45:50.886-08:00</updated><title type='text'>Crônica remix - unforgetêibol</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;unforgetêibol&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Antigamente, havia uma plaquinha nos ônibus alertando “fale com o  motorista somente o indispensável”. Passei anos da minha vida admitindo  que aquela mensagem queria dizer que só quem podia falar com o motorista  era o pai ou a mãe da gente (confundia ‘indispensável’ com  ‘responsável’). Por isso jamais puxei um isso de prosa com os ‘choferes’  de ônibus. Até que... meus meninos nasceram e me credenciaram. Agora  arrisco um bom dia/boa tarde e um filho disso ou filho daquilo (quando  eles queimam a parada, metem o pé no freio pra arrumar a carga ou quando  arrancam enquanto a gente ainda está descendo).&lt;br /&gt;Outra armadilha discursiva que me ficou no cocuruto um montão de tempo  foi o atalho fonético que minha mãe arrumou para pronunciar, de modo  coerente (para honrar o marketing linguístico) e elegante (como  reivindicava o produto) o nome de um perfume, à época, recém-lançado no  mercado.&lt;br /&gt;(Tenho que abrir este parêntese para falar sobre a atividade econômica  de minha mãe que nos garantiu o de comer durante um bocado de tempo,  mesmo que em detrimento de um ou outro pedido não entregue por falta de  numerário para resgatar a ‘caixa’.&lt;br /&gt;Minha mãe vendia de um tudo. Não havia lastro para a fidelidade  comercial. Todo santo dia, juntava uns quantos ‘catálagos’ da Avon,  Christian Gray, Collins, Hermes, uns mostruários do mais requintado  Michelin; batonzinho para demonstração, que ela vendia a preços  simbólicos e o irrevogável buquê de flores de plástico que ela mesma  talhava, dobrava e cerzia com zelo e precisão e que fazia o maior  sucesso. Colocava uma sandalinha baixa e ganhava o mundo da Pedreira,  que se exibia, naqueles dias, em baixadas alagadas e modestos cerqueiros  de terra firme, visitando e anotando os pedidos dos solidários  fregueses. Mais solidários do que fregueses. &lt;br /&gt;Quando Deus ajudava e liberava a ‘caixa’, mamãe espalhava os cosméticos  no chão, subscrevia os destinatários nos saquinhos e a gente ia  separando os produtos (desde ali cultivo uma indissolúvel bronca do mais  refinado perfume ao popular creme Sheen, em função daquelas  radicalmente odoríficas sessões de distribuição per capita. Por causa  daqueles dias, até o mais singelo respingo de Leite de Rosas ou do  doméstico patchouli, me deixa como herança uma hedionda e insuportável  dor de cabeça).&lt;br /&gt;Dessa vez, havia um lançamento na parada. No catálogo, a ilustração do  perfume o definia com o nome de Unforgetable. Minha mãe observou,  avaliou e concluiu que um perfume que chegava com uma fama danada, não  poderia ter um nome com tão pouco glamour. Algo de atraente deveria ser  providenciado para certificá-lo como chique e emblemático. Uma maquiagem  que passava, necessariamente, pela pronúncia. Mamãe então, buscou na  ilusão fonética, um argumento para superativar aquele produto. Coisa de  marketing, sabe. A partir daquele dia, ela dotou aquele nome de um som  mais, digamos assim, globalizado. Batizou-o de ‘unforgetêibol’ (e ainda  justificou, resgatando um inglês perdido lá na Escola Normal: ora, table  não é mesa em inglês, palavra que a gente pronuncia têibol? Então:  unforgetêibol). Foi o lance mais eficaz de aproximação com o anglicismo,  por mim percebido, nos estertores da insubmissa década de 1980.&lt;br /&gt;E assim foi durante eras e eras. Até que um dia, o Fantástico exibiu um  clipe com a Natalie Cole. Vi na legenda o título da música que ela  cantava: ‘Unforgetable’. Reparei bem na pronúncia da moça. Ela falava  algo como ‘anfoguerebol’ (que me perdoem pela heresia fonética). Pensei  comigo: mas não é o mesmo unforgetêibol da mamãe? E era.&lt;br /&gt;Hoje, exulto remissivamente: mas a mamãe, hein! &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-3185342358249396898?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/3185342358249396898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-remix-ungorgeteibol.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/3185342358249396898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/3185342358249396898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-remix-ungorgeteibol.html' title='Crônica remix - unforgetêibol'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-5525468469398150920</id><published>2012-01-04T13:22:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T13:22:12.672-08:00</updated><title type='text'>crônica remix-alô papai</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;img src="http://img2.blogblog.com/img/video_object.png" style="background-color: #b2b2b2; " class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" id="ieooui" data-original-id="ieooui" /&gt; &lt;style&gt;st1\:*{behavior:url(#ieooui) }&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Alô, alô. Alô, papai. Alô, mamãe...&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Eu tô meio azuruote nesta terça-feira de fevereiro quando ainda comemoro a aprovação da minha mulher, Edna, no vestibular; quando comemoro os onze anos do meu filhinho querido, Argel de Assis; quando é carnaval, é carnaval, olê olê olá, e, ainda por cima, tô de fooooolga do trabalho...Égua-te! São muitas as emoções. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;O vestibular, então, deu de dez...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;O que me é pertinente dizer sobre o tema é que é muito, mas muito legal, muito bacana mesmo, passar no vestibular: ouvir o &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;nome no rádio, estourar ovos na cabeça, entregar-se submisso à nuvem de maisena, de colorau, pagar os micos...Cantar os preciosos versos do momento: “ Alô, alô, alô, papai/alô, mamãe...pode soltar foguete/que eu passei no vestibular...” &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;É legal amar, de todo o coração, e para sempre, o Pinduca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Um barato isso de ser tomado pela letargia insondável e ao mesmo tempo, ser balançado pela excitação desregrada, meio abobalhado, no meio da rua, quando da comemoração por ter passado na Federal: as mãos erguidas, o corpo cambaleante, uma euforia desequilibrada, instável. Um quê entre a comoção total e a incontrolável alegria, subsidiado por um estado de memorável – e justificável - porre de felicidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Minha mulher, Edna, teve a oportunidade de curtir esse barato. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;E no sábado, lá estávamos nós, na Pirajá, comemorando, sob a égide da índole suburbana, sob as guardas do instinto pedreirense, as alvíssaras notícias vindas do listão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Éramos nós, nos cotizando para o churrasco, para uma rodada de gelada...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Éramos nós, driblando as barreiras sociais, rompendo as travas dos quarenta anos e confirmando a perseverança dos filhos da periferia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;No sábado, comemoramos, nos escaninhos esquecidos da sociedade, nas esquinas turbulentas dos arrabaldes, uma vitória vinda da nossa infindável resistência, da nossa irrefreável teimosia...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Naquela manhã, eu ainda estava aqui em Barcarena. Liguei o rádio cedo, conectei na internet, procurei o site da UFPA e nada do listão. E deu nove horas, e nove e uns caroços e nada...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Até que...O listão apareceu num link da Universidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Liguei pra minha mulher, que estava em Belém, e que àquela altura, de tão ansiosa que estava, não queria falar com ninguém. Fui portador da boa notícia: “pode soltar foguete...” &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Disse, ao telefone, isso somente, e corri pra pegar a lancha das dez . Na viagem para Belém, entreguei-me a um aprazível descontrole, e chorei um choro silencioso de indescritível felicidade. Cruzei a maré alta assim, com os olhos marejados de doces salgadas lágrimas...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-5525468469398150920?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/5525468469398150920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-remix-alo-papai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5525468469398150920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5525468469398150920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2012/01/cronica-remix-alo-papai.html' title='crônica remix-alô papai'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-3247822214975284292</id><published>2011-12-31T04:25:00.000-08:00</published><updated>2012-01-02T14:49:01.094-08:00</updated><title type='text'>Crônica da semana - resoluções</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-a7sWBLElugQ/Tv8BsYsn0rI/AAAAAAAAAik/3kVDQVL98XA/s1600/z+feliz+2012.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-a7sWBLElugQ/Tv8BsYsn0rI/AAAAAAAAAik/3kVDQVL98XA/s1600/z+feliz+2012.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;Resoluções&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;Diante dos pliques que grassam pelas mídias anunciando o fim do mundo agora para 2012, minha querida mãe Luzia, se ainda conosco houvesse, replicaria com toda a sabedoria: “O mundo não se acaba. Quem se acaba é a gente”.&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;Sempre cri no animus materno e assim, amamãezado que sou, acredito na longevidade do planeta. Até hoje guardo este ensinamento de Luzia (abonado inclusive, pela Geologia e por ciências afins: mamãe não dava ponto sem nó). Certo é, que pelas evidências deixadas nesses bilhões de anos pretéritos, o mundo tá garantido; enquanto a gente, ó, a gente vai levando, né, até quando Deus quiser.&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;Temos tempo. Considerando mais uns bilhões de anos daqui por adiante (pelo menos 7 bilhões, né, que é a expectativa de vida do sol), vamos tocando em frente. E nos aviando para as resoluções que temos que providenciar neste ano que está aqui, na biqueira.&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;(Antes de revelar quais as minhas metas para 2012, confesso um mico: há muitos anos, folheando um gibi, dei com uma historinha do Peninha. Era uma briga dele para cumprir as resoluções de ano novo. Até aí, tudo bem. Só, que &amp;nbsp;há muitos anos, eu era um moleque meio raquítico de palavras, de pouca envergadura no vocabulário e não sabia o significado da palavra ‘resolução’. Conhecia ‘revolução’, porque sempre fui comunista, agora estazinha, não. Mas li os quadrinhos até o fim. Intuindo, tomado por desafios e descobertas. Até que saí deles entendendo que, o que o Peninha fazia era listar e admitir alguns objetivos a serem alcançados no ano novo. De lá pra cá, melhorei bastante. Hoje eu já sei o que quer dizer ‘resolução’. Numa linguagem mais moderninha, pode-se traduzir por ‘ater-se a um foco’. Por outro lado, &amp;nbsp;nem me mordo, por um dia ter sido raquítico nos dizeres. Quando não se tem haveres e saberes, o instinto cuida).&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_13253295611255447" style="font-family: Times New Roman;"&gt;A minha listinha é distinta. Separo desejos, de missões, de urgentes e impreteríveis decisões. Destas, vou falar aqui das pessoais que são as mais graves, porque sem elas, nada feito. Tenho um compromisso comigo de perder uma arroba e meia. Ontem quase dei um chiliquito quando subi na balança. O ponteiro tomou distância e se lançou no rumo das dezenas de milhares de gramas. Sessenta e nove mil, para ser mais exato. Vale dizer que tenho suficientes, mas, no caso, perigosíssimos 15 decímetros de altura. Estas coordenadas indicam que minha massa está tão isotropicamente distribuída (tipo: sou baixinho e tô barrigudinho e larguinho), que se eu cair eu rolo, feito uma esfera de aço num jogo de corre-atrás na tabatinga lisa da antiga Marquês. Não bom, isso. Então, para o ano, o meu foco é viver uma vida mais saudável, fazer algum esporte (fora o levantamento de copo e o embalo na rede), comer coisas que valham e, por tabela, ficar saradinho. Vou cuidar da cabeça, também. Quero escrever mais e melhor, e ler mais do que este ano que se encerra. Pro lado do aconchego, quero aproveitar este momento maravilhoso da adolescência dos meus meninos e varar muitas madrugadas interagindo com eles. Percebendo os anseios deles, descobrindo inofensivos segredos, contando causos, ouvindo Amaranta Maria cantar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Roman;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Someone like you"&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;e Argelzinho, entre suspiros, declarar-se apaixonado. Ah, o amor. E por falar em amor, vou comprar um paletó nos trinks, também. Quero estar lindão na festa da minha companheira Edna Nunes, que agora, nas calendas de março, celebra a vitória, colando grau em Matemática.&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;Já a minha lista de desejos é grande. Mas o principal deles é viver os anos novos crendo, assim como creu minha mãe, na eternidade. Minha mãe não dava ponto sem nó.&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-3247822214975284292?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/3247822214975284292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-da-semana-resolucoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/3247822214975284292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/3247822214975284292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-da-semana-resolucoes.html' title='Crônica da semana - resoluções'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-a7sWBLElugQ/Tv8BsYsn0rI/AAAAAAAAAik/3kVDQVL98XA/s72-c/z+feliz+2012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-776191012150309886</id><published>2011-12-30T01:42:00.000-08:00</published><updated>2011-12-30T01:42:53.618-08:00</updated><title type='text'>crônica remix - de bubuia</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;O furo do Nazário é um braço de rio que corta boa parte da Ilha das Onças, naquele dia, palco da campanha de Natal idealizada por um grupo de cidadãos bem intencionados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;A empreitada procurava levar a alegria do Natal às crianças ribeirinhas. Nobre atitude, mas com um tropeço grave no enredo: o direito aos presentes era, por vezes, condicionado aos mergulhos dos pequenos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Quando o barco em que eu viajava cruzou com o do pessoal da boa ação, dei que os presentes estavam sendo jogados sem o exigido compromisso com a pontaria e, por isso, quase sempre, amerissavam. Isto fazia com que a garotada se abalasse à nado, ao encontro dos brinquedos cruzando o&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;banzeiro provocado pelas embarcações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Uma cena que se repetiu de fora a fora pelos furos do Nazário, Piramanha e em outras tantas entradas de água daquelas paragens. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Naquele dia, topei com dois barcos da trupe filantrópica, eu, indo de Belém para Barcarena, eles, no sentido de Belém. E o que presenciei buliu com a validade da intenção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;O ato de deixar os brindes à deriva, tenho pra mim, não fazia parte das vontades dos organizadores, mas foi &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;determinante para evidenciar o caráter fluido, literalmente líquido, das relações possíveis entre os embarcados urbanos, e os outros, os ribeirinhos e, ainda, para revelar a duvidosa produtividade da tarefa (dava pena avistar, pelo caminho, de quando em quando, um pacotinho, de bubuia, sem criança para alcançá-lo). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Faço rotineiramente essa viagem que, forjada pela beleza da Ilha das Onças, deixa de ser uma viagem e vira, sempre, um agradável passeio. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Por estes dias, cruzei a ilha de novo, pelo furo, e a mim, me veio a imagem da garota emergindo com sua boneca pescada das águas, parecendo uma Iara vencida, um mito inocente, indefeso, abatido por plásticos encantamentos, dissolvido nos ácidos equívocos da benemerência. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Procurei, agora, longe dos humores natalinos, sonhos infantis pelos escaninhos da ilha, mas encontrei o arranjo utilitário dos açaizais, a funcionalidade dos matapis estrategicamente localizados, as criativas (mas impotentes) engenharias montadas contra a agressiva erosão que, implacavelmente, redesenha as margens.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Dei que ali, são necessários mergulhos diários, não em busca de preciosidades impermeáveis, sem pontaria, largadas ao sacolejo da maré, mas em busca da sobrevivência e de um modo digno de encarar a realidade. Uma realidade diferente, especial, poucas vezes entendida, outras tantas, distorcida. Um modo de prover a vida, que longe dos sonhos estratosféricos inspirados pelo desvario consumista (aqueles sonhos relegados às veredas do aningal), está prudentemente subordinado às limitações impostas pelas margens dos rios, que, antes de serem uma provação (como, equivocadamente pensamos), são, por certo, uma bênção. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-776191012150309886?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/776191012150309886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-remix-de-bubuia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/776191012150309886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/776191012150309886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-remix-de-bubuia.html' title='crônica remix - de bubuia'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-5477067743599801671</id><published>2011-12-24T08:13:00.000-08:00</published><updated>2011-12-24T14:13:25.830-08:00</updated><title type='text'>crônica da semana- natal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Roman; font-size: small;"&gt;Tô pensando sobre (a lógica do bem)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Roman; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Roman; font-size: small;"&gt;O cenário é de uma tragédia. Retrata um grupo de pessoas em fuga. Carinhas orientais. A foto mira em dois garotos atravessando o rio, com água pela cintura. O menor, atracado às costas do maior. A busca pela salvação, pelo pão, por um pouquinho de amor ou de paz. Um caminhar no ermo, afundado nas águas das incertezas. Sabemos como são as tragédias. Uma escuridão sem fim. Um destino sem dono ou espécie. Fome, frio, perda, desilusão. Sabemos como é a crueldade dos reveses. Humilhação, desterro, pena, solidão, desesperança, saudade.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Roman; font-size: small;"&gt;(Somos seres surpreendentemente fascinantes. Evoluímos. Dispersamo-nos. Sobrevivemos. Conquistamos espaços. Adaptamos faculdades. Surpreendentes somos, porque alcançamos estas vitórias meio ao acaso, nos esgueirando por &amp;nbsp;obsequiosos entrementes da natureza. Fascinantes, porque construímos a lógica nos insinuando por entrejeitos, entreformas, entrecrenças, entrefés, entremortes, entrevidas, entreamores e ódios).&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Roman; font-size: small;"&gt;A imagem correu mundo aí pelas redes sociais.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Roman; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;(Esta é, por fim, a lógica do Natal. Penetrar nos hiatos dos sentimentos, nos poros dilatados do sem sentido, nos insterstícios lassos do não percebido. Ativar sensores. Acender luzinhas do juízo. Envolver-se. Deixar-se levar. O que assusta, o que intriga, o que encanta, na natureza humana é esta capacidade que temos de surpreender. Lá na Grécia Antiga, o filósofo esquematizava os impulsos, os gozos e martírios humanos: tudo acontecia como produto de uma condição. Todo homem é mortal). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Roman; font-size: small;"&gt;Não sei ao certo em qual acontecimento foi obtida aquela foto. Mas a gente pode inferir. Uma guerra em um lugar lá do oriente desconhecido. Uma enchente poderosa, nos arredores de Pequim. Tempestade tropical em alguma ilha escarpada do Pacífico Sul. Uma tsunami devastadora no litoral do Japão. Tirando um pelo outro, o que a gente entende da imagem é a linguagem universal da dor. Os dois garotos lutando pela vida, com a água pela cintura.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Roman; font-size: small;"&gt;(A atenuação do fardo, é por fim, a lógica do Natal. A remissão. A circunstância. O Natal é um momento de reparos. Sensibilidades são aguçadas. E a gente se verga a detalhes do nosso dia-a-dia. Percebe carências pelas calçadas de um ano todo, desdobra-se em humanidades. Enfeita a casa e a alma com motivos contrastantes. Vermelhos conflitantes: porque surpreendemos para o bem e para o mal. Sócrates é homem, alerta o filósofo). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Roman; font-size: small;"&gt;O garoto carregando o menino nas costas. Um abraço-esperança. Penso eu, que havia por ali, algumas equipes de reportagem. Jornalistas...o próprio fotógrafo que fez a imagem. Com certeza aqueles movimentos estavam sendo acompanhados. Imagino que em algum momento perguntaram ao maiorzinho se ele não estava cansado, se aquele não era um esforço exagerado para ele. Encarar uma região alagada com o peso de um outro garoto nas costas.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Roman; font-size: small;"&gt;(O que é lógico pra gente? Que tipo de esforços, de condições, de situações impomos às nossas condutas para que elas resultem naquelas propriedades que garantiram o fulgor da natureza humana? Sócrates, então, é mortal, deduziu o pensador).&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1324742848056135" style="font-family: Roman; font-size: small;"&gt;A frase que faz a legenda da foto é atribuída ao garoto e sugere a resposta sobre o desafio de carregar um companheirinho nas costas: “Não é pesado...É meu irmão”. Pode nem ser dele, a frase. Pode ser uma montagem. Tem a possibilidade de ser uma intenção de cunho religioso posta exatamente para comover, para impressionar. É, porém, em todos os sentidos, sublime. Um belíssimo exercício de lógica pela vida. A lógica do bem. ‘Irmão não pesa’. Tô pensando sobre. Feliz Natal.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-5477067743599801671?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/5477067743599801671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-da-semana-natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5477067743599801671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5477067743599801671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-da-semana-natal.html' title='crônica da semana- natal'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-1502410476894732712</id><published>2011-12-22T14:14:00.001-08:00</published><updated>2011-12-22T14:14:44.352-08:00</updated><title type='text'>crônica remix- arvorinha</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;A ‘Arvorinha’ e os Belengodengos Natalinos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Este ano, a minha filha encasquetou por uma árvore de Natal. Fez porque fez, e tanto, que na última sexta-feira, se submeteu, comportadíssima, a me acompanhar nas incompreensíveis (incompreensíveis para mim, observo) aulas na Federal, só para garantir, depois, uma busca por ofertas e promoções pelas lojas do centro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;A mim, me surpreendeu esta vontade desregrada da minha bebê, por uma árvore de Natal, mais porque, aqui em casa, a gente não tem esta tradição. O máximo a que a gente se abalou foi uma guirlanda exposta à porta, sustentada por um multiético preguinho retorcido e, na fachada da casa, largado em voltas assimétricas, um estressante jogo de luz acendendo e apagando (ou acendendo e acendendo e, às vezes, só de mal, apagando e apagando). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Adianto que a ausência de motivos natalinos aqui em casa, nada tem a ver com a pirangagem doméstica imposta pelo raquítico montante financeiro destinado mensalmente à classe trabalhadora, o qual, alcunhamos despudoradamente de salário. Não, nada disso. Se a gente apertar aqui, esticar ali, cavucar mais embaixo, espremer no ladinho, até que dá pra fazer uma graça no Natal. Enfeitar a casa, comprar uns agrados importados...Rola até um peru, se bobar...Tem o décimo, o abono, né?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;O certo é que essas árvores de loja, é que não me animam muito. Sou das coisas mais simples, minimizadas, fiéis às nossas aptidões, às ofertas naturais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Daí que a minha idéia de árvore de Natal sempre foi a de um galho bem formado catado na mata, envolto em algodão com bolas coloridas pendentes (daquelas que quebram, sabe? Que dão uns caquinhos brilhosinhos. E que depois a gente coloca no pé da lindinha, e ficam parecendo estrelinhas no chão...Pô, fica no jeito!), uma estrela purpurinada grandona no alto (que não resiste à menor brisa incidente, e sempre cai) e uma lata de leite (de qualquer marca) escondida sob papel laminado para sustentar a bichinha. E pronto, depois é só esperar a noite dos &lt;i&gt;dingobéus&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;mericristimans&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Esta minha idéia encontrou eco, por aqui. Meu menino, por exemplo, assinou embaixo e diante dos arroubos da irmã, disparava indignado, suspiros racionalistas, pelos cantos “égua, não tem combate querer uma árvore de Natal, de plástico, com todos aqueles belengodengos pendurados, aqui em casa”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Mas sabe como é que é, né...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Naquele dia, voltamos para casa com a árvore e uma vuca de penduricalhos natalinos. Minha filhinha não quis nem almoçar. Largou-se ao chão e pôs-se a montar, alegremente, a ‘arvorinha’.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Assessorada, diligentemente, por todos nós da oposição, diga-se.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-1502410476894732712?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/1502410476894732712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-remix-arvorinha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/1502410476894732712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/1502410476894732712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-remix-arvorinha.html' title='crônica remix- arvorinha'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-6826557849480820331</id><published>2011-12-21T16:07:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T16:16:30.140-08:00</updated><title type='text'>Verão</title><content type='html'>&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XFwu9Rm02dU/TvJ0ZPKv--I/AAAAAAAAAho/Eky8Dc85d00/s1600/z+por+do+sol.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/-XFwu9Rm02dU/TvJ0ZPKv--I/AAAAAAAAAho/Eky8Dc85d00/s200/z+por+do+sol.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;span style="font-size: small; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;"Viagem,  né. Mas a eterna sinfonia do universo continua. Estanque, ordenada. Te  convido: vira-te pra baía do Guajará, abre teus braços. Hoje,  exatamente, o sol se pôs no ponto mais longe de ti, lá na tua mão  esquerda. Acompanha comigo, que ele vem a ti. Em março, estará no meio  do teu peito. Depois, em junho, será tocado, ao se pôr, pela tua mão  direita. Longe do tuco tuco vivo do teu coração, de novo. É a eterna  sinfonia, bebê. O eterno caminhar. te convido a viver. E viver essa  maravilha na paz."&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h6&gt;&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;span style="font-size: small; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(para Tatyane Alvez, que fez aquela foto linda da chuva no telhado e que publiquei aqui, dia desses)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h6&gt;&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;span style="font-size: small; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;span style="font-size: small; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a data-hovercard="/ajax/hovercard/user.php?id=100002460345763" href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100002460345763"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;span style="font-size: small; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-6826557849480820331?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/6826557849480820331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/verao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/6826557849480820331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/6826557849480820331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/verao.html' title='Verão'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XFwu9Rm02dU/TvJ0ZPKv--I/AAAAAAAAAho/Eky8Dc85d00/s72-c/z+por+do+sol.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-5972551964015102757</id><published>2011-12-19T15:53:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T15:53:02.923-08:00</updated><title type='text'>crônica remix- solstício</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Eu já nem me enxugo mais. Da feita que tomo banho, fico por ali um instantinho na frente do ventilador, passo a toalha rapidamente pelo corpo e&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;me visto logo. Assim, meio úmido, vou tirando o dia, na peleja para vencer o calor. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Eita que nesses dias de julho, o sol tá no capricho. Quando dá d’agente já amanhecer bebendo água, é que o abafado tá&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;demais. Tem hora que a gente só falta correr doido, éraste!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Embora esta época do ano nos deixe um pouco atarantados e transforme as nossas toalhas em um acessório a mais da geladeira (uma após outra estendida lá atrás no serpentinado quentinho), temos que manter a calma e aproveitar para conhecer melhor as afetações do planeta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Afetada pelo plus nas radiações ultravioletas, uma internauta, dia desses, não conteve a empolgação e mandou uma mensagem para nossos amigos que moram na Espanha dizendo que aqui o verão estava quentíssimo e concluiu a mensagem perguntando como estava o clima lá na Europa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Alô-ô, lembremo-nos que habitamos a Terra, o terceiro dos planetas, um astrinho que dá voltas e voltas em redor do sol, e que numa horinha destas está na maior distância do astro-rei, coisa de uns cento e cinqüenta milhões de quilômetros. Atinemos também, que por estas alturas, a Terra está com a sua metade norte virada para o sol, isso quer dizer que é verão na Espanha. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;No Brasil austral, é inverno e na Amazônia, os dias fervem e a estação não tem nome.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;E por falar nisso, vale acrescentar que lá pelo meio de junho vivemos um dos momentos mais fascinantes e importantes para a história da humanidade.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Acabamos de passar pelo solstício. É fascinante porque, para ser bem simplesinho, é o dia em que o sol pára. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;O solstício acontece duas vezes por ano. Uma agora em junho, quando ratificou o verão no hemisfério norte e outra, em dezembro quando o sol se bandeia pra cá, para o sul. Nas duas ocasiões, o evento proporciona o dia mais longo do ano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Em termos de deslocamento o solstício significa o ponto de maior afastamento do sol em relação à linha do Equador, ou seja, no hemisfério norte, é quando o sol se impõe sobre o Trópico de Câncer, e no sul, ocorre quando o sol posta-se soberano sobre a linha imaginária do Trópico de Capricórnio. Se a gente for olhar no mapa- mundi (que eu acho que é um material didático que nem existe mais) vai entender porque se diz que é um momento em que o sol pára. É que a partir deste ponto, o sol “interrompe” seu percurso de afastamento do Equador, “pára” e a seguir volta a movimentar-se para o meio do mundo, novamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;O solstício, no norte inspirou algumas crenças e estimulou a curiosidade dos homens. O exemplo da reverência a este evento é a edificação dos círculos de pedra erguidos na Inglaterra, o enigmático monumento de “stonehenge”. Uma construção datada de pelo menos 3.000 anos e que além de ser cultuada pelos druidas (um misto de sacerdote e curandeiro dos bretões), guarda em seus contornos os conhecimentos astronômicos daquela época: a junção entre as duas pedras que limitam o círculo está alinhada exatamente ao ponto em que o sol nasce no dia mais longo do ano. As pedras indicam o solstício de verão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Aqui no Brasil, também temos o nosso “stonehenge”. Fica em Calçoene (que já está no hemisfério norte), no Amapá. É um arranjo de pedras, também. Não sei se este nosso monumento já atrai peregrinos para celebrar o solstício, mas não acho uma má idéia. Uma dose de magia e mistério serve também para que a gente entenda melhor as afetações do planeta, este julho sem chuva, este sol de rachar e o verão na Espanha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;·&lt;span style="-moz-font-feature-settings: normal; -moz-font-language-override: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;A crônica é de 2008. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span&gt;·&lt;span style="-moz-font-feature-settings: normal; -moz-font-language-override: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Agora, no dia 22 de dezembro de 2011, viveremos os solstício de verão no hemisfério sul. É o dito verão que traz a nossa nevinha belemense no dia de Natal.&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-5972551964015102757?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/5972551964015102757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-remix-solsticio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5972551964015102757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5972551964015102757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-remix-solsticio.html' title='crônica remix- solstício'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-1124742072145807121</id><published>2011-12-14T16:16:00.001-08:00</published><updated>2011-12-14T16:47:40.604-08:00</updated><title type='text'>crônica remix- diálogo</title><content type='html'>&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;Diálogo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Eu sei que dizem por aí que a minha vida é tesourar, mas eu não tô nem vendo. Olha, mana, meus filhos já estão criados. A minha casa está arrumadinha, a roupa lavada e engomada, o jantar tá pronto. Eu é que não vou ficar enfurnada dentro de casa. Deu de tardezinha, ponho a cadeira na calçada e fico apreciando o movimento. Olha, olha, tás vendo? Tás vendo? Não é querer falar mal da vida de ninguém, mas aquela ali não é mais moça. Espia, espia aqui nessa parte, tás vendo? Não une. Conheço só pelo andar, maninha. A mãe coitada, acha que ela é uma santa. Mas tá, cheirosa! Pra cima de moá! Conheço. Só pelo andar. E lá vai Flor. Olha, mana, tô te falando. Quero que um raio me cegue se eu estiver inventando, mas a Flor tá enfeitando a cabeça do marido. O pobre tá que não entra mais em casa de tão espaçoso que tá (aqui na testa). Um homem tão bom! Mas é assim mesmo, mulher não dá valor a homem muito manso. Mas aquela ali não é Verinha? Eu quero cair durinha com doze facadas, se eu estiver enganada, mas é certeza que Verinha está grávida. Tô sabendo que tá de partida pra São Caetano. Vai pra lá, pra ninguém saber. Mas não adianta esconder. Menina nova com aquela cara pálida de doente, eu já sei: emprenhou. Mas também, égua da pequena foguenta. Vivia aqui em casa atrás do meu menino. A mãe num desespero só. Dizia até que eu acoitava. Eu avisava: prenda a sua cabra que o meu bode tá solto. A mulher fez porque fez, que os dois se desencegueiraram. Num adiantou. Olhaí. Não se perdeu com este aqui, se perdeu com outro que ninguém nem conhece. Eu vou te contar essa, mas pelo amor de Deus, não conta pra ninguém: Dica está com uma doença feia. Era uma bifede que ela tinha na orelha. Passou pra dentro do ouvido e furou o tímpano. Infeccionou. Anda pra cima e pra baixo, tomando tudo quanto é remédio, e a inflamação, nada. Dizem que foi um trabalho pra ela deixar do marido. Coisa braba, mana. Axi, lá vem a ricaça. Pensa que eu não sei. Toda emperiquitada, nariz empinado, mas tá pior do que a gente. Verdade, mana, por essa luz que me alumia. Anda toda emplastada de maquilagem, cheia dos michelini, mas tá no fundo do poço. Dizem até que vão vender a casa da Arterial, pra pagar dívidas. Tu viste este que desceu do carro verde? É o caso da Dora. Dizque é cheio da grana. Ele chega uma horinha dessa e larga só lá pra de noitinha. É casado, com certeza. Agora a verdade seja dita, ele faz todas as vontades dela, mas tá certo, comendo da fruta todo dia, o homem tem mais é de ficar mão aberta mesmo. Na casa dela tem de tudo em quanto e do bom e do melhor. Ele vai até mandar reformar a casa. E o Silva, menina! Todo de carro novo. Eu vou te contar, não sei onde esse povo arruma tanto dinheiro. Um homem que não tem nem o ginásio, menina, com um casarão desse, um mulherão, que é a Margarida (e ele que ainda é feio que dói ), e festa todo fim de semana. E a gente só aqui, sentindo o cheirinho do churrasco. Pra mim é trambicagem das boas. Olha, menina, eu vivo a minha vidinha aqui com os meus filhos. Eles não me trazem problema. Mas aqueles mau elementos ali da esquina, eu heim! Eu já armei o meu pé-de-cá-te-espera pr’eles. Cuidado, eles têm mau-costume. Aquela televisão deles, hum hum, se me perguntarem eu digo como eles conseguiram. Não sou baú. E não é só isso (ôxa! ), e esse povo de carro que vive batendo na porta deles (ai meu pai! ), uns bacanas arrumadinhos (mas que coisa chata! ). Pra mim ali é um ponto. Argh, como é que a gente fala pra gato, mesmo? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Sap, bichano!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Sap, gato!&amp;nbsp; &lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-1124742072145807121?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/1124742072145807121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-remix-dialogo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/1124742072145807121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/1124742072145807121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-remix-dialogo.html' title='crônica remix- diálogo'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-4979193839783905971</id><published>2011-12-10T07:11:00.000-08:00</published><updated>2011-12-11T12:57:43.963-08:00</updated><title type='text'>crônica da semana- quinta</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quinta dimensão &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eu tava aqui na ira, rolando a barra pra cima e pra baixo, no tempo e no espaço, pra ver se achava uma postagem muito bacana que apareceu no ‘feice’, mas quite, dancei. Patetice minha. É aquela coisa: neste mundo da internet, não deixe para daqui a pouco o que se pode fazer já, já. É um universo sem freio este virtual. Deu-se, então, que alguém postou, eu gostei, não gravei e perdi. Mas tenho uma tênue lembrança e vou usar do meu charme para repassar o riquíssimo conteúdo da mensagem. Trata-se de uma pergunta: “qual o destino que a borracha que a gente tá usando toma, quando cai no chão?” Algumas alternativas são apresentadas e eu me alinho com aquela que diz que a borracha some completamente, passa para uma outra dimensão, e no meu caso, acho que é a quinta, aquela mais difícil de ser intuída pela nossa vã filosofia. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É, ocorre que, agora, na modernidade, carece de lembrar aos mais jovens, que tipo de objeto utilitário era esta tal de borracha: numa linguagem afinada com a tecnologia, eu poderia dizer que era a mesmíssima coisa que esta função aí do teclado onde está grafada a palavra ‘delete’. Tinha a mesma eminente missão de delir as bobagens que a gente escrevia ou desenhava. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Só que ao contrário da tecla do computador, que não arreda pé do nicho, a borracha era dotada de teimosia. Tinha a propriedade elástica do látex e quando caía no chão, não tinha pra ninguém. Dava uns dois quiques ainda no raio da nossa visão e depois, pluft, &amp;nbsp;escapulia pra quinta dimensão. Aí, não tinha combate. Nem São Longuinho resolvia. A gente passava horas, naquela posição que Napoleão perdeu a guerra, esfregando o nariz no chão, procurando a bichinha. E nada. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sofri muito com esses desaparecimentos. Num dos meus trabalhos aí, por esta Amazônia de meu Deus, eu me aviava diariamente com uma ruma de mapas. Tinha que copiar, transferir, traçar...Apagar. Às vezes manobrava com três, quatro ao mesmo tempo, combinando informações, definindo programações. Uns sobre os outros, outros sobre uns. Em muitas e tensas ocasiões, a danadinha da borracha se enfurnava entre os vincos do papel e cedia ao descaminho. Volvia a mim somente lá pra de tardezinha, ao final do expediente, branca e inocente enquanto eu era uma pilha de desconsolo, de tanto relar o nariz pelo chão e não encontrar nada.&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_132352976990795" style="font-size: small;"&gt;Perder coisas, esquecer objetos importantes em algum lugar não sei onde, quedar-se a desatinos e apagões são infortúnios que nos acompanham nesta longa estrada da vida. Não há o que temer nem envergonhar-se. Todo mundo já esqueceu um celular (sempre aquele mais caro e chique) pra nunca mais; já deixou a carteira com todos os documentos (e só documentos, porque dinheiro é raro, sabe-se) em cima do balcão de uma lanchonete; enfiou entre as páginas de um dos livros imexíveis da estante um endereço que ninguém podia saber (e são tantos os imexíveis, que ninguém jamais soube mesmo) e se desfez completamente da única pista que tinha sobre o ser amado. Quem nunca deixou uma sombrinha no banco do Pedreira Lomas?&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;São os mistérios da quinta dimensão. Aquela mais distante e cruel. Aquela da qual nem toda a ciência dá conta. E assim se fortalecem as lendas e as crenças. As lembranças e as desesperanças. Como agora, esta que sinto.&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mesmo depois da revolução tecnológica, ainda insisto. Hoje, no trabalho, faço minha fé nos traçados em computador. Mas não largo meu esquadro, minha régua, meu transferidor, minha escala, meu compasso e minha borracha. Só que a borracha, faz umas duas semanas que não a vejo. Tá por aí, quicando branca e inocente, além da minha filosofia.&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-4979193839783905971?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/4979193839783905971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-da-semana-quinta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4979193839783905971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4979193839783905971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-da-semana-quinta.html' title='crônica da semana- quinta'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-974845747524604296</id><published>2011-12-06T17:31:00.000-08:00</published><updated>2011-12-11T12:57:13.803-08:00</updated><title type='text'>crônica remix- o presente</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;O presente&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ver-o-Peso. Três da tarde. O sol botando pra ferver. Uma nuvem de fumaça maldosa paira sobre as cabeças e martiriza narizes e pulmões. Ali no abafado escaninho histórico, Belém é desvairado movimento.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O homem aproveita a folga no trabalho e providencia aquele mato cheiroso para banhos descongestionantes. Ele é trabalhador do comércio varejista. Corre contra o tempo. Já já é hora de voltar aos clientes.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sua em bicas. É o efeito de tresloucados movimentos. Atravessa a rua, acelera o passo. Ali, do outro lado da feira, barracas mal armadas fazem frente a empórios e armazéns seculares.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Tem o passo apressado e distingue ritmadamente os produtos expostos ali. Cantarola uma canção cadenciada por tabuleiros e prateleiras. Tem o passo apressado. Passam redes franjadas. Passam baldes coloridos e bacias de alumínio. Passa o pote altaneiro e a bilha modestíssima. Passam as sandálias de couro cru. Passa a loja de umbanda e o índio de gesso a te olhar. Tem o passo apressado. Passa a casa de fechaduras e cadeados. Passa a Ocidental do Mercado. Passa o portão do prédio de ferro. Tem o passo apressado. Passam os espelhos artesanais, as peças de elástico, os montes de ‘canforina’, as panelas de alça. O Candeeiro. Candeeiro? O homem desacelera o passo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Naquele instante, inerte, o homem sente um desejo fulminante, voraz. Uma vontade subversiva de ter um candeeiro.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nós, os comuns, mergulhados na rotinização dos deleites, entendemos pouco um desejo tão alucinante. Mas há o justo motivo para o comerciário. Há motivos para todos nós. Todos ansiamos por um candeeiro. Não percebemos, não nos entregamos arrebatadoramente a esta vontade como o homem ali no Ver-o-Peso. Mas, efetivamente, o candeeiro cativa as simpatias de todo homem comum. É a vontade mais discreta a percolar o inconsciente coletivo. Eu, tu, ele, não nos damos conta, mas cobiçamos sutilmente a posse de singelo e delicado candeeiro.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Talvez pela construção do vocábulo com um dê super responsável a equilibrar os audaciosos és, numa belíssima acrobacia da língua. Ou pelo objeto em si: peça estética e quase sagrada ao emanar a chama beneficente. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Por causa do êxtase manifestado pelo cidadão e mesmo pelos justos motivos que encontramos pelo caminho, ainda não dá para sair por aí comprando tudo quanto é candeeiro exposto no Ver-o-Peso, mas é um caso a se pensar. A felicidade do homem em ter um candeeiro só seu, nos diz que vale a pena...Naquela mesma noite o homem confidencia à mulher o seu comichão por causa do candeeiro. Há um vazio naquela casa, ambos sentem isso. Não dormem direito. Não são felizes, falta-lhes um candeeiro.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A mulher não se apoquentou. Conteve-se. Mas precisava agir para salvar seu casamento. Para trazer de volta o brilho aos olhos do seu companheiro. Um belo dia pegou as crianças, catou a féria semanal da costura e foi bater no Ver-o-Peso. Preparava uma surpresa para o domingo...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O almoço, especial. As cervejinhas do papai, geladinhas. Uma música de ocasião. Feliz dia dos pais, diz a mulher entregando-lhe um embrulho um tanto quanto delator. O homem já adivinhava o que vinha por ali. Abriu o presente e emocionou-se. Obrigado! Agora eu tenho um candeeiro. Abraça os filhos, feliz. Volta-se a mulher e beija-lhe a face. Um beijo com a força da luz que emana sagrada, de num canto da casa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-974845747524604296?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/974845747524604296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-remix-o-presente.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/974845747524604296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/974845747524604296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-remix-o-presente.html' title='crônica remix- o presente'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-8041215381469195871</id><published>2011-12-02T15:52:00.000-08:00</published><updated>2011-12-03T08:20:47.066-08:00</updated><title type='text'>crônica da semana- Roger</title><content type='html'>&lt;div class="yiv208623815MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div class="yiv1732391590MsoNormal" id="yui_3_2_0_1_1322868515141356" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Valeu, doutor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1732391590MsoNormal" id="yui_3_2_0_1_1322868515141363" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1322868515141360"&gt;Conheci o Dr. Roger pela internet. Fez uma visita no meu blog, comentou. Trocamos figurinhas. Ele faz umas sessões legais de literatura em família.Tem dado vaga para a obra deste humilde servo do condado de Xapuri, nos saraus que realiza na casa dele. Bom de ofício e nas artes também. Outro dia, experimentou emboletar o texto dele com o meu e produziu esta bela crônica que partilho agora convosco. Senhoras e senhores: Dr. Roger Normando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1732391590MsoNormal" id="yui_3_2_0_1_1322868515141363" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ambição: quem não as tem?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv208623815MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Vez por outra fico me iludindo que não tenho ambição. Tenho sim. Descobri recentemente. Tanto é que deixei de fora essa idéia de não tê-la e mergulhei no tal pecado. Mas confesso que uma delas, a mais doída, foi difícil de desatarrachar da alma: comprar um segundo carro alemão, pois já tenho um fusca e um violão. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv208623815MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas toda ambição é uma fruto da outra, de outra, d’outra... até que: pimba! Lá saio eu dirigindo o meu sonho ambicioso pela BR.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv208623815MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os anos se contaram, a minha formação familiar e profissional foi tomando outra cintura (mais coerentes com o meu &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; de pecador) até começar em mim esse sentimento esdrúxulo e bem próximo das palmadas de minha mãe. Foi coisa de dois anos atrás, quando fiz uma revisão desses conceitos e comecei a juntar dinheiro. Entendia que o melhor seria pagar à vista, como realmente fiz. Admiti que a mudança não pudesse ser na marra, no torniquete, tão radical, até por que nada em mim caiu do céu ou foi da noite pro dia. Primeiro comecei a plantar na consciência que uma ambição desta nem faz tanto mal assim. É, aliás, necessária para compor melhor o espírito de quem, a passos de cágado, vislumbra as conquistas materiais, pois as espirituais, sentimentais e educacionais, graças ao Bom-Pai, estão bem ajustadas. O materialismo ajuda a romper alguns grilhões que ainda nos comprimem os pulsos e apertam os pulmões. Por fim entendi que era apenas uma gota no vasto mar da luxúria. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv208623815MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nas conversas com filhos explico que a ambição que me embrulha não é a mesma de “MacBeth”. Neste caso, defendo esse argumento: Calce os meus sapatos e percorra o caminho que percorri, pois se ando devagar é porque um dia eu já corri descalço e me sobraram apenas calos. Foram inevitáveis os calos. Levo essa ambição porque os prantos foram tantos que molharam minhas roupas. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv208623815MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Assim, desconstruo “MacBeth” que existe em cada um de nós. Não fui esta santidade toda, confesso. Dei ratadas incontáveis vezes e ainda me deixei encantar pelos apelos da vida hollywoodiana. Tive surtos de cobiça. Também comichão. Vontades incontroláveis de ter coisas e se coçar. Um apartamento de frente para Baía para nebulizar os meus brônquios com os ventos do norte; uma casa no campo ao melhor estilo Zé Rodrix, para degustar um Malbec; e ainda comprar muitos livros. Que eu me lembre, estas foram as minhas principais demandas, não sei se exatamente nesta ordem. Todas atendidas e com testemunhos para comprovar. Os livros, inclusive, os da minha ciência preferida e da literatura clássica e regional, são os mais caros, mas é para curar minha compulsão machadiana. Foi um custo conquistar tudo isso na casa do 40. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv208623815MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas tenho uma ambição, a maior de todas, meio-material-meio-imaterial que não podia excluir de mim e destas linhas: minhas viagens. E viagem nunca é barata, mas ao retornar, sempre alegre, parecido menino besta, não paro de vangloriar. Só para esquecer os custos. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv208623815MsoNormal" id="yui_3_2_0_1_1322868515141286" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1322868515141283"&gt;Os filhos cresceram com todo protecionismo dos dias atuais, mas as viagens faço questão de falar. Desde a ida (com eles) ao Tucumanduba e Capitão Poço até o Muro de Berlim (sem eles), tudo me faz lembrar Fernando Pessoa: “para viajar basta existir.” É verdade, a gente passa a existir mais quando visita uma estação, pega um po-po-pô ou uma estrada ou se encontra nas nuvens. Um exemplo foi quando assisti recentemente “Meia-noite em Paris” (Wood Allen, 2011). Senti-me um protagonista de todos aqueles devaneios, onde se misturavam literatura, paisagismo e viagem. Meu enorme entusiasmo se transforma ainda mais quando viajo com os filhos, a esposa e os amigos de erudição e de bar. A minha mulher, confesso também, fica mais bela quando se torna espanhola, italiana, belga, alemã, holandesa, macapaense, carioca, paulista, salinense, cabofriense, enfim, tudo isso, mesmo que seja só por uma tarde fria no velho cais dourado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv208623815MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Aqui e acolá fico repetindo que não tenho ambição. Pura leseira minha. Tenho sim. De Mosqueiro a Moscou, viajar é ambição insuperável. Chispar com carro novo é ambição fútil.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-8041215381469195871?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/8041215381469195871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-da-semana-roger.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/8041215381469195871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/8041215381469195871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/12/cronica-da-semana-roger.html' title='crônica da semana- Roger'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-8541367388956313847</id><published>2011-11-28T02:05:00.000-08:00</published><updated>2011-11-28T02:06:11.091-08:00</updated><title type='text'>10.000</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_Eg0JsP4PfQ/TtNcqhJLorI/AAAAAAAAAhc/WsJC1PS1lKw/s1600/dez+mil.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-_Eg0JsP4PfQ/TtNcqhJLorI/AAAAAAAAAhc/WsJC1PS1lKw/s1600/dez+mil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;Por falar em biqueira,&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;o blog tá na biqueira de completar 10.000 visitas&lt;br /&gt;é certo que vão dizer (e já ouvi isso) que tem gente que entra mais de  uma vez, que o próprio autor vive acessando e coisa-e-loisa-maripoisa&lt;br /&gt;Tá certo, tá certo&lt;br /&gt;Não esqueçamos, porém, que o blog é dedicado à Literatura e outras artes&lt;br /&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt; e a gente sabe como é o Brasil pra essas coisas.&lt;br /&gt;Valeu então pela companhia de todos os que abelhudam por cá&lt;br /&gt;Como escritor só tem malemale sua obra&lt;br /&gt;o décimo milésimo visitante vai ganhar um livro de presente&lt;br /&gt;Para isso, basta acusar-se como visitante 10.000 e dizer como posso entregar a prenda. Beijão a todos e fiquem na paz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-8541367388956313847?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/8541367388956313847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/10000.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/8541367388956313847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/8541367388956313847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/10000.html' title='10.000'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_Eg0JsP4PfQ/TtNcqhJLorI/AAAAAAAAAhc/WsJC1PS1lKw/s72-c/dez+mil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-1672649207964581832</id><published>2011-11-26T03:23:00.000-08:00</published><updated>2011-11-26T03:23:35.220-08:00</updated><title type='text'>Crônica da semana- o louco do</title><content type='html'>&lt;div class="yiv896447125MsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O louco do Xingu&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv896447125MsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Eu fiquei impressionado com a arrumação do atleta doidão que desceu uma cachoeira de 30 metros num caiaque. Pai d’égua! É o meu sonho fazer uma peraltice dessas (em contrapartida, quem deve ter torcido o nariz para a presepada do canoísta foi o meu amigo David Correia, um crítico contumaz dessas aventuras radicais. Até imagino o comentário que ele fez: “são uns desocupados”).&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv896447125MsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A verdade é que as cachoeiras, pela beleza que exibem, exercem um fascínio sobre uma pá de gente. Nas artes e na vida. Num dos rituais realizados pelos índios Gaurani, no filme “A Missão”, o diretor Roland Joffé&amp;nbsp; elabora uma alegoria fatalista rodando uma cena com um corpo despencando de uma caudalosa cachoeira. Usa também esta poderosa queda d’água como uma barreira geográfica na defesa das missões jesuítas. Deste mesmo argumento limitador, a literatura histórica também se nutre. Ao descrever os processos que resultaram na construção da ‘Ferrovia do Diabo’, o pesquisador Manoel Rodrigues Ferreira introduz a narrativa apresentando as cachoeiras dos rios Madeira e Mamoré. E vai além: faz um mapa registrando os acidentes da bacia amazônica, tanto de uma margem, quanto de outra. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv896447125MsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;É aí que entra o Xingu.&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv896447125MsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A razão do historiador traçar os contornos da bacia é que os rios, a partir de um certo ponto começam a subir o terreno, encachoeirar e a dificultar a navegabilidade. E este era o grande motivo para a construção da ferrovia Madeira-Mamoré, evitar a fúria das corredeiras.&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv896447125MsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O Xingu, não foge à regra. Nas proximidades da foz, é largo, canal único, navegável, corre sobre leito rebaixado e sofre a influência, mesmo que acanhada, da maré (na travessia de Belo Monte a gente percebe esta dinâmica do sobe-desce diário das águas). Agora, mais adiante, subindo um pouquinho e já adentrando à volta grande, o bicho pega. Neste ponto o Xingu sai de cotas próximas de 10m para elevações acima de 100, ou seja, dá um salto. É o início das cachoeiras, e barco, já era. Até Altamira, este trecho é denominado de Volta Grande (e é mesmo. O Xingu tem uma direção constante até Altamira, mas quando chega na cidade, o rio dá uma guinada drástica num arco de aproximadamente 180 graus que se desfaz lá em Belo Monte). O curioso neste trecho é que, mesmo realizando em grande escala, uma curva, o leito do rio, numa escala menor, se desenha em segmentos primorosamente retos e intensamente recortados em ângulos próximos de 90 graus. Em derivações certinhas, dotadas de grande energia, sobre o leito de rocha cristalina (este cenário para uns meninos que eu conheço, é mamão com mel. É o beabá da Geologia Estrutural).&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1322302701633156" style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Eu estive numa dessas cachoeiras, mas a patetice e as intempéries fotoquímicas me impedem de provar com fotos minha aventura. As lembranças estão só no cocuruto. Foi na localidade de Juruá, acima de Belo Monte. O Xingu ali é uma provação. Verte em 70m de canal toda água que corre acima numa largura de mais de um quilômetro. Por aí a gente tira a pancada. Essa é uma cachoeira braba. De dar medo. Acima dela, vêm as interligações retas. Na maior delas, outra cachoeira. Ali, as exposições de inscrições rupestres. Mas ora, se não fui lá. Desci na praia, fui me ajeitando e vi os hieróglifos misteriosos, as mensagens que nossos ancestrais deixaram. Não resisti. Fui me equilibrando embaixo da cortina de água alvoroçada, e me postei herói, sobre um lajeiro. Meu companheiro de aventura clicou com a minha Olimpus Tripp, um dos momentos mais eternos da minha vida. Não foi assim, coisa de louco do caiaque, né...A foto já era, mas acreditem em mim. Era um deslumbrante mundo de água, pedra e segredos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-1672649207964581832?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/1672649207964581832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/cronica-da-semana-o-louco-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/1672649207964581832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/1672649207964581832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/cronica-da-semana-o-louco-do.html' title='Crônica da semana- o louco do'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-177937063190716456</id><published>2011-11-24T07:37:00.001-08:00</published><updated>2011-11-24T15:13:34.644-08:00</updated><title type='text'>Crônica remix- Ribba</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um açude nos olhos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Agora no início de agosto, ganhei uma pasta com um monte de músicas legais. Tem Mônica Salmaso cantando Chico, tem Sérgio Sampaio botando pra ferver com ‘o bloco’ e ao mesmo tempo implorando para ser pregado na cruz, tem o Itamar Assunção e Naná Vasconcelos repercutindo a bossa concretista paulistana. Tô alegrinho com o meu novo arquivo de músicas, algo como um rico presente pelo dia dos pais. Já gravei as canções no meu MP3 e por onde ando, vou ouvindo as minhas joinhas. Tão belas e tão esquecidas as canções...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No arquivo encontrei uma sedutora fieira de canções paraenses também. Uma das mais belas começa assim com este inquietante verso “trago nos olhos o açude de Orós”. Esta volumosa verdade, esta confissão desbragada, despudorada, úmida e impetuosa é uma criação de Ribba, para mim, uma das personalidades mais autênticas da produção cultural paraense.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eODn40RCzyM/Ts5m8NBrumI/AAAAAAAAAhM/ZPBrKrcVc90/s1600/SAM_0455.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-eODn40RCzyM/Ts5m8NBrumI/AAAAAAAAAhM/ZPBrKrcVc90/s320/SAM_0455.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Como bom maranhense, Ribba é Ribamar. Menino (ironicamente) ilimitado pelas estivas incertas da Sacramenta, Ribba desafiou o conformismo e revelou-se bem cedo para as artes (como me relatou certa vez a professora Lindalva, querida e eterna diretora da Escola Salesiana do Trabalho). Era uma mente diferenciada. Enquanto lutava para alcançar as órbitas inalcançáveis que a bola fazia na brincadeira européia do spiribol, Ribba se juntava a Antônio Francisco pelos caminhos que se entrecruzavam no escuro do ‘beco do Gentil’ e compensava a dura realidade suburbana com uma múltipla, invejável produção artística que ia do teatro às artes plásticas. Esta combinação de talentos resultaria, no início dos anos 80 no fulgor do Grupo Hera da Terra e no espraiamento de uma consciência ética, poética, revolucionária, utópica e sonhadora pelos arrabaldes alagados. E com tal força e magnitude que me arrebatou da minha cômoda posição de centro avante do Internacional da Mauriti, me fez cruzar a (até hoje indefinida) fronteira da Pedreira com a Sacramenta e me levou a memoráveis celebrações etílico-musicais lá na Primeiro de Setembro, eu ainda um bebê iniciando o primeiro e inesquecível semestre na Escola Técnica sob a égide provedora de Cláudio Barradas. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Reencontrei Ribba nestes versos. Saí à procura de novidades e dei com uma obra recente do artista plástico (aquele de quem a diretora Lindalva falava), de um traçado restaurador. Dei com a estética embrionária, primordial querendo, querendo... Experimentando o grafismo...Com sementes...Como se fosse um recém chegado...&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Pelas mãos de Ribba, o nascer poético amazônico se produz discreto, disciplinado, ordenado no ir e vir do traçado primitivo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MTPjS0F3Coc/Ts5mam6YaQI/AAAAAAAAAhE/UbALRunZGko/s1600/SAM_0454.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-MTPjS0F3Coc/Ts5mam6YaQI/AAAAAAAAAhE/UbALRunZGko/s320/SAM_0454.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Conformado com a pouca luz.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Poesia visual, memórias rupestres, origens...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Estes são os condimentos que Ribamar Araújo mistura às suas tintas. Em sua obra, são os inefáveis pigmentos, aqueles invisíveis, intrínsecos da alma, que revelam a vida, ou “a ânsia da vida por si mesma”.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Até a grande explosão. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Até a grande erupção que se impõe jorrando florestas, sementes multiéticas saturadas de “ânsias”.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ribamar Araújo redescobre esta explosão de vida profanando o silêncio primitivo, maculando o traçado ortogonal, esnobando o espaço obtuso e revelando uma textura densa, caótica, explodida, escondida na fertilidade das angiospermas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Porém, luminosa, contraditória. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;As sementes de Ribamar Araújo buscam sempre a luz (não são cheias de ânsia?). Flutuam sobre um manto ancestral expresso no grafismo fosco do artista, mas revolucionam, convulsionam o espaço com seu brilho.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Querem, enfim, poeticamente, nascer.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-339IFn_F-c8/Ts7PVJU555I/AAAAAAAAAhU/BueUhuUICLQ/s1600/SAM_0458.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-339IFn_F-c8/Ts7PVJU555I/AAAAAAAAAhU/BueUhuUICLQ/s200/SAM_0458.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Como naqueles tempos né, Ribba, pelos alagados da Sacramenta (ou como agora, pelo alagado dos olhos).&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-177937063190716456?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/177937063190716456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/cronica-remix-ribba.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/177937063190716456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/177937063190716456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/cronica-remix-ribba.html' title='Crônica remix- Ribba'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-eODn40RCzyM/Ts5m8NBrumI/AAAAAAAAAhM/ZPBrKrcVc90/s72-c/SAM_0455.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-7044988069724056059</id><published>2011-11-22T15:59:00.001-08:00</published><updated>2011-11-22T16:08:03.199-08:00</updated><title type='text'>coisas que Briela faz</title><content type='html'>&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt;&lt;a href="http://dosmaresdeaguadoce.blogspot.com/2011/11/raio-rayne-baby.html"&gt;Raio râyne baby&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;parece uma pintura, nessa tela e&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;fotografia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;só parece porque pelas bençãos dos céus&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;ela é real&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;e tanto, que&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;ela veio asim:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;negra índia cabloca&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;nortista amazônida&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;mulher&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;guerreira - com flores no cabelo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;menina&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;doce - com urucum na maçã do rosto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;mas parece uma miragem&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;uma tela&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;uma paisagem&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;uma pintura&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;é real&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;e inspira além desses versos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;o gosto pela luta&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;dos dias melhores&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;a graça da farra do sorriso grato&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;à vida&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;por ser real sua beleza&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;por se forte, sua natureza&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;ela tem flores no cabelo, urucum na maçã do rosto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;e olhar pr'além do horizonte&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;é tão real, que ñ podiam deixar de brincar com ela&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;como brincaram os Céus, qdo nos fez a todos aqui - brasileiros&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;E ja na certidão acharam bonito tirar onda com ela&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;e não bastasse ser mulher índia cabocla da pele preta&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;É Rayneia, o nome dela.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;É lindona ela, lindo é o nome dela.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;(Briela Salgado) &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-7044988069724056059?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/7044988069724056059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/coisas-que-briela-faz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7044988069724056059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7044988069724056059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/coisas-que-briela-faz.html' title='coisas que Briela faz'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-4535374727406746148</id><published>2011-11-20T14:33:00.001-08:00</published><updated>2011-11-20T14:33:53.989-08:00</updated><title type='text'>crônica da semana - o nome da</title><content type='html'>&lt;div class="yiv344149698MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;O nome da rosa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv344149698MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Agora, na modernidade, meu escritor preferido é o Luís Fernando Veríssimo. É certo que outros monstros da literatura me assombram, mas, o Veríssimo é, como posso dizer..mais ao pegado, feito vizinho de porta, xícara de açúcar, punhado de farinha, telhado platibanda. Com ele aprendo coisas complexas de modo muito simples. A natureza das coisas, dos termos, que por outras vias necessitariam de uns dois diplomas para compreendê-los, com o Veríssimo, é no trisca, assim de repente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv344149698MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Tem uma crônica dele que não esqueço jamais. Reflete o grau de serventia que o filho do Érico Veríssimo pode assumir na vida da gente. Ele tira uma onda com o verbo ‘defenestrar’. No texto, o escritor gaúcho revela o significado do verbo. Explica que o verbo quer dizer jogar algo ou alguém pela janela e expõe algumas circunscrições para o ato. Não é desfazer-se de qualquer coisa, simplesmente. O arremesso tem que ser, necessariamente, pela janela. Uma bolinha de papel, sim; um sonho, sim; um cara chato, sim. Mas tem que ser pela janela (e eu pondero apenas que, excetuando-se o sonho, embora consoantes com a gramática, todos os outros lances são práticas ambientais condenáveis; penso que o verbo defenestrar, agora pelos nosso dias, para o bem do planeta, deve representar uma ação exclusivamente abstrata). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv344149698MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Nos últimos anos, o termo vem designando baixas nos variados estratos do poder. A grande imprensa assumiu esta conotação e adora noticiar que ‘fulano de tal foi defenestrado do cargo’ (fico imaginando um ‘empalitado’, com desesperados olhos de Frajola, despencando das janelas inglórias da política).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv344149698MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Só pra gente perceber o cenário, o campo minado em que o Veríssimo se meteu, essa coisa da palavra, das designações, do significado, do significante e do realce, vem da Grécia. São vielas intrincadas, ramificadas da língua, que formam as partes do discurso ou, para o terror da garotada, integram as tais das classes de palavras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv344149698MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Riobaldo, o sábio personagem de Guimarães Rosa espreita esta ordem de colocação e percebe: “muita coisa importante falta nome”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv344149698MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Mesmo com a inventividade dos gregos, com o humor criativo do Veríssimo, com a versatilidade funcional engendrada pela grande imprensa, há ainda coisas que não fazem parte do discurso. Dentro do grande baú que guarda o nosso vocabulário, ainda há coisas sem identidade (atos, substâncias, fenômenos). A internet taí mesmo, carecendo de dizeres significativos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv344149698MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Mas antes do mundo virtual, alguns aperreios já me consumiam. Por exemplo: ainda me bato com a ausência de uma palavra que signifique “pegar algo ou alguma coisa do chão”. Andei aí, de tocaia, assuntando. Vi que a gente recorre ao verbo ‘juntar’ (ou ajuntar). É só cair o pão (com a manteiga pra baixo, caso este incidente hipotético ocorra num cenário de classe econômica menos favorecida), que a mãe dá o carão e ordena “anda menino, ajunta, limpa no short e come. Pensa que é assim, é , do derruba!”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv344149698MsoNormal" id="yui_3_2_0_1_13218250551734333" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_13218250551734332"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_13218250551734331"&gt;E assim por em adiante. Quando a gente quer pegar alguma coisa do chão, acode-se aos empréstimos dos significantes verbais ‘juntar’ ou ‘ajuntar’. Só que, nos dicionários que consultei, estes verbos são dados como expressões de união, de reunião, agrupamento. Não fazem nenhuma menção, não dizem nada sobre a urgência de recuperar o pão que cai com a manteiga para baixo (até que achei, na internet, algum coisa no sentido que a gente conhece, este mesmo de pegar do chão, mas é visto como um regionalismo português, coisa de padaria d’além mar).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv344149698MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Tempos modernos... ora, ora...Ora, pois pois... é hora de dar nomes às rosas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-4535374727406746148?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/4535374727406746148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/cronica-da-semana-o-nome-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4535374727406746148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4535374727406746148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/cronica-da-semana-o-nome-da.html' title='crônica da semana - o nome da'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-8977007804709236988</id><published>2011-11-17T15:51:00.000-08:00</published><updated>2011-11-19T06:00:16.612-08:00</updated><title type='text'>crônica remix-alma não</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Alma não tem cor (ou Axé, vovozinho do Triássico)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nKdNJo6YANo/Tse2TBna7_I/AAAAAAAAAfk/DbOs_JKYHaU/s1600/zumbi.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-nKdNJo6YANo/Tse2TBna7_I/AAAAAAAAAfk/DbOs_JKYHaU/s200/zumbi.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Neste ano tenho me batido com algumas provações. Meus ‘amigos se foram com pálidos sonhos e restos de amor’, a economia mundial submergiu às profundezas abissais das incertezas, meu computador bugueou umas quantas e dramáticas vezes, cortaram a minha água, minha pressão subiu, minhas esperanças declinaram...Vai-te! Tenho encarado umas pegadas que têm me dado uma canseira! Coisa pra Jonas, sabe aquele da baleia? Minha paciência, que por vezes me abandona (mas, graças ao bom pai sempre volta) tem sido o meu bastião de integridade. E haja paciência.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No meio deste turbilhão, me veio não sei de onde, a tranqüilidade para dar uma parada, para dar uma avaliada na vida. Fazer uma reflexão mais ou menos como fez aquele personagem do Vargas Llosa em Conversa na Catedral. Quis localizar no tempo, uma causa para estes reveses inesperados, superáveis, diga-se, mas complicadinhos de se varar, reconheço.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Aí vem logo aquela coisa, né, da personalidade. ‘Colhemos aquilo que semeamos’. Apresentam-se vaticínios e conformismo. Mas sou racional. Faço estas introspecções sempre com um olho no peixe e outro no gato. Prego uma realidade rés-ao-chão, sem muito floreado.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E eis que me vi como um sujeito normal. Moldado por incontáveis defeitos, umas raras qualidades, atento à boa vontade, crente nos princípios que consideram sempre a urgência e a onipresença dos conceitos de justiça e lealdade.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Valeu a varredura na alma porque descobri que, das coisas que de mim se aproveitam, o assentimento às diversidades se apresenta como um dos meus maiores créditos. Não tenho preconceito de io ou de chio. Principalmente de cor. Não tenho nada contra os brancos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mesmo porque além desta fachada que exibimos como um pacote composto de umas células algo versáteis, muita água e um sorriso cálcico, acho que nós, os seres humanos, nos adiantamos um pouquinho. Vamos à alma. E ‘alma não tem cor’.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Por outro lado, sei que muitos pensam que este pacote orgânico pode alterar as relações e admitem a superioridade de um indivíduo sobre o outro por causa da cor da pele. Lembro que somos ramos da mesma cepa. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Formamos uma comunidade de mamíferos que se caracteriza pela desenvoltura bipedal, pela presença do tele-encéfalo desenvolvido e pela sagacidade motora do polegar opositor. Mas somos, no frigir dos ovos, mamíferos. Ricos, pobres. Pretos, brancos. Mulheres, homens...Somos todos descendentes da ‘ânsia da vida por si mesma’ (eita frasezinha que me persegue, esta do Gibran, tão atual, tão profunda...Evolucionista...). Este &lt;i&gt;sapiens&lt;/i&gt; que conhecemos, que inventou tudo o que tem de bom neste mundo, temperado pela alma (e pelo polegar opositor, observo), refinado pelo sopro da sabedoria, não é nada mais que uma variação temporal de um bichinho que lá na mais remota história da Terra, venceu o poderio desmedido dos dinossauros e se firmou como uma espécie extraordinariamente capaz de sobreviver e de gerar primos engalanados e metidões como nosostros. Somos um produto elaborado de um ratinho chamado Morganucodon, um nome pomposo, como requer a taxonomia, mas que aqui entre nós pode ser chamado simplesmente de ‘o ratinho do Triássico’, numa educada alusão a sua longevidade. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;De lá, do alvorecer da vida, herdamos esta indispensável capacidade de lutar por cada dia, apesar das agressões naturais, dos répteis modernos, das provações (dessas que a gente experimenta num ano bissexto), do preconceito e da brutalidade de Domingos Jorge Velho. E ganhamos também, mais tarde, a confortante certeza elaborada pelo tele-encéfalo de que a alma não tem cor. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Axé.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-8977007804709236988?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/8977007804709236988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/cronica-remix-alma-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/8977007804709236988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/8977007804709236988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/cronica-remix-alma-nao.html' title='crônica remix-alma não'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-nKdNJo6YANo/Tse2TBna7_I/AAAAAAAAAfk/DbOs_JKYHaU/s72-c/zumbi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-5747276517756557235</id><published>2011-11-15T11:06:00.000-08:00</published><updated>2011-11-15T11:06:17.881-08:00</updated><title type='text'>crônica remix -neide</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Do tempo do óleo Jaçanã e do pão e meio. A Neide Aparecida é da época de antigamente quando chamávamos band-aid de planticure e zíper de fecho-ecler. A moça era de um tempo em que o bairro do Sousa era longe pacas e que a gente falava “égua, tá ralado”, e ainda falava “é longe pacas”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;A Neide Aparecida, confesso, não me traz de volta nananina de sentimentos ingênuos ou infantis e olhe lá, olhe lá, muito pelo contrário, ainda hoje reino com a lembrança provocante da pequena de mini-saia atentando o Clementino pelos corredores do edifício Balança Mas não Cai na telinha em preto e branco daqueles anos distantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Enquanto a Neide serpenteava tentadora de espanador na mão pela alegria do Balança...a minha patota varava os quintais pródigos de cajueiros e do rasteiro camapu nas manhãs da Marquês com a Lomas, aquietava-se um pedacinho depois do almoço e mais com um pouco,&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;se danava a espalmar a mão sob o lodo esverdeado a cata do balulusca ou da colombiana no jogo de peteca da tarde. E à noitinha, se ajeitava pelas janelas de vizinhos para acompanhar as tesouras voadoras fantásticas do Ted Boy Marino, no &lt;i&gt;telequete&lt;/i&gt; Montila.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;A sedução de Neide se espraiava por um tempo em que os saqueiros ainda não haviam sido tragados pela reestruturação produtiva e os sacos de cimento usados garantiam o desenvolvimento sustentável. Um tempo em que a laranjinha era a da Gelar e o lacre era cortado com a ‘gilé’. Um tempo em que a gente pagava em dia&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;as prestações do carnê da R. Mendonça. Do tempo em que grassavam entre as mãos da molecada fortunas em carteiras de cigarro conquistadas no palmo resultante do choque de moedas contra a parede. E éramos todos ricos com o orgulho de, ao mesmo tempo, enriquecermos a base de foscas e populares notas de Gaivota ou de brilhantes e&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;laminadas notas do aristocrático Hilton ou Albany (aquele com filtro de carvão ativado).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;Era assim: enquanto no talho do Manduca, na feira da Pedreira o quilo e meio de Pá só com o osso da peça era embrulhado nas folhas de guarumã, a Neide Aparecida despertava, precocemente, a libido imberbe dos meninos de família.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;A personagem que a Neide Aparecida interpretava no “Balança...”, atazanava a vida do faxineiro Clementino. Era uma secretária boazuda, em trajes mínimos, que se insinuava para o pobre Clementino, que de bobo e desatento, não percebia o real interesse da moça. Esta lerdeza do faxineiro se reproduzia no bordão “xiiiiiii, como é boa esta secretária, ah se ela me desse bola”. Cai o pano e o Clementido passa batido como sempre: não traça ninguém. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;E como era boa aquela secretária dos tempos pueris da Chulipa e do Kichute! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;O Tutuca, que interpretava o incauto faxineiro, eu ainda o vejo zorrando, pelas esquetes do Zorra Total..., mas e a Neide, inspiração para as primeiras e maravilhosas sensações que se anunciavam a peso de muitos ‘arrupios’ e chiliquitos para mim e para os outros da patota. Mas e a Neide Aparecida. Cadê a Neide Aparecida?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-5747276517756557235?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/5747276517756557235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/cronica-remix-neide.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5747276517756557235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5747276517756557235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/cronica-remix-neide.html' title='crônica remix -neide'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-7949939798258631711</id><published>2011-11-14T15:35:00.000-08:00</published><updated>2011-11-14T16:25:06.510-08:00</updated><title type='text'>Conto da Danny</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_1_1321313471346157" style="font-family: times new roman, new york, times, serif; font-size: 14pt;"&gt;&lt;div class="yiv1281996922MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 16.0pt;"&gt;Garoto do café&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-apj33bC65Oo/TsGxME1E02I/AAAAAAAAAfM/-5YsqSjYqas/s1600/310216_1894500089505_1451642760_31554791_925235_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="199" src="http://3.bp.blogspot.com/-apj33bC65Oo/TsGxME1E02I/AAAAAAAAAfM/-5YsqSjYqas/s200/310216_1894500089505_1451642760_31554791_925235_n.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1281996922MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Estava voltando do trabalho em uma sexta-feira comum. O entardecer estava frio e resolvi parar em uma cafeteria que ficava no caminho de casa. O engraçado é que eu passo por ali todos os dias e nunca tinha reparado nesse lugar tão bonitinho e aconchegante. A música do ambiente era Belle &amp;amp; Sebastian o que me cativou mais ainda e fiquei feliz porque o cara do balcão, que acabara de acenar para mim, gostava desse tipo de música. Estava atolada de trabalhos extras dentro da minha bolsa Louis Vitton vintage comprada em um brechó de Londres. Tirei da bolsa o livro que estava lendo “Mensagem” do Fernando Pessoa, o moleskine, uma caneta e comecei a ler, parando apenas para fazer pequenas anotações. O balconista resolveu trabalhar e veio me perguntar o que eu desejava. “Um cappuccino com canela, por favor”, respondi, mas ele ficou estático ao lado da minha mesa como se estivesse hipnotizado. “Um cappuccino com canela, por favor” repeti. E como se saísse do transe, o rapaz se afastou e voltou para o balcão. Depois disso, todas as vezes que tirava os olhos do livro, olhava para o balcão a fim de descobrir o motivo da demora do meu pedido, cruzávamos os olhares, eu e o garoto. Fiquei incomodada. Não gosto que pessoas desconhecidas fiquem me olhando muito atentamente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1281996922MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span&gt;Um cara alto de cabelos grisalhos entrou na cafeteria. Acompanhada de um cigarro amigo, sentou-se à mesa ao lado da minha. O cheiro de tabaco exalava por todo o lugar. Ele me cumprimentou e eu sorri de modo murcho, voltando minha atenção para a leitura. Estava cheia de trabalho e sem a mínima paciência para homens (depois do último babaca). Comecei a achar que o balconista tinha ido colher o café na Nicarágua. Das duas, uma: ou o garoto estava querendo me prender sentada ali ou a cafeteira tinha quebrado. Fiquei com a primeira opção depois que olhei, novamente, para o balcão e percebi que a cafeteira do lugar reluzia de tão nova que era. Comecei a reparar nas mesas à minha volta e percebi que vários clientes que chegaram depois de mim já estavam tomando seus cafés, inclusive, o homem de cabelo grisalho. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1281996922MsoNormal" id="yui_3_2_0_1_1321313471346154" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1321313471346151"&gt;O garoto do balcão veio em minha direção com meu pedido, finalmente. Percebi que aquele era o último pedido, uma vez que a cafeteria já ia fechar. Deixou o café juntamente com um lencinho de papel, totalmente desnecessário, em cima da mesa. Fiquei fitando-o até o momento que alcançou de novo o balcão. Tomei o primeiro gole e, como sempre, deixei um gotinha escapar e sujei a blusa (talvez aquele lencinho de papel não fosse tão desnecessário). Peguei o lenço, limpei o canto da boca e, o que pude, da blusa. Assustei-me quando percebi que havia algo escrito à caneta no papel úmido de café: “você parece meio tensa. Quer dar uma volta?”. Ri baixinho. O garoto do balcão se aproximou. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1281996922MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span&gt;- Deseja mais alguma coisa? – perguntou. Olhei dele para o bilhete e do bilhete para ele. O garoto ficou sem graça. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1281996922MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span&gt;- Tudo bem, já entendi o seu não. – e se virou. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1281996922MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span&gt;Ei garoto! – gritei sorrindo e ele voltou-se surpreso – um café por favor, mas quero um do Fran’s, o daqui demora muito para chegar. Ele sorriu e me respondeu: “espere cinco minutos, é o tempo que fecho esse lugar”. Dez minutos depois, eu saía ao entardecer friorento conversando e rindo com o cara do balcão. Sei que ele é só mais um cara, que pode ser mais um babaca que mais cedo ou mais tarde, vai me fazer chorar. Mas por enquanto, ele se restringe a um café e, talvez, seja nesse café que eu afogue as mágoas do café anterior. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1281996922MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_132131347134695" style="font-family: Times New Roman;"&gt;(Daniele Lima)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-7949939798258631711?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/7949939798258631711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/conto-da-danny.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7949939798258631711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7949939798258631711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/conto-da-danny.html' title='Conto da Danny'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-apj33bC65Oo/TsGxME1E02I/AAAAAAAAAfM/-5YsqSjYqas/s72-c/310216_1894500089505_1451642760_31554791_925235_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-8944873946099505785</id><published>2011-11-11T16:19:00.001-08:00</published><updated>2011-11-11T16:27:03.109-08:00</updated><title type='text'>Crônica da semana - além do</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Além do horizonte &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É. Sou assim, meio tantã mesmo. Tenho as minhas esquisitices. &amp;nbsp; &lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Semana passada, fiz uma pequena palestra para os alunos do Projeto Revisão Solidária, aqui de Barcarena. Falei sobre o fenômeno das marés. O objetivo era mostrar para os meninos que um evento astronômico com este status não se reduz à solidão sideral. Muito pelo contrário, a maré vazante ou enchente, mais do que a gente pensa, regula a batidinha diária de muita gente aqui, ao rés do chão. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Lá pelas tantas, quando relacionava as fases da lua com a amplitude das marés, um dos alunos me interrompeu e manifestou a impressão de que eu era demasiadamente entusiasmado com o assunto. Eu confirmei este encanto e ele de pronto sugeriu que, então, eu poderia ser considerado um lunático, porque viajava pelo mundo da lua. Verdade. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;E lá vai mais uma aí para a conta das minhas estultices: &lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;De uns tempos pra cá, desde que assisti ao filme “1492- A Conquista do Paraíso”, cismei com uma cena. O filme conta a história de Cristóvão Colombo, suas aventuras e desventuras na América. O Diretor Ridley Scott (consagradíssimo pelo clássico oitentista Blade Runner) põe, logo no início do filme, o genovês Colombo sentado à beira do oceano fitando o horizonte. Na sequência, um barco é enquadrado navegando em direção ao sol, até desaparecer no abismo de água. Daí, a gente tira a dedução do Colombo sobre o formato da Terra e o filme segue. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O que me impressionou mesmo, na cena, foi aquele realce, aquela riqueza plástica com que o diretor retratou o horizonte. Aquela paisagem ensejou um espetáculo silencioso que me arrebatou. Que me mundiou. E até hoje me inquieto com aquele fim de mundo chamado horizonte. De lá pra cá, tenho me empenhado em descobrir onde, na prática, é o horizonte. Onde é o lugar em que o mar encontra com o céu. Olha só, com o que doido se bate. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;E tô aí, há um tempão tentando, a revés de ás, de través de bês, me aperreando, me arreliando, desouvindo chacotas, despachando pilhérias e encarnações. E eu me abicorando por causa disso. Me desaviando ensimesmado, macambúzio, e dessemelhado. Misantropo das artes, das desobrigas e das gentes. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E, sabe, esta solidão e este apagão social até que me valeram: neste vai não veio, descobri que há um jeito da gente calcular a distância do horizonte. E não era esta a minha aflição? Pronto, meus problemas acabaram. Está tudo lá na internet. Tudo direitinho, tudo ajeitadinho, pra gente se desopilar e ser feliz de novo. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;É até bacana de calcular. Basta formar um trianglinho retângulo básico, aplicar o teorema de Pitágoras e estar de par com uns conhecimentos prévios indispensáveis; alguns fáceis, como saber a própria altura; outros mais aquele de difíceis, como saber o raio da Terra ou ser capaz de resolver umas continhas de mais, de vezes e uma inofensiva raiz quadrada. Coisa pouca.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Se não quiser ter esta dor de cabeça, ou não se sentir à vontade para este encontro com a matemática. Nada a temer. Há sites que já trazem uma tabela para distâncias ao nível do mar (mais ou menos uma praia como aquela em que o Colombo do Ridley Scott teve um lampejo). &lt;/span&gt; &lt;span id="yui_3_2_0_1_1321046902760553" style="font-size: small;"&gt;Ali, da escadinha do Ver-O-Peso, dá pra achar o horizonte. Ele escapa da cortina de árvores e desenha a linha d’água entre a ilha das onças e aquelas pontas de terra perto de Cotijuba. Eu sei. Agora eu sei, exatamente, onde é aquele lugar. Onde, para mim, é o meu mundo novo. A ‘minha América, minha terra à vista’. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;(A distância do horizonte é função da altura do observador. Quando mais alto ele estiver, mais longe. Como sou gitito, o meu horizonte é perto. Muito perto).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-8944873946099505785?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/8944873946099505785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/cronica-da-semana-alem-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/8944873946099505785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/8944873946099505785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/cronica-da-semana-alem-do.html' title='Crônica da semana - além do'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-1736419157111855883</id><published>2011-11-09T16:27:00.000-08:00</published><updated>2011-11-09T16:27:47.688-08:00</updated><title type='text'>A foto</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Biqueira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Melgt5-xBl8/TrsZrKWnIvI/AAAAAAAAAes/0rEO4Ue_ZTc/s1600/388944_170649749693702_100002460345763_314484_1191739120_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://4.bp.blogspot.com/-Melgt5-xBl8/TrsZrKWnIvI/AAAAAAAAAes/0rEO4Ue_ZTc/s400/388944_170649749693702_100002460345763_314484_1191739120_n.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;click de Tatyane Silva&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-1736419157111855883?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/1736419157111855883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/foto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/1736419157111855883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/1736419157111855883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/foto.html' title='A foto'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Melgt5-xBl8/TrsZrKWnIvI/AAAAAAAAAes/0rEO4Ue_ZTc/s72-c/388944_170649749693702_100002460345763_314484_1191739120_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-7455169970678169909</id><published>2011-11-05T15:00:00.001-07:00</published><updated>2011-11-06T03:49:17.073-08:00</updated><title type='text'>Crônica da semana - homenagem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;Homenagem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;span id="yui_3_2_0_1_1320530229634101" style="font-family: Times New Roman;"&gt;Aconteceu coisa de 3 anos atrás. Ali pelo mês de março. O pico do inverno amazônico. A chuva começou por volta das 9 horas da noite. E não parou mais. Varou a madrugada. Inquieto com aquele aguaceiro, bem cedinho me aprumei (tinha que tinha de ir pra aula), aproveitei um raro estio e me abalei pela manhã molhada. Fiz meu caminho em dois tempos. Peguei o (ex) sacrabala na frente de casa até a feira de Santa Luzia e de lá, o UFPA. Foi o custo do ônibus se adiantar um pouquinho na Alcindo Cacela, além do museu, e a rua virou mar. Dali até a praça Princesa Isabel, no recôndito da Condor, era um alagado só. E a água continuou fazendo marola e dando no joelho até ali pelo entorno da universidade. E tome chuva! Desci com a calça enrolada, fui me ajeitando pelas passarelas saltando meios-fios e poças robustas. Consegui chegar na minha sala com 20 minutos de atraso. Com toda derrota, ainda fui o primeiro aluno a chegar. Mas o professor já estava lá, olha, que tempo. Naquele dia, pelo caos instalado na cidade, qualquer casozinho ligado à chuva justificaria uma ausência naquela aula. A coisa tava braba. Mas o Ronaldo não se quedou ao direito de faltar ou chegar atrasado. Como todos os dias, estava ali, rente como pão quente para cumprir o seu dever de servidor público.&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;Este mês, só pra gente comparar, a coisa descarrilou totalmente. Mas que marmota é essa de dois feriados cairem justinho no meio da semana! Postos de saúde sem atendimento, repartições importantes com ponto facultado, instituições públicas em completo estado alfa. Ô, calendariozinho ingênuo. Deu uma trela pro ócio, e olha só...quem teve um débito nas coisas da vida, nesta semana de finados, teve que esperar até quinta-feira por uma chance de reivindicar os desapertos dos nós (que, nos dias encarreirados já não são fáceis, avalie nestes salteados, desritmados, desengraçados. Já penso como será, na semana da República). &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;No frigir dos ovos, contando assim, sem tirar a prova dos nove, foram cinco dias sem prestar serviço à comunidade. Não. Não tô pegando no pé dos servidores. &amp;nbsp;Não me vejo cobrando frequência ou dedicação (embora isso me fosse perfeitamente pertinente, pois que, sou usuário, contribuinte, cidadão e tal e coisa e coisa e loisa). Estou apenas refletindo um sentimento coletivo de desamparo, de abandono e solidão.&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;Vejo que o grande responsável por isso, é o gestor, é o comandante da administração. É aquele que, com uma canetada tira os trabalhadores do expediente e os coloca nos róis de ira do povo (porque o servidor, por si só, não se auto-faculta o dia de trabalho e nem folga em arengar com a parcela da população, aquela maioria ressalte-se, que precisa de atendimentos e acolhimentos). Tirar o amparo da sociedade com este artifício nefasto de enforcamento de feriado é uma atitude, no mínimo irresponsável, por parte dos gestores da máquina pública (e isso se a gente falar somente das questões assistenciais. Se a gente for levar pro ramo dos negócios, o traço fica vergonhoso de borrado. O Estado perde uma grana. Recursos que poderiam subsidiar desenvolvimento e qualidade de vida). É uma pena que os valores de Estado sejam deixados de lado por causa desses coquetes interesseiros.&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1320530229634104" style="font-family: Times New Roman; font-size: large;"&gt;Ao contrário do que possa parecer, o que escrevo agora não é uma crítica ao conjunto do funcionalismo. É sim, uma homenagem aos bons profissionais, pelo dia do funcionário público ocorrido na sexta, 28 de outubro e, em especial, ao professor Ronaldo que naquele dia, mesmo debaixo de um toró, estava lá na sala de aula, pronto para cuidar da res publica.&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-7455169970678169909?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/7455169970678169909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/homenagem-aconteceu-coisa-de-3-anos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7455169970678169909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7455169970678169909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/homenagem-aconteceu-coisa-de-3-anos.html' title='Crônica da semana - homenagem'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-5049903304113128516</id><published>2011-11-03T09:45:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T09:45:19.711-07:00</updated><title type='text'>crônica remix - a classe...</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;img src="http://img2.blogblog.com/img/video_object.png" style="background-color: #b2b2b2; " class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" id="ieooui" data-original-id="ieooui" /&gt; &lt;style&gt;st1\:*{behavior:url(#ieooui) }&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Ao paraíso (a classe operária vai, vai, vai...)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Eu sempre fui comunista. Sempre tive barba, sempre usei embornal verde-líquen-meio-enferrujado cheio de exemplares velhos de jornais clandestinos; sempre quis ir pra ilha de Cuba e sempre gostei de um uisquinho and rock. Não li Marx no original em alemão e nem em português. Aliás, não li Marx. Fora a cartilhinha mimeografada que guardo comigo desde os tempos das reuniões clandestinas na Escola Técnica, pouca coisa sei sobre O Capital.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Há alguns anos, porém, desisti da revolução e resolvi me render ao capitalismo globalizado. Entrei para o mercado de capitais, comprei aí umas açõezinhas de uma poderosa empresa nacional, coisa pouca, só para começar...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Olha só no que deu!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;O pobre é ralado mesmo, na hora em que resolve ser capitalista a crise vem e acaba com a festa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Éraste, jamais pensei que, logo na minha vez, o capitalismo fosse mostrar as suas fragilidades. Que logo agora quando eu estava me animando com os saltitos tentadores da bolsa a tal crise do capitalismo (desde antes anunciada pelos comunistas) iria explodir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Caramba, Parece uma coisa! É a tal pissica da velha chica que me persegue, e logo agora que eu estava sonhando em ser um magnata do insensível e frio mundo da grana. Já estava me sentindo um operário luxento todo prosa-cor- de- rosa chegando ao paraíso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Mas quando! Tô na pira. Nem consulta ao banco, faço mais. Toda vez que vou lá me deparo com um cenário cada vez mais assombroso. Vôte, fico à beira de um chiliquito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;A culpa é dos americanos. É o que eu digo sempre, eles só querem ser o que a folhinha do ano não marca. Fazem as deles, dão calote, e parecem aquela madame dos meus tempos de empacotador de supermercado, que aparecia na loja toda emperiquitada, nariz empinado, farta maquilagem, cheia de jóias... Mas quite, tudo michelin das boas, peças facilmente encontradas nas bancas da Santo Antônio ou nas boas lojas do ramo. Só pose. Os americanos mostraram que atrás daquela arrogância residia (aliás, nem residem mais, foram despejados) uma imensa e inflexível bolha imobiliária apta para empastelar a economia mundial (não tô falando, a crise é coisa de americano mesmo: estampido ufanista, indiscreto, grandioso. Não bastaria que arrebentassem a si. Haveriam de levar, ora veja, a mim também, ladeira abaixo com meus reaizinhos cada vez mais raquíticos. Ah, esses americanos!).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Para amenizar o sofrimento resolvi dar uma injeção de esperança nas minhas aplicações, e, um dia desses de maus presságios para mercado, me peguei com a poesia otimista dos anos 70 admitindo que “o que importa é não estar vencido”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Doce Ilusão. A vida, num momento delicado como este, caprichosamente, não imita a arte e no outro dia as bolsas sofreram uma das maiores quedas da história e veio gente de tudo quanto é tamanho na enxurrada. Americanos, japoneses, britânicos, alemães, até a Finlândia, olha só, que era um país que eu pensei que só existisse no National Geografic veio no meio da quebradeira com um superdotado IDH e tudo. Na fila, na fila.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;No dia do Círio, fiz discretamente, um pedido para a santa pr’ela dar uma ajudazinha lá em Wall Street (os americanos estão me devendo essa).&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fiz o pedido assim, como quem não quer e querendo, sabe, porque acho que a santa não gosta dessas coisas, desses despudores com grana, desses clamores pelo mercado de capital, acho que não, afinal os membros das primeiras comunidades cristãs dividiam tudo, viviam irmanados, valorizavam a igualdade, a fraternidade...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Sabe, pensando bem, acho que vou procurar minha cartilhinha de comunista e rever algumas lições.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-5049903304113128516?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/5049903304113128516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/cronica-remix-classe.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5049903304113128516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5049903304113128516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/11/cronica-remix-classe.html' title='crônica remix - a classe...'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-4533608340652662306</id><published>2011-10-28T17:02:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T17:03:59.714-07:00</updated><title type='text'>crônica da semana- quem desconfia</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quem desconfia fica sábio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eu me pelo de medo de ser injusto com as pessoas e com as coisas. E de ser metidão, ser arrogante. Não aprovo qualquer tipo de ataque gratuito (os descabidos, ressalte-se. Posto que, reconheço ataques justificáveis, dos quais, uma horinha ou outra, temos que lançar mão para nos defender. Porque abilesados, também não podemos ser, né’mesmo?).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Tenho o maior ‘coidado’ nas críticas. Procuro ser embasado, elegante e sutil, para alertar, ou até mesmo atacar, e não machucar (ou não machucar tanto, porque sei o estrago que o veneno das palavras faz). &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Já andei detonando com coisas e gentes por aí e a vida me ensinou o caminho da cautela. De vez em vez, ainda reino em fazer uma arenga, uma desgovernada verborragia em homenagem a um desafeto, mas antes de dar o bote, olho pra mim. Meço minhas travas, calculo meus valores. Há o risco de, desgraçadamente, eu e meu desafeto, sermos ali, pertinho que só de iguais em teres e haveres.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E se estão pensando que isto é um testemunho de pureza, digo que nem tanto, mas é uma franca confissão: desconfio dos meus repentes, das minhas crenças, e das minhas vontades. Assim, perscrutando, assuntando, desconfiando, procuro ser sábio. É a minha luta diária, entender o ensinamento do Riobaldo, personagem embrutecido-cândido criado por Guimarães Rosa para nos mostrar que há sabedoria na simplicidade. A frase aí do título é dele.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um alerta: consigo identificar estas fragilidades na contenção do fluxo verbal, nos outros. E com isso, aprendo também. Dia desses, li de um certo alguém, uma passagem nestes termos: “eu odeio pessoas que falam ‘a gente fomos’; ‘pra mim fazer’; ‘vamos se aprontar’; ‘o pessoal chegaram’...essas pessoas não se tocam, deveriam procurar conhecer mais a língua...”. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E essa pessoa aí que não tem noção do que diz, continuou a desfolhar a sua indignação com o acréscimo, no meio da prosa, desta frase perolada: “não é fácio mesmo essa situação”.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A gente percebe que o nervosismo e a intolerância, na crítica ao modo de falar de nossas camadas populares expõem a natureza desleixada do autor desta declaração. A gente intui que por não saber a fronteira entre a oralidade (“odeio pessoas que falam”) e a linguagem escrita, esta pessoa não tá nem aí para a argumentação científica sobre os fenômenos da comunicação. Nunca leu Ferdinand de Saussure e nem mesmo o nosso amado/odiado Marcos Bagno. Quando sugere que “essas... pessoas precisam conhecer mais a língua”, o autor da devassa piora tudo. Junta alho com bugalho, pois que, segundo o próprio Saussure, Língua e fala compõem sistemas distintos. Por fim, a gente interpreta que uma pessoa que faz uma cobrança, cara por sinal, do o uso da norma culta na língua falada e grafa o adjetivo ‘fácil’ com ‘o’, não se conhece a si mesma. Não percebe (mostra-se intolerante, preconceituosa, metidona) mas é igual a tantos quantos (e talvez isso lhe arda). &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O que dá pra desconfiar (e desconfiando a gente vai se ajeitando a ser sábio) é que uma pessoa que demonstra seus descontentamentos com a fala popular, desta maneira, jamais se permitirá o prazer de ler um clássico como “Grande Sertão:Veredas” (de onde tirei o título para esta crônica). Na certa, fechará o livro, e para nunca mais reabri-lo, na primeira ‘parna’, porque vai desentender que lá, do hio ao chio, tá tudo mais que conforme com o siso. Esta pessoa não vai sacar as variações semânticas que tecem de ouro o texto de Guimarães Rosa (que peninha, que peninha!). &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Resumindo a ópera, é um serzinho gito de tino e de jeito que pensa que tem, mas não tem um isso que periquito roa; um ente que só quer ser o que a folhinha do ano não marca.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eu ‘disconcordo’ com alguns dizeres populares, o que não quer dizer que não os ache simpáticos (vez sim, vez também, vou catá-los no meio da multidão para temperar meus escritos). Como escrevo em jornal e sei que tenho uns quantos leitores, tomo todo o ‘coidado’ para definir as fronteiras (até já fiz curso gabaritado, com embainhamento acadêmico e tudo, sob a direção ilustrada da professora Alessandra Mattos Vasconcelos, tratando do delicado nicho das Letras e das Gramáticas). Mas, mesmo quando sisqueço e não cuido, deixo ao calibramento dos leitores. Eles sabem... &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Reconhecendo minhas travas...desconfiando, vou clareando minh’alma e me achegando&amp;nbsp; a sábio, a simples e, ora, ora, às coisas e às gentes...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-4533608340652662306?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/4533608340652662306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/cronica-da-semana-quem-desconfia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4533608340652662306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4533608340652662306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/cronica-da-semana-quem-desconfia.html' title='crônica da semana- quem desconfia'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-5274240345179360087</id><published>2011-10-25T17:12:00.000-07:00</published><updated>2011-10-26T02:58:10.474-07:00</updated><title type='text'>Artigo enchentes 2</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;ENCHENTES: AJARDINEM SUAS CALÇADAS (2)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Com o artigo anterior, ENCHENTES: NÃO TIREM A SERAPILHEIRA, iniciamos uma série de textos dedicados à demonstração da importância das medidas ditas não estruturais no combate às enchentes urbanas. Esses textos estão concebidos para, o mais didaticamente quanto o espaço permite, orientar ações técnicas que podem perfeitamente ser adotadas pela sociedade e pelas administrações públicas desde já, por sua simples deliberação, sem nenhuma necessidade burocrática que os desestimule a tanto.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Hoje falaremos das calçadas drenantes e das sarjetas drenantes. Mas antes vamos recuperar o que, no primeiro artigo, já foi esclarecido sobre as principais causas das enchentes urbanas. E vamos todos também saber que as medidas não estruturais são aquelas que, inteligentemente, atacam diretamente as causas das enchentes e não somente suas conseqüências.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sobre as principais causas de nossas enchentes urbanas não há hoje mais a menor dúvida sobre quais sejam: a impermeabilização generalizada da cidade, o excesso de canalização de cursos d’água e a redução da capacidade de vazão de nossas drenagens pelo volumoso assoreamento provocado pelos milhões de metros cúbicos de sedimentos que anualmente provém dos intensos processos erosivos que ocorrem nas frentes periféricas de expansão urbana.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Esse quadro determina o que podemos chamar a equação das enchentes urbanas: “Volumes crescentemente maiores de água, em tempos sucessivamente menores, sendo escoados para drenagens naturais e construídas progressivamente incapazes de lhes dar vazão”.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Para se ter uma idéia da dimensão desse problema da impermeabilização considere-se que o Coeficiente de Escoamento - índice que mostra a relação entre o volume da chuva que escoa superficialmente e o volume que infiltra no terreno - na cidade de São Paulo está em torno de 80%, ou seja, 80% do volume de uma chuva escoa superficialmente e segue rapidamente para o sistema de drenagem. Em uma floresta, ou um bosque florestado urbano, acontece exatamente o contrário durante um temporal, o Coeficiente de Escoamento fica em torno de 20%, ou seja, cerca de 80% do volume das chuvas é retido.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Diante de um cenário assim colocado, qual seria a providência mais inteligente e imediata para combater as enchentes (e que estranhamente as administrações públicas, todas muito simpáticas às grandes obras e aos seus impactos político-eleitorais, não adotam)? Claro, sem dúvida, concentrar todos os esforços em reverter a impermeabilização das cidades fazendo com que a região urbanizada recupere sua capacidade original de reter as águas de chuva, seja por infiltração, seja por acumulação. Concomitantemente, promover um intenso combate técnico à erosão provocada por obras pontuais ou generalizadas de terraplenagem. Ou seja, fazer a lição de casa, parar de errar. Parece fácil, mas não é. Essa mudança de atitude exigirá uma verdadeira revolução cultural na forma como todos, especialmente nossa engenharia e nosso urbanismo, até hoje têm visto suas relações com a cidade.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Tomada a decisão dessa mudança cultural, haverá à mão, inteiramente já desenvolvido, um verdadeiro arsenal de expedientes e dispositivos técnicos para que esse esforço de redução do escoamento superficial das águas de chuva seja coroado de sucesso: calçadas e sarjetas drenantes, pátios e estacionamentos drenantes, valetas, trincheiras e poços drenantes, reservatórios para acumulação e infiltração de águas de chuva em prédios, empreendimentos comerciais, industriais, esportivos, de lazer, multiplicação dos bosques florestados, ocupando com eles todos os espaços públicos e privados livres da cidade.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E então chegamos ao ponto. Considerada essa enorme importância em reter águas de chuva faz sentido que nossas calçadas sejam em sua quase totalidade totalmente impermeáveis? Somente a cidade de São Paulo tem cerca de 17 mil quilômetros de ruas. Obviamente, há nesse conjunto ruas e calçadas de todos os tipos, mas vamos considerar que em ao menos metade dessa extensão total haja condição de se implantar faixas permeáveis nessas calçadas, com largura média de 1 metro (sempre com o cuidado de se manter uma faixa cimentada lisa mínima de ao menos 0,80m para o trânsito de uma cadeira de rodas). Teríamos então algo como 17.000.000 m&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; (consideradas as duas calçadas de cada via) de áreas francamente apropriadas para absorver e reter águas de chuva. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Para o estímulo á adoção dessa simples e agradável providência, uma boa idéia seria haver um incentivo tributário para o proprietário frontal implantá-las e mantê-las. Medida isoladamente suficiente para evitar enchentes? Claro que não, mas que, se consideradas como parte de um enorme conjunto de outras medidas não estruturais de mesma natureza, seguramente vão mudar a história desses fenômenos urbanos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Vamos a um outro ótimo expediente, as sarjetas drenantes. As águas de chuva que caem sobre a cidade em algum momento correm sobre sarjetas, hoje paradoxalmente totalmente impermeáveis. Sarjetas orientadamente projetadas para permitir a infiltração e até a acumulação de águas de chuva funcionariam como verdadeiras armadilhas para a redução do escoamento superficial (...) Em um programa de implantação progressiva dessas sarjetas drenantes, e ainda usando o exemplo da cidade de São Paulo, teríamos ao final a colossal extensão de 34 mil quilômetros de um ótimo expediente de retenção de águas de chuva.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No próximo artigo trataremos de outras medidas não estruturais de combate às enchentes, os reservatórios domésticos e empresariais.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Geól. Álvaro Rodrigues dos Santos (santosalvaro@uol.com.br)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-5274240345179360087?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/5274240345179360087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/artigo-enchentes-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5274240345179360087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/5274240345179360087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/artigo-enchentes-2.html' title='Artigo enchentes 2'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-301664994053088560</id><published>2011-10-21T18:50:00.001-07:00</published><updated>2011-10-21T18:50:40.604-07:00</updated><title type='text'>crônica da semana- hbv</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Eu acredito no HBV&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Os mais novos não sabem o que significa esta sigla nem indo nem vindo, e os mais velhos não lembram mais o que ela quer dizer. A razão para o abandono e para a dispersão do sentido que a sigla encerra é o desuso. Não se usa mais dizer as horas na versão HBV.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Mas antes era assim: a gente marcava um encontro e tinha que tinha que discriminar a referência. Era tal hora assim, assim, no horário novo! Isso porque, houve um tempo em que a aplicação do Horário Brasileiro de Verão também vinha nos pegar aqui no norte do país. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Adotar um horário especial para o verão, no Brasil, é coisa antiga, data do primeiro Governo Vargas, na década de 1930, e foi inspirada numa proposição do energizado Benjamin Franklin, que pregava, já no século 18, o melhor aproveitamento da luz diurna.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;A idéia de usufruir o máximo da luz do dia é bem acesa e é defendida, com muito entusiasmo, hoje, pelos bambambans em recursos energéticos. Eles juram de pés juntos que o país faz uma economia em torno de 5% de energia elétrica no período em que vinga o horário de verão. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Mas os militares pós-64 não deram muita trela pra isso e, talvez querendo traduzir a natureza obscura da época, na fase mais dura da Ditadura Militar revogaram as leis de Kepler, empurraram a sedução astronômica para a clandestinidade e não mexeram nos ponteiros do relógio por longos 18 anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Do jeito como o conhecemos, o Horário Brasileiro de Verão acontece desde 1985. Quer dizer, nem tanto. Deu-se antes, um rebu... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Este tipo de procedimento é muito eficaz para as regiões mais distantes do Equador (e eu estou de prova. Nas minhas caminhadas matinais, desde setembro venho acompanhando o movimento do sol. O astro-rei passou por cima do Equador, vindo lá do golfo do México, pairou sobre a gente aqui em Belore e agora ruma firme para o sul. Em dezembro vai estar bem longe, inundando de luz los hermanos, e vai proporcionar o dia mais longo do ano, ou seja, o maior tempo de luz diurna no hemisfério sul. A região de Ushuaia na Argentina, por exemplo, vai receber mais de 17h de insolação no dia 21 de dezembro. Então é verdade. Acredito nisso. Se o verão é marcado por períodos de luz maiores que os períodos de escuridão, o Horário de Verão tem uma razão de ser). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Ocorre que, para quem mora mais próximo do Equador, como nós paraoaras, estes efeitos de luz e sombra são muito discretos. Não são sentidos. A intensidade de luz recebida é, praticamente, a mesma seja qual for o paradeiro do sol. A diferença aqui pra região metropolitana de Belém, é um issozinho aqui, ó. Um tantinho de nada, só pra não dizer que não tem. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Daí as mancadas na reedição do HBV a partir de 1985. Nas primeiras tentativas de adiantar os ponteiros, nosotros sofremos pacas. O relógio biológico reclamou, a gente fazia confusão entre horário novo e horário velho, a claridade do dia não se espichava, às 5 da matina, ao contrário de Ushuaia, aqui nas cidades do norte ainda era o puro breu e lá pra janeiro o toró diuturno escurecia era tudo. Até que de uns tempos pra cá, acabaram com esta marmota para as partes aqui de riba. O negócio é bom mesmo, lá pro sul do país.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Entretanto, como diria minha mãe, tirando um pelo outro, acredito no HBV.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Mesmo porque entendo que o contexto não é somente o da alteração no horário. Para mim, o HBV vai além disso. É um apelo ao carpe diem. Mesmo que não nos valha concretamente, pode servir como mensagem. É um chamado à luz. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;(E por falar em luz, este caminhar do sol sobre nossas cabeças, não é bem assim, né. É só uma impressão. Como provou&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoHyperlink"&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Foucault&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="st"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; com o famoso pêndulo, quem se move, na verdade, é a Terra). Aproveitemos, portanto, o dia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-301664994053088560?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/301664994053088560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/cronica-da-semana-hbv.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/301664994053088560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/301664994053088560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/cronica-da-semana-hbv.html' title='crônica da semana- hbv'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-3056161396352555631</id><published>2011-10-19T17:42:00.000-07:00</published><updated>2011-10-19T17:42:20.070-07:00</updated><title type='text'>Artigo enchentes 1</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;img src="http://img2.blogblog.com/img/video_object.png" style="background-color: #b2b2b2; " class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" id="ieooui" data-original-id="ieooui" /&gt; &lt;style&gt;st1\:*{behavior:url(#ieooui) }&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;ENCHENTES: CRIEM BOSQUES FLORESTADOS, NÃO TIREM A SERAPILHEIRA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Vamos já de início explicar o que é a serapilheira, e porque ela pode ser considerada o símbolo das medidas ditas não estruturais de combate às enchentes. Bem, de quebra vamos todos também saber que as medidas não estruturais são aquelas que, inteligentemente, atacam diretamente as causas das enchentes e não somente suas conseqüências.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Serapilheira é aquele espesso colchão de folhas caídas e restos vegetais que vai se acumulando no chão das florestas naturais. É a serapilheira que proporciona a proteção do solo contra a erosão, dá vida biológica ao solo e o enriquece agronomicamente, torna o solo mais fofo e permeável. Outra característica formidável da serapilheira é absorver ela própria de imediato uma grande quantidade de água das chuvas, reduzindo em muito o volume de água que escorre sobre a superfície do solo e que acabaria chegando aos cursos d’água. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Sobre as principais causas de nossas enchentes urbanas não há hoje mais a menor dúvida sobre quais sejam: a impermeabilização generalizada da cidade, o excesso de canalização de cursos d’água e a redução da capacidade de vazão de nossas drenagens pelo volumoso assoreamento provocado pelos milhões de metros cúbicos de sedimentos que anualmente provém dos intensos processos erosivos que ocorrem nas frentes periféricas de expansão urbana.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Esse quadro determina o que podemos chamar a equação das enchentes urbanas: &lt;span&gt;“Volumes crescentemente maiores de água, em tempos sucessivamente menores, sendo escoados para drenagens naturais e construídas progressivamente incapazes de lhes dar vazão”.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Para se ter uma idéia da dimensão desse problema da impermeabilização considere-se que o Coeficiente de Escoamento - índice que mostra a relação entre o volume da chuva que escoa superficialmente e o volume que infiltra no terreno - na cidade de São Paulo está em torno de 80%, ou seja, 80% do volume de uma chuva escoa superficialmente e segue rapidamente para o sistema de drenagem. Em uma floresta, ou um bosque florestado urbano, acontece exatamente o contrário durante um temporal, o Coeficiente de Escoamento fica em torno de 20%, ou seja, cerca de 80% do volume das chuvas é retido.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Diante de um cenário assim colocado, qual seria a providência mais inteligente e imediata para combater as enchentes (e que estranhamente as administrações públicas, todas muito simpáticas às grandes obras e aos seus impactos político-eleitorais, não adotam)? Claro, sem dúvida, concentrar todos os esforços em reverter a impermeabilização das cidades fazendo com que toda a região urbanizada recupere sua capacidade original de reter as águas de chuva, seja por infiltração, seja por acumulação. Concomitantemente, promover um intenso combate técnico à erosão provocada por obras pontuais ou generalizadas de terraplenagem. Ou seja, fazer a lição de casa, parar de errar.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Para tanto, há que haver a necessária disposição de se promover uma radical mudança na cultura técnica que vem até hoje comandando o crescimento de nossas cidades, e que confunde a noção de limpeza com a noção da impermeabilização, e que acha que os processos erosivos, frutos do uso intensivo da terraplenagem, são inevitáveis e até aceitáveis. Tomada a decisão dessa mudança cultural, haverá à mão, inteiramente já desenvolvido, um verdadeiro arsenal de expedientes e dispositivos técnicos para que esse esforço de redução do escoamento superficial das águas de chuva seja coroado de sucesso: calçadas e sarjetas drenantes, pátios e estacionamentos drenantes, valetas, trincheiras e poços drenantes, reservatórios para acumulação e infiltração de águas de chuva em prédios, empreendimentos comerciais, industriais, esportivos, de lazer, multiplicação dos bosques florestados, ocupando com eles todos os espaços públicos e privados livres da cidade. E, para esse último caso, como marca de nossa inteligência, e símbolo da necessária mudança da cultura técnica urbana, esses bosques não mais teriam sua serapilheira absurdamente raspada, varrida e removida pelos serviços públicos e privados de limpeza pública, como hoje acontece, mas sim protegida, conservada e, porque não, reverenciada pelo bem que irá nos fazer. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Diga-se de passagem que a decisão de manutenção da serapilheira não exige nenhum dispositivo legal para acontecer, é uma iniciativa que pode desde já didaticamente ser adotada por nossos paisagistas, arquitetos, urbanistas, líderes comunitários, ou quaisquer cidadãos que possam ter algum poder de influência sobre um espaço urbano privado ou público. Ah..., aproveitem para também plantar mais algumas árvores, de forma a conformar um bosque florestado mais compacto quanto possível.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -4.9pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Geól. Álvaro Rodrigues dos Santos (santosalvaro@uol.com.br)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: teal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-3056161396352555631?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/3056161396352555631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/artigo-enchentes-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/3056161396352555631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/3056161396352555631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/artigo-enchentes-1.html' title='Artigo enchentes 1'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-7753644491681561109</id><published>2011-10-17T17:08:00.000-07:00</published><updated>2011-10-17T17:08:13.973-07:00</updated><title type='text'>Morte em La Paz- Final</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: left; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Capítulo VIII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: left; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;O ar da Bolívia é seco. É ausente. O coração bate forte, acelerado. Mais forte. Rápido, rápido, uma médica! Elisângela, a médica das gentes e dos monstros. Sangue dele, pelo nariz. A boca seca. Água mineral. Arrasta-se pelo chão do quarto. Não consegue chegar a nenhuma mina de cobre, nem a Guajará-Mirim, sequer ao telefone sobre a mesinha. O médico da Terra, de 17 anos, estudante de Geologia, apaixonado por Elis, agoniza alucinado e desaparece para sempre. O técnico esmerado, o monstro, amante secreto de Elis, fecha os olhos para os Andes e pede perdão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: left; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Final&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Marta foi a primeira a chegar em Cumbica para receber o corpo, assinar toda aquela papelada, aqueles inquéritos, aqueles registros, aquelas declarações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-7753644491681561109?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/7753644491681561109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/morte-em-la-paz-final.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7753644491681561109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7753644491681561109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/morte-em-la-paz-final.html' title='Morte em La Paz- Final'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-7278852278819111674</id><published>2011-10-15T06:15:00.001-07:00</published><updated>2011-10-16T15:28:06.199-07:00</updated><title type='text'>crônica da semana- nos conformes</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Nos conformes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Só falta mesmo me lambuzar com o mel da maçã do amor, me atracar a um pacote de algodão doce e levar os pequenos para uma rudada no carusser. O resto, tudo eu já fiz neste Círio. Por enquanto, tá tudo nos conformes (as pendências; já, já a gente resolve). &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Este ano não vacilei. Já tenho meu roc-roc (dois, aliás. Um comprado na Feira do Miriti e outro ganhado da galera do Pavulagem, no dia do arrastão), a minha fitinha, o meu leque, o tec-tec batendo palminha, o meu encarte de O Liberal com a imagem da Santa. Já fiz um esforço sobre-humano pra chegar perto da Berlinda, me perdi de propósito no seio fervoroso da multidão, entendi a minha fé e me acabei na maniçoba, depois da procissão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Vivi, de vários jeitos e maneiras, cada um dos momentos do Círio. Todos muito marcantes. Mas o meu instante de entrega, a minha fatia mais intensa de deslumbre e encantamento, é a chegada da Romaria Fluvial. Fico num pé e noutro para o desembarque da Santa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;No ano passado, quase perdi a chegada da Fluvial. Daquele jeito, né. A menina escovando o cabelo, a mulher experimentando a roupa, o menino pegado no café com pão. E o tempo correndo. De tal forma, que, quando bati o pé na Praça da República, a Santa passou. Éraste, fiquei piriricas da vida! Perdi toda aquela emoção na subida da Presidente Vargas. Gosto de ficar no meio do povo. Sentir a ansiedade. O calor da espera. A agitação na chegada dos barcos. O foguetório...E até a barulhada das motos. Ano passado, fiquei sem.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Mas este ano, não contei conversa. Não esperei ninguém. Tomei um café rapidola e nove e poucas zarpei. Fiz a coisa mais certa (mulher e meninos ficaram em casa, se arrumando. Quando eles chegaram, eu já estava, ó, pleno de fé e contentamento). Não corri risco, este ano. Tô vacinado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Depois de ver a Santa, fui viver a minha máxima: “o importante é a companhia” (falo isso pros meus meninos. Às vezes, eles querem debandar com a pariceirada, dar uma fugida, logo nos meus dias de folga, junto a eles. Nananinha. Não deixo. Justifico com a necessidade do aconchego, do chamego e desando em entrelaços analíticos, principalmente pro Argel, que é o mais velho e o mais saidinho. Recito: “teu pai tá aqui, tua mãe tá aqui, tua irmã tá aqui. Pra que tu queres sair, rapá? Bora ficar perto”. Infalível este meu trançado de argumentos. O menino é logo que aquieta o facho).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O sábado que antecede o Círio traz muito desta máxima. A família (que chega atrasada, mas chega), os amigos. Tem o solão? Tem. Tem a caminhada até a praça do Carmo? Tem. É um estirão? É. Mas tem a graça da cultura popular, o banho de cheiro no Veropa e a comunhão com pessoas queridas... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Para mim, é a bênção da convivência. Não há sofisticação nem não-me-toques emplumados, no sábado. Não há frescurite nem ásperos chiliquitos de neo-riquinhos. Há o doce suor. Há a companhia. E isso é o que vale. Na véspera do Círio, o que dá causa, é poder contar com o humor da minha comadre Valéria Nascimento; com a doçura e com a serenidade da querida Vânia Torres; com o espírito de liberdade e com a alegria inesgotável da Lorena; com a arte de Laila e larissa. O que dá vez, no sábado do Arrastão é poder passar a tarde trocando figurinhas com o Edson Coelho, poeta-parceiro-perfeito e interagir com a turma da geologia. O que rende é tirar fotos com os filhos naquela floresta de miriti (“o importante é a companhia”). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Meu Círio tá tudo nos conformes. As pendências, já, já, resolvo: de tardezinha, vou orar pra Santinha, na Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, dar uma volta no largo e me lambuzar com o mel da maçã do amor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-7278852278819111674?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/7278852278819111674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/cronica-da-semana-nos-conformes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7278852278819111674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/7278852278819111674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/cronica-da-semana-nos-conformes.html' title='crônica da semana- nos conformes'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-648690666949356249</id><published>2011-10-12T08:37:00.001-07:00</published><updated>2011-10-12T08:37:55.049-07:00</updated><title type='text'>O dia mais feliz</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 42.55pt; margin-right: 28.3pt; margin-top: 0cm; mso-outline-level: 1; text-align: center; text-indent: 1.0cm;"&gt;O DIA MAIS FELIZ DA MINHA VIDA&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 42.55pt; margin-right: 28.3pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1.0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 28.3pt 0.0001pt 42.55pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ele ajuda, comenta a mãe, orgulhosa, com a mulher que distribui O Legionário. E é verdade. Um garoto esmirradinho todo guenzo, meio penso. Entanguido mesmo, mas danadinho! Sai junto com a mãe todo santo dia, cedinho. O dinheiro no cós do short. A geladeira colada ao corpo, num abraço cúmplice. (Precisa comprar uma maior , que agüente uns cinqüenta picolés e que tenha uma alça resistente. Com esta pequena a renda é pouca e só garante as despesas do dia- a- dia, e olhe lá, ali, ali, rente).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 28.3pt 0.0001pt 42.55pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É o meu homem, diz a mãe, deixando escapar um olhar cheio de carinho. É mesmo. Espertinho, abastece a geladeira com vários sabores, não sem antes choramingar um desconto e ainda levar uns de ganho. Paga no dinheiro vivo. E vai, arrastando a sandália japonesa num estirão de terra batida suburbano, até dar na calçada do Alzira Pernambuco.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 28.3pt 0.0001pt 42.55pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Só tem um problema, diz a mãe para a vizinha curiosa, ele é muito envergonhado. Realmente. No caminho até a escola, não levanta a cabeça, não olha pro’s lados e Deus o livre de quem o chame&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;lá de longe: “ei picolé”! De si para si, dispara palavrões, muito pê. E não adianta chamar que ele não vai não, menino. Na frente do colégio sim, ladeado pelo pipoqueiro, pelo unheiro, pelo bombonzeiro, sente-se à vontade. Ali, na frente do Alzira, sente-se protegido pelos colegas de venda. Ali sim ele é picolezeiro. E olha o extra picolé! E tem de groselha, uvita, morango e dois sabores. E tá acabando.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 28.3pt 0.0001pt 42.55pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ele é muito responsável, confessa a mãe à tia preocupada. Com toda certeza . Para o dia seguinte já estavam garantidos os cinco contos das despesas: o picadinho para o almoço, o ônibus da mãe e das meninas e a reposição dos picolés.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 28.3pt 0.0001pt 42.55pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O garoto não precisava de nada. Comia aquele tantinho com um punhado de farinha e se mandava para a escola. Pedia carona, passava por baixo da roleta, brigava com o cobrador. Sempre vivia uma aventura diferente. Tinha porque tinha de ir para a escola de ônibus, embora a escola fosse bem ali. Chegava, entrava (na fila era o pri, do menor para o maior) e estudava direitinho. Nada de se meter na bandalheira com a molecada. Acabava a aula e a bola no Areal ficava sempre combinada. Depois da escola, lerdava pela rua ou reunia com os outros embaixo da mangueira da vizinha madrinha.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;À noitinha, descia lá para a esquina pra esperar a mãe. Ela não tinha hora pra chegar da padaria. “Enquanto houvesse movimento...”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 28.3pt 0.0001pt 42.55pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A mãe chegava e&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ele lhe repassava a renda do dia. Comentava os episódios curiosos enquanto ela esquentava o jantar e depois, prestimoso, a companhava até a rede para um sono reparador. Conversavam ainda uns instantes ou ligavam o rádio no programa de serestas, até que um ou outro adormecia. Dormiam assim, lado a lado. Mãe e filho, como é de ser. Lado a lado. O rádio a endeusar: “tu és divina e graciosa estátua majestosa do amor...”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 28.3pt 0.0001pt 42.55pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O garoto fazia e acontecia. Andava pelo mundo, batalhava pelos cinco contos. Pastoreava as irmãs e a mãe. Fazia como gente grande, mas em verdade, era uma criança. Fora o futebol clandestino no Areal, ele mesmo não reconhecia momentos que lhe sinalizassem sobre sua condição infantil. Ele não estava nem “seu Souza”. Ninguém tava nem aí. Mas a mãe, é claro, sentia esse envolvimento precose do filho. Essa responsabilidade exagerada com o mundo verdadeiro, tão cedo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 28.3pt 0.0001pt 42.55pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Naquele dia não haveria aula. Os alunos estavam em festa. Era o dia de Nossa Senhora Aparecida e do Descobrimento da América, mas o feriado, para ele, era mesmo pelo Dia das Crianças. Ele nem sabia. Mas a mãe sabia e queria prestar uma homenagem ao filho. Ao seu pequeno grande homem.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 28.3pt 0.0001pt 42.55pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;À noite, na parada do Pedreira Nazaré, ele percebeu a mãe descer com uns pacotes na mão. Em casa, os desembrulhos. Para o&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;meu menino, um presente pelo dia das crianças.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 28.3pt 0.0001pt 42.55pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um barco e um trenzinho de plástico verde e branco, desses que são vendidos pelo chão do arraial. No dia seguinte o menino esqueceu até da venda. Desceu ali pro &lt;i&gt;garapé&lt;/i&gt; da Visconde, todo faceiro. Uma lágrima de emoção rolava cada vez que o barquinho embicava rumo ao Sul (muito menos que agora, enquanto escrevo esta história). O barquinho a deslizar. Brincadeira de criança (como é bom. Ah, como é!). Naquele que foi o dia mais feliz da sua vida.&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-648690666949356249?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/648690666949356249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/o-dia-mais-feliz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/648690666949356249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/648690666949356249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/o-dia-mais-feliz.html' title='O dia mais feliz'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-462768113294928113</id><published>2011-10-11T16:44:00.000-07:00</published><updated>2011-10-11T16:44:27.567-07:00</updated><title type='text'>Morte em La Paz - cap VI e VII</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: left; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Capítulo VI&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Olhou ao longe, os picos nevados deslumbrantes. Coloridos de luz indefinível, misteriosa. Luz fronteira do mar. Tão longe, tão longe está aquele horizonte que sonhou um dia: ser o médico da Terra. Cuidar das feridas da Terra. Elis. Amar Elis livremente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Tomou dos bolsos do embornal, as ajudazinhas&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ofertadas pelos índios. Preparou mais uma dose do citrino uísque, agora sem gelo. Foi até o banheiro e retirou o espelho do armarinho. Sentou-se calmamente ao lado da janela que dava&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;para as montanhas, e ajeitou o espelho sobre os joelhos. Deixou o saquinho recheado de sementinhas a esperar, no chão, no canto da parede. Lançou mão do papelote e dispôs ordenadamente sobre a superfície lisa do espelho, quantas carreiras foram possíveis. Fez um canudinho com uma nota surrada de dez pesos bolivianos. Vergou o corpo sobre o espelho e reconheceu ali, cordilheiras brancas, misteriosas, brilhantes, em primeiro plano. Ao fundo a figura singela, sincera, de um garoto apaixonado, estudante de Geologia da USP. Repetiu várias vezes o nome de Elisângela, como numa ladainha desesperada e mergulhou no mar de pó branco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: left; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Capítulo VII&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Nariz arde, garganta arde. Um brilho confuso desvia o olhar para todos os lados. Tragou do quente uísque, recostou-se na poltrona, e fitou a luz fronteira do mar, lá ao longe, de um colorido fascinante. Elis, Elis, meu amor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Guardou com zelo, o espelho neblinado de pó. Tomou o telefone e pediu mais água mineral. Luzes ao longe, Andes deslizando, fenda colossal, mercado de cobre. A medicina da Terra. Um grande amor. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Pacientemente e com esmero que lhe é peculiar, enrolou um após outro, os cigarrinhos. Pôs outra dose de uísque e zanzou pelo quarto à cata daquela caixa de fósforo que ganhara de brinde no hotel. Cessada a busca, acendeu o primeiro que, como os outros seguintes, teimava em descolar-se num ponto ou noutro da seda. Puxou forte a fumaça , prendeu a respiração e voltou à janela. Abriu o quadrado envidraçado e viu-se cortado em mil pedaços pelo vento gélido do altiplano. Naquela hora, embrenhou-se nos caminhos sem fim que o levaram ao mar. Ah, Elis. O mar redentor, Elis, meu amor. Soltou a fumaça devagar, respirou fundo e tomou a última dose de uísque. Tragou debilmente de todas as sementinhas. As montanhas a observá-lo pelo quadrado da janela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-462768113294928113?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/462768113294928113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/morte-em-la-paz-cap-vi-e-vii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/462768113294928113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/462768113294928113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/morte-em-la-paz-cap-vi-e-vii.html' title='Morte em La Paz - cap VI e VII'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-869042351750939309</id><published>2011-10-10T17:15:00.000-07:00</published><updated>2011-10-10T17:15:22.971-07:00</updated><title type='text'>Banzeiro de Bênçãos</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16.0pt;"&gt;Aos amigos que prestigiam o blog. Aos recém-chegados trazidos pelas palavras generosas do Roger ou do Álvaro. Alguns que me chegam bem de longe, ou a Alê que me veio das Águas Lindas pra ser a fã número 1.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kxdlbbI19sk/TpOKer5oNII/AAAAAAAAAds/mrKcth14-f4/s1600/DSC09572.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="301" src="http://3.bp.blogspot.com/-kxdlbbI19sk/TpOKer5oNII/AAAAAAAAAds/mrKcth14-f4/s320/DSC09572.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16.0pt;"&gt;Aos amigos blogueiros Valentim das terras do Sul ou a Franssinete, aqui de pertim. Aos blogueiros que lutam pelos nossos rios num SOS bravio. Loló, minha primeira leitora e Laila, a minha poeta preferida. A todos que me dão a honra da companhia, eu que sou caboquinho da beira, desejo um banzeiro de bênçãos da Virgem de Nazaré , a padroeira dos paraenses. &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-869042351750939309?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/869042351750939309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/banzeiro-de-bencaos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/869042351750939309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/869042351750939309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/banzeiro-de-bencaos.html' title='Banzeiro de Bênçãos'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-kxdlbbI19sk/TpOKer5oNII/AAAAAAAAAds/mrKcth14-f4/s72-c/DSC09572.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-8878138772393540600</id><published>2011-10-07T17:21:00.000-07:00</published><updated>2012-01-27T15:30:35.319-08:00</updated><title type='text'>crônica da semana - sinal fechado</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sinal fechado (Olá, como vai)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando nos encontramos no shopping, a pressa comandava o fim de tarde e as palavras saíram atropeladas, imbricadas. Os dizeres brotavam sobrepostos, pressionando o ar, comprimindo a compreensão, numa confusão cheia de graça e risos generosos. Havia, porém, um quê de felicidade recíproca naquele discurso sem fio condutor. Olhos brilhando de alegria. Recordando, atualizando, revivendo...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nossos olhares surpresos uniram-se num feixe luminoso que se dissipou em milhares de cores, pelos caminhos da Pedreira em tardes inocentes, à margem da Marquês de Herval...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Vivíamos sombreados por cajueiros nos quintais e pela mangueira do seu Paulo, lá do outro lado da avenida, que abrigava a orgia, os marmanjos que não tinham o que fazer e a intelectualidade da rua, em horários distintos e bem acertados. A rua era de piçarra vermelha, lisa e liguenta, com enormes rasgos erodidos pelas águas de março. Apenas caminhos estreitos nos serviam (num serpenteio o tanto certo pra passar o carro da Assistência), margeados por mata rala e inumeráveis pés de camapu. Uma ilha de terra bem batidinha aqui e outra acolá, servia de campinho para o futebol, ou para o cemitério, ou para a bandeirinha, ou para a pira-mãe (divertimentos de quem não tinha televisão).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Seu Muniz era um nobre. Dona Lina, uma dama. O casal se destacava naquele perímetro da Marquês em que valores como&amp;nbsp; solidariedade, amizade, cuidado e atenção faziam parte da relação entre vizinhos. Formavam no círculo de amizade de minha avó e logo estenderam seu apreço, também, àquela leva de acreaninhos vindos das brenhas dos seringais. Tinham piscina e abriam o coração e a porta da casa para a garotada da rua se divertir. Dona Lina e Seu Muniz formavam um casal tradicional, de muitos filhos e eles participavam também dos mergulhos e das brincadeiras. &amp;nbsp;Na hora da algazarra, eram os pri.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O tempo se encarregou de dar sentido às coisas. Todos eram batalhadores (mamãe, Seu Muniz, Dona Lina). Trabalhadores humildes que suavam para garantir o de comer e um algo mais para os filhos. Nada era, de jeito e maneira, fácil ou farto. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mudamos de casa umas quantas vezes. Viramos a Pedreira do io ao chio, mas sempre perto, sempre nos encontrando. Minha mãe, na lida diária, juntava as marretagens que tinha, calçava a chinelinha baixa e ganhava o mundo. No roteiro, sempre a Marquês de Herval. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A casa de Dona Rosalina Muniz era parada obrigatória. Ela, numa rotina de anos e anos, sempre comprava uma coisinha da mamãe, pra ajudar. Mas era, além de freguesa, uma amiga. A prosa rolava, vinha o café, uma ou outra combinação de visita. A piscina havia desaparecido e a fantasia de criança se desfeito, mas os filhos acabavam se encontrando, pelas escolas da Pedreira, na feira, nos campinhos da rua. Na parada do ônibus... &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O mundo vai se mostrando cada vez mais real e exigente. As lutas diárias erguem-se, cada dia, mais ferozes. E os meninos procuram rumo. Almejam crescer. Esforçam-se para vencer obstáculos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Houve uma época em que eu pegava o ônibus junto com a Helena. Ela ia pra Federal e eu pra Escola Técnica. Ela encarava uma barra na Universidade, naquele tempo. Não havia ônibus direto. Tinha que bancar dois. Um sacrifício de grana (não tinha meia-passagem), de tempo, de conforto...Não havia o RU...Fazia Direito.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando eu vejo a Doutora Helena Muniz em evidência (por força do cargo que ocupa, já que de outra forma jamais o faria, posto que vaidade não é a sua arte) fazendo uma declaração na grande imprensa, lembro dessas coisas. E sinto um orgulho danado dela. Minha amiga de infância. Uma vencedora. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Era isso que eu queria dizer pra ela no shopping, naquela tarde comandada pela pressa, mas me perdi em dizeres, com todo direito, confusos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-8878138772393540600?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/8878138772393540600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/cronica-da-semana-sinal-fechado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/8878138772393540600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/8878138772393540600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/cronica-da-semana-sinal-fechado.html' title='crônica da semana - sinal fechado'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-4617181909187518642</id><published>2011-10-03T16:05:00.000-07:00</published><updated>2011-10-03T16:09:11.240-07:00</updated><title type='text'>Morte em La Paz - cap IV e V</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;C&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;apítulo IV &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Tem de ser assim? Tem de ser?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt; Não tem mais 17 anos. Poderosas facções plutônicas cisalharam seus sonhos. A realidade dele é outra. Nem sabe ao certo se é o espírito do médico da Terra ou do aventureiro José Arcádio que o está levando ao desafio de atravessar os Andes. Não sabe dizer. Já viveu outras emoções fortíssimas em outros lugares exóticos. No centro da floresta, no alto de grandes serras. Já realizou trabalhos de pesquisa sob olhares desconfiados dos Yanomami. Já desceu em minas de até mil metros de profundidade. É movido a adrenalina. A profissão afugentou-lhe o medo e destruiu encantos antigos. E que médico que nada. A profissão naufragou-lhe as ilusões em águas de um mar que se esconde atrás dos Andes e que ele procura reencontrar. É o amante secreto de Elis. Que médico que nada. A terra sofre em suas mãos. Casou-se com Marta, há dois anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Logo que se formou, entrou para uma multinacional especializada em pesquisar frentes de lavras e viabilizar projetos de mineração. Cresceu na empresa pelo apuro e a sagacidade com que desenvolvia planos de cubagem perfeitamente (propositadamente?) ajustadas às ambições econômicas da corporação. Notabilizou-se por utilizar recursos próprios da Engenharia na elaboração de projetos para barragens, canais e diques. É um profissional esmerado, multifacetado. Tecnicamente irrepreensível. Respeitadíssimo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;O médico, o monstro. Ele agride a Terra. Ataca os seres de Gaia. Com este contrato, na Bolívia, ele pretende abrir uma fenda feérica do Chile ao Peru, que, depois de pouco mais de dez anos de exploração, poderá ser vista da lua, segundo previsão entusiasmada dele. É um grande geólogo. Domina como poucos a geologia andina. Para os amigos, reconhece que um movimento de terra desta envergadura, numa estrutura útil à grande cordilheira, pode sim, comprometer o substrato rochoso e também deteriorar o ambiente lacustre do altiplano. Mas justifica-se: “ É um puta projeto que vai nos dar o domínio total do mercado mundial de cobre”. É uma pena que os Andes venham&amp;nbsp; abaixo. É uma pena. &lt;i&gt;Tem de ser assim?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Capítulo V&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Tem de ser?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt; Elis, meu amor. Pra que desvirginar os Andes? Vir abaixo antes deles? Para que a prosa de encontrar com a floresta à montante do Guaporé? Fazer trilhas ásperas montado em mulas, usar o sombrio poncho boliviano felpudo e coceirento. Tomar chá de cócoras sob a bruma melancólica da encosta boliviana, rodeado de índios curiosos ao entardecer. Para que tantos perdões? Basta um purgatório de ar rarefeito a este monstro, usurpador do sonho do primeiro Buendia. Traidor da fantástica Macondo soterrada sob seus escrúpulos. A ele mil anos de penitência de braços com a miséria e a lama florida, pelos arrabaldes de La Paz. Nunca o mar. A ele, o labirinto intransponível. O repouso agoniado sob as cachoeiras do Madeira. Ao monstro, o fogo impiedoso do centro da terra. Para sempre. Nunca o mar. Nunca o mar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-4617181909187518642?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/4617181909187518642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/morte-em-la-paz-cap-iv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4617181909187518642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4617181909187518642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/morte-em-la-paz-cap-iv.html' title='Morte em La Paz - cap IV e V'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-4362641764708277751</id><published>2011-10-01T06:51:00.000-07:00</published><updated>2011-10-02T03:59:44.511-07:00</updated><title type='text'>crônica da semana - los hermanos</title><content type='html'>&lt;div class="yiv1723127527MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Los hermanos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="yiv1723127527MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O álbum duplo “A arte de Mercedes Sosa”, o tenho comigo desde 1985. Ele data da minha passagem por Rondônia e tocou na minha vitrola umas quantas vezes, no correr desses 26 anos. É um disco emblemático que traz os grandes sucessos da cantora argentina. Traz para o coração uma coletânea de cantos emocionados que exprimem o sonho de uma unidade latina e expressam a ânsia por liberdade e paz. Professa o desejo de sermos todos hermanos. É um manjar sonoro que alimentou, durante muitos anos, o fogo revolucionário dentro de muita gente (um fogo que ardeu dentro de mim também). &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="yiv1723127527MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O vinil já rodou, inclusive, em reuniões da confraria que criamos, eu e um grupo de amigos aqui em Barcarena. E eis que no nosso último encontro, não deu outra: o disco rodou de novo. Um dos convidados selecionou os dois LP’s e os colocou no prato. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="yiv1723127527MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Há algum tempo, fazemos um encontro, para tomar um vinho ‘palatável’, ali na faixa mínima dos 5 Reais, tocar uma viola, recitar uns poemas, falar bobagem, cortar um queijinho e ouvir um vinil. Claro, gente, que não é necessariamente nesta ordem. Os participantes são cabanos. Vizinhos, professores, acadêmicos, operários... Até políticos iniciantes e gente do alto clero da administração pública já marcaram presença (aqui não rola o preconceito). Todos além dos trinta, com exceção do David, um jovem economista que tem cadeira cativa, muito porque é um garoto inteligente e boa praça, mas também porque é o único que tem a vista boa para ler os rótulos, identificar e comentar as safras que pintam na casa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="yiv1723127527MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Colocamos um nome pomposo na reunião: Confraria do Vinho. A desculpa para o encontro é, realmente, adestrar o paladar, adaptar os gostos e conhecer os variados tipos desta bebida mítica. Na mesa já rolaram safras ilustradas e até água, porque acreditamos que esta, &amp;nbsp;foi-não-foi, pode ensejar uma transubstanciação.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="yiv1723127527MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A idéia surgiu a partir da necessidade de programações culturais alternativas para quem vara a sexta aqui na Vila dos Cabanos. E também para fugir das mesmices barulhentas que assombram a cidade. Houveram uns pilotos legais com a participação do poeta Rui do Carmo e com as prescrições melódicas do doutor Antônio Carlos, ao violão. Aí a gente se animou.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="yiv1723127527MsoNormal" id="yui_3_2_0_1_1317474727126348" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1317474727126345"&gt;O ambiente é free. Quem chegar tá chegado. Basta trazer o bom humor, um poema escrito num papelzinho, uma garrafa de vinho debaixo do braço e a amizade. A convivência e a interação contam, na reunião, mas quem faz sucesso mesmo como gerador de bons ares, é o som que rola (baixinho para não incomodar a vizinhança e para permitir o papo) lá no meu três-em-um. Tenho uma ruma de vinis e a galera, principalmente os mais jovens, se encanta. Fuçam, fuçam, tiram da capa, passam a flanelinha, comentam, descobrem coisas (destaque para o disco da Xuxa, um long play &amp;nbsp;do Led Zeppelin e uma cult do Charlie Parker, que eu, por falta de tempo ou por insensibilidade mesmo, nem sabia que existiam no meu acervo).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="yiv1723127527MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A idéia é que nosso encontro traduza fielmente os contentamentos que transitam num simpósio (que é uma palavra de origem grega e que significa ‘beber junto’). Importa, na confraria, que a gente se sinta bem e feliz.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="yiv1723127527MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No nosso último encontro um dos jovens convidados selecionou o álbum da Mercedes Sosa. Logo naquele dia em que eu vivia um sobressalto temporão pelos nossos sonhos perdidos, nossos desencantos políticos; sobre a queda de nossas muralhas ideológicas, sobre os nossos deslizes morais. Ah, esses moços, que me volvem, ‘curtido de solidão’, para um mundo de tantos hermanos e para “una hermana muy hermosa que se llama libertad”.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-4362641764708277751?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/4362641764708277751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/cronica-da-semana-los-hermanos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4362641764708277751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/4362641764708277751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/10/cronica-da-semana-los-hermanos.html' title='crônica da semana - los hermanos'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-3573605511967650881</id><published>2011-09-26T18:06:00.000-07:00</published><updated>2011-09-26T18:06:45.999-07:00</updated><title type='text'>Morte em La Paz- cap II e III</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Capítulo II&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Quando iniciou o curso de Geologia, na USP, aos 17 anos, orgulhava-se. Dizia que o curso tinha a nobre missão de formar médicos. Médicos da Terra. Para ele, a Geologia era a medicina aplicada ao planeta. Depois de formado, iria curar as feridas da Terra. Enfrentaria as doenças abissais com vacinas tectônicas. Seria um especialista em sarar erupções ígneas violentas. Iria enlevar-se ao estancar hemorragias destruidoras de lavas incandescentes. Faria a fotografia geomorfológica da crosta mais agitada e a radiografia sísmica dos ermos. Salvaria os rios e igarapés das mortes por assoreamento e erosão das margens. Seria o cirurgião da mata ciliar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Era um jovem estudante de Geologia, há alguns anos. Não sabia nada do fogo interior do planeta e nem da ambição dos homens.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Na USP, conheceu Elisângela. Pegavam o ônibus juntos. Moravam em bairros próximos. Ela fazia medicina. A médica das gentes. Ele, o médico da Terra. Ah, Elis, o seu grande amor. Inesquecível. O primeiro. A primeira. A primeira vez. No quarto dele, numa tarde escandalosamente paulistana. Garoa fina, lá fora. Sax de Scott Page na vitrola. Rumor cotidiano da casa. Louça batendo na cozinha, televisão na sala, em voz alta. Menino em desabalada pelo corredor, esbarrando na porta, mas não atrapalhando, não. Som do Pink Floyd. A primeira vez. O médico da Terra. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Elis, meu amor. Anda, anda! Calcinha apertada. Beijo apertado. Lábios tensos, pressionados, machucando. Mais, mais, vai! Elis, ah, Elis. Inesquecível. Beijo apressado. Mãos deslizando apressadas. Dentes atritando uns com os outros num tilintar abafado, entre lábios. A primeira vez. Hum...hum! Sangue dele, sangue dela. Hum...hum! Lágrimas de dor. Ah, o bom que dói. Gozo nas coxas. Beijo relaxado. O menino esbarrando na porta. A mãe, a casa. Ah, Elis. Inesquecível. O frio de La Paz. O tocador apaixonado das esquinas. Vem me buscar, Elis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Capítulo III&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Marta foi a primeira a chegar em Cumbica. Caberia a ela, uma cantora da noite, afinadíssima, com quem estava casado há dois anos, a dolorosa missão de receber o corpo, assinar toda aquela papelada, aqueles inquéritos, aqueles registros, aquelas declarações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Elisângela chegou atrasada. O corpo já havia sido liberado para o enterro, quando ela chegou. Passou mal, no balcão do aeroporto e foi socorrida por amigos. Elis, a médica das gentes. Viúva, viúva. Sozinha de novo. Somente a lembrança do último encontro, antes da viagem dele para La Paz. A possibilidade cristalina de assumirem publicamente o amor que sentiam, toda a vida, um pelo outro. Viúva, Elisângela não foi ao cemitério. Desmaiou no aeroporto e foi socorrida por amigos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-3573605511967650881?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/3573605511967650881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/09/morte-em-la-paz-cap-i-e-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/3573605511967650881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/3573605511967650881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/09/morte-em-la-paz-cap-i-e-ii.html' title='Morte em La Paz- cap II e III'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-2478790405333065167</id><published>2011-09-23T18:31:00.001-07:00</published><updated>2011-09-24T06:41:31.883-07:00</updated><title type='text'>crônica da semana - Fatos e fotos</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Fatos e fotos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Amanhã ocorrerá a Grande Coleta de Emaús. A campanha faz parte do calendário da cidade e consiste na arrecadação de objetos que não estejam sendo usados ou que possam ser reciclados. É uma ação social consistente que acontece desde 1972. Começou na Escola Salesiana, na Sacramenta; teve a cimeira no Jurunas, e atualmente, mantém-se, no bairro do Benguí (é uma opinião: acho que na época do Jurunas, foi o momento de maior relevo da campanha. Foi um período pródigo em que a campanha atingia uma quantidade enorme de bairros, envolvia muita gente, recebia ajudas e patrocínios. Hoje, &amp;nbsp;o ‘Movimento de Emaús’ se realiza a partir de reformas estruturais, e a Grande Coleta se adaptou às atuais dificuldades operacionais e de execução. Este ano vai cobrir pouca coisa mais que 5 bairros).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É uma oportunidade de doação também para os voluntários que fazem a coleta. Participei de algumas. E, nem titubeio em dizer que foram momentos inquestionáveis de crescimento. Toda a atmosfera da campanha é muito edificante: a elaboração do tema, sempre ligado a uma causa social e montado sobre a problemática do menor (que é, por vocação, o eixo de atuação do Movimento); a disseminação do objetivo da campanha, expresso nas cartas distribuídas à comunidade, dias antes da coleta (e esta é uma prática interessante. O contato prévio com a população é uma ação de conscientização. Uma aproximação que permite mostrar que a campanha não se propõe apenas a receber objetos reaproveitáveis. Coisas. Bens materiais. Procura também formar opinião, criar liberdade e consciência crítica. Era uma pernada, entregando a carta, mas era extremamente saudável para o espírito. E sempre rolava um lanchinho, uma cadeira pra descansar, uma água...e a tão bem-vinda cumplicidade). &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O sábado, véspera da campanha, era de congraçamento. Todos os voluntários eram mobilizados para uma celebração de paz e de entrega (e tem aquele, sabe, que não esqueço nunca. Foi no ano em que o Elói Borges, que hoje é dirigente do Sintepp, cantou a música “Minha História”, com aquela voz contundente, persuasiva, empolgante. Pô, depois de “esperando parada/pregada/na pedra do porto/com seu único/velho vestido/cada dia mais curto”, não teve unzinho assim que não derramou uma lágrima ali no ginásio do Sesc. Muito emocionante aquele dia. Todo mundo com a camisa da campanha. Todos muito jovens, cheios de sonhos, muito amigos, e com uma vontade danada de fazer um mundo melhor) [...silêncio...].&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O fato é que amanhã os rapazes e moças que acreditam num mundo melhor estarão pelas ruas de Belém realizando mais uma Grande Coleta. Rogo que os recebam de coração aberto, com alguma doação na porta, um lanchinho, uma aguinha, um sorriso ou o que valha como cumplicidade. O domingo, por certo vai ser muito mais feliz pra todo mundo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Agora a foto. Desde junho venho acompanhando o deslocamento do sol com fotos. E ontem ele ficou bem em cima da linha que divide o gramado do estádio ‘Zerão’ em Macapá (mas como é pertinho, né, considerei como se fosse aqui). Esta posição do sol marca o equinócio de Primavera. Proporciona os hemisférios sul e norte serem igualmente iluminados. Enseja o dia ter a mesma duração que a noite. Define a chegada da Primavera e certifica os pontos cardeais Leste (onde o sol nasce, pela minha foto, atrás do Cabana Clube) e Oeste (onde o sol se põe, por dedução, o quintal da artista plástica Cristina Tobias). Dos pontos fotografados ontem (o equinócio) daqui pra frente, o sol vai se afastar para o sul, até dezembro. E sabe o que isso quer dizer? Quer dizer que vamos ter muitos domingos felizes.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-2478790405333065167?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/2478790405333065167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/09/cronica-da-semana-fatos-e-fotos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/2478790405333065167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/2478790405333065167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/09/cronica-da-semana-fatos-e-fotos.html' title='crônica da semana - Fatos e fotos'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-1189481681468531431</id><published>2011-09-23T13:51:00.000-07:00</published><updated>2011-09-23T13:56:11.448-07:00</updated><title type='text'>tuíti</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GaWz-AQWy6Y/TnzxLl7RMlI/AAAAAAAAAc8/w_Xlur6-gA4/s1600/coelho.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-GaWz-AQWy6Y/TnzxLl7RMlI/AAAAAAAAAc8/w_Xlur6-gA4/s1600/coelho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;Paulo Coelho refletindo sobre o fato&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;h6 class="uiStreamMessage" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-weight: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;eita, que o mundo endoidou!&lt;br /&gt;até este exato momento do dia 23 de setembro 137 acessos no blog &lt;a href="http://raimundosodre.blogspot.com/" rel="nofollow nofollow" target="_blank"&gt;http://raimundosodre.blogspot.&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;&lt;span class="word_break"&gt;&lt;/span&gt;com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Record absoluto. Só pode ter sido o  o 'tuiti' do Álvaro, geólogo bem relacionado, do mundo!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;Tô me sentindo o próprio Paulo Coelho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-1189481681468531431?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/1189481681468531431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/09/tuiti.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/1189481681468531431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/1189481681468531431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/09/tuiti.html' title='tuíti'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-GaWz-AQWy6Y/TnzxLl7RMlI/AAAAAAAAAc8/w_Xlur6-gA4/s72-c/coelho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-6355604194053772675</id><published>2011-09-21T18:30:00.000-07:00</published><updated>2011-09-22T05:58:30.372-07:00</updated><title type='text'>Morte em La Paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HB-K8vLidtU/TnswzHDNJdI/AAAAAAAAAc4/4ovcM704CAQ/s1600/capa+la+paz+orkut.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-HB-K8vLidtU/TnswzHDNJdI/AAAAAAAAAc4/4ovcM704CAQ/s200/capa+la+paz+orkut.jpg" width="143" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; Capítulo I&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La Paz, esta época do ano, é uma cidade fantasma. O frio é intenso e  esconde as pessoas. Confina o boliviano ao aconchego do lar aquecido. Os  mais bem de vida se resolvem freqüentando restaurantes que oferecem  ambientes com isolamento térmico e pubs especializados em bebidas  quentes e caras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele reza na cartilha do povo. Encerra-se em seu quarto  solitário, confortável, no hotel Cuzco, ao largo da praça da  Independência, donde divisa o magnífico monumento de mármore e cobre  erguido em homenagem a Simon Bolivar. Toma chá olhando pela janela  envidraçada e espera o tempo passar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua missão ali está acabada.  Reuniu-se com os geólogos da subsidiária boliviana e com empresários do  Chile e Peru. Fechou contrato para uma gigantesca campanha de pesquisa  geológica que vai encampar uma faixa colossal de terra, com os trabalhos  se estendendo desde o norte do Chile até o extremo oriental do Peru, já  na Amazônia peruana. O alvo é uma estrutura&amp;nbsp; geológica enriquecida de  cobre, que ele, diligente, batizou de green belt of Simon, em homenagem  ao libertador.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está pronto para voltar a São Paulo, depois de um mês de  visitas às frentes pioneiras de pesquisas, caminhadas exploradoras à  borda do altiplano e acompanhamento de lavras em minas de cobre da  região.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abre uma garrafa de uísque importado da distante Escócia. Prepara  uma dose pacientemente. Com gelo. Uma, duas pedras. Tamborila os dedos  mergulhados entre as pedras de gelo, acelerando o equilíbrio térmico.  Brinda com o universo todo e entorna a dose de um único gole.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, um  otorrinolaringologista! Nariz arde, garganta arde. Respiração acelerada.  Pouco ar. Uma, duas doses. O efeito de uma dose parece ser o efeito de  toda a produção escocesa. Ar rarefeito. Altiplano. Como é que se vive  num lugar deste, meu Deus?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desvia o olhar para a mesinha junto à parede. O  embornal de campo guarda displicente, nos bolsos externos, um papelote  do alucinante pó e um saquinho da erva recheado de sementinhas, que ele  ganhou dos nativos da encosta. Os índios recomendaram que se ele  resolvesse realmente assumir a idéia de chegar a Guajará-Mirim, descendo  os Andes, melhor era contar com esta ajudazinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele está decidido. Vai  atravessar a portentosa cordilheira até a bacia do Prata. Dali, vai  contornar a cabeceira do Guaporé, varar a floresta boliviana e alcançar  Guajará-Mirim, do lado brasileiro, em no máximo, dez dias. Vai  sacrificar preciosos dias de folga ao lado da mulher, em São Paulo, mas  vai valer a pena. Paira sobre ele, o espírito aventureiro. É como se o  obstinado personagem de García Márquez o abençoasse naquele objetivo.  Queria viver, queria realizar o sonho indelével de José Arcádio Buendia  e, descobrir o caminho que leva ao mar. Descobrir um sentido para a  vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vai rumo ao mar, ao rio-mar, pela ombreira da majestosa cadeia  rochosa. Rumo ao mar externo. Não este mar doméstico que brota dos olhos  apaixonados dos tocadores de charango, nas esquinas de La Paz. Não.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vai  redimir a insepulta Macondo que fervilha inquietante, dentro dele. Vai à  procura do perdão, da reconciliação com um amor antigo. Provar que ama.  Quer renascer. Desenterrar-se de um mundo escuro de febres e pesadelos.  Quer lançar-se à liberdade do mar. Precisa chegar ao horizonte  infinito. Purificar-se nas águas do mar e navegar. Navegar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-6355604194053772675?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/6355604194053772675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/09/morte-em-la-paz_5376.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/6355604194053772675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/6355604194053772675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/09/morte-em-la-paz_5376.html' title='Morte em La Paz'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-HB-K8vLidtU/TnswzHDNJdI/AAAAAAAAAc4/4ovcM704CAQ/s72-c/capa+la+paz+orkut.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-2941155995462883454</id><published>2011-09-19T15:21:00.000-07:00</published><updated>2011-09-19T15:21:57.316-07:00</updated><title type='text'>Minha equipe querida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Rumo ao Gurupi, depois de uma rodada de chope de groselha. Válber no comando, Nathan contando os passos,&amp;nbsp; e eu ali, de mão pra trás..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-P8kvVuekQj0/Tne_qc7jO4I/AAAAAAAAAcs/a95uiNA2Xrc/s1600/206103_167007256704653_100001861393030_387659_952638_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-P8kvVuekQj0/Tne_qc7jO4I/AAAAAAAAAcs/a95uiNA2Xrc/s400/206103_167007256704653_100001861393030_387659_952638_n.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-2941155995462883454?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/2941155995462883454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/09/minha-equipe-querida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/2941155995462883454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1843101353881907281/posts/default/2941155995462883454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raimundosodre.blogspot.com/2011/09/minha-equipe-querida.html' title='Minha equipe querida'/><author><name>Raimundo Sodré</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613663862865465465</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/--7huxTBLePE/Tzoodx8jfHI/AAAAAAAAAkg/YIrpbyQUStY/s220/sodr%25C3%25A9%2Bs%25C3%25B4nia%2B2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-P8kvVuekQj0/Tne_qc7jO4I/AAAAAAAAAcs/a95uiNA2Xrc/s72-c/206103_167007256704653_100001861393030_387659_952638_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1843101353881907281.post-3984341313185489897</id><published>2011-09-17T03:23:00.000-07:00</published><updated>2011-09-17T03:23:31.229-07:00</updated><title type='text'>crônica da semana- sonho meu</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Mentirinha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Aqui, acolá, fico repetindo que não tenho ambição. É uma proposta antiga, assimilada na adolescência e difícil de desatarrachar da alma. Posso até datar o dia em que vislumbrei uma vida frugal. Foi após uma palestra que assisti do, agora padre salesiano, Chico sadek, em maio de 1980. Lembro como se fosse hoje. O título era “Ser pessoa”. O tema confrontava os valores pregados pela sociedade e tinha uma ilustração legal representando uma pessoa de cabeça pra baixo e outra, de cabeça pra cima. Uma simbolizando o ‘ter’ e outra, imprimindo o ‘ser’. Nos dizeres do Chico, aquela pessoa que estava de cabeça pra cima, era a pessoa que não tava nem aí pro ‘ter’, desdenhava dos apelos do mundo e preferia viver o universo feliz e solidário do ‘ser’. Peguei corda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Os anos se passaram, a minha formação salesiana foi ganhando outras conformações (que penso eu, são mais coerentes com o meu status de pecador), mas continuei afinado com aquele credo de simplicidade (às vezes, segredo a vós, sustentado por desígnios outros que não os meus).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Coisa de dois ou três anos atrás, dei uma repaginada nos meus conceitos. Admiti que a prosa não pode ser assim, no torniquete, na míngua, tão radicalmente franciscana. Comecei a aceitar que uma ambiçãozinha nem faz tanto mal. É, aliás, necessária para compor melhor o espírito. Ajuda a romper alguns grilhões que ainda nos machucam os pulsos. Nas conversas com meus filhos até já me permito incentivá-los a cultivar, com prudência e zelo pela ética, um foco. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Assim, desconstruo meu próprio mito, para eles. Não fui esta santidade toda. Dei muita ratada e incontáveis vezes, me deixei encantar pelos apelos da vida mundana. Em mesa de bar, por exemplo, e em situaçõezinhas hedonistas outras que não posso falar, me aperreei bastante para garantir a sublimação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Tive surtos de cobiça, também. Comichões. Vontades incontroláveis de ter coisas. Uma máquina de escrever, uma máquina fotográfica com fotômetro manual e um jogo de mágica. Exatamente nesta ordem. Que eu me lembre, estas foram as minhas principais demandas. Todas atendidas e com os testemunhos aqui em casa para comprovar. A máquina de datilografia, inclusive, tá com fita nova que alguém conseguiu pra mim, sei lá por onde.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;(Ah, não tenho mais o jogo de mágica. Fiz questão de me desfazer dele, embora compusesse a fração mui querida do meu patrimônio. Fiz porque fiz para adquiri-lo. Foi um custo conquistá-lo. Havia sempre as prioridades. Entrava nas lojas de departamento, escolhia uma caixa robusta, com bastantes mágicas, colocava embaixo do braço e saía pelos corredores. Lá na frente encontrava Argelzinho, Amaranta Maria, cada um com um brinquedinho embaixo do braço. Não tinha vaga no orçamento para o meu joguinho. Voltava triste, parece menino besta e colocava a caixa na prateleira de volta. Até que os filhos cresceram, meu menino passou a fazer questão de ganhar sempre uma bola, em qualquer ocasião, ou seja, um presente barato. A menina se engraçou por pecinhas artesanais e sobrou uma graninha pra mim. Certo dia, enfim, comprei meu jogo de mágica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Meu enorme entusiasmo se transformou, na mesma medida, em frustração, quando fui fazer minha apresentação pras crianças (era mais ou menos um sonho, sabe?). Inspirado no filme &lt;i&gt;&lt;span&gt;O Grande Truque, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span&gt;pus todo o meu talento em ação. A primeira a se desiludir foi a pequena Flaviana. “Tá ali, tio, a moeda, tá ali”. Me desmoralizou. Todos os outros segredos foram impiedosamente desmascarados pela garotada. E o meu joguinho sumiu, como por mágica, aqui de casa).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Aqui, acolá, fico repetindo que não tenho ambição. Mentirinha. Tenho sim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1843101353881907281-3984341313185489897?l=raimundosodre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raimundosodre.blogspot.com/feeds/3984341313185489
